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Mário de Azevedo

Mário de Azevedo
18/1/1905 Cachoeiro do Itapemirim, ES
1970 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística, como era comum até o final da década de 1920, como pianista de casas de músicas como Pinquim, Viúva Guerreiro, Melodia, Carlos Gomes e Arthur Napoleão. Gravou quatro LPs pela Sinter: "Tempos saudosos", "Subindo ao céu", "A música de Eduardo Souto" e "Valsas de Ernesto Nazareth". Em 1933, fez a música do filme "Onde a terra acaba", com direção de Octávio Gabus Mendes. Estreou em disco em 1943, pela Columbia gravando ao piano quatro valsas de Eduardo Souto: "Verão", "Inverno", "Outono" e "Primavera". No ano seguinte, gravou pela Continental o tango "O despertar da montanha", de Eduardo Souto, e as valsas "A ternura do mar", de Eduardo Souto, "Supremo mestre", da Viúva Guerreiro, e "Subindo ao céu", de Aristides Borges. Em 1945, gravou quatro composições de Eduardo Souto, o fado "O pranto da fadista", a valsa "Solidão", e os tangos "Do sorriso das mulheres nascem as flores", e "O despertar de um sonho", além do lundu "Os lundus da marquesa", de Francisco Braga, e as valsas "Valsa-capricho", de F. Chiaffitelli, "Destino", de Sidney Baynes, e "Sonhando", de Joyce. Em 1946, lançou mais três discos interpretando as valsas "Sugestão de um olhar", de Eduardo Souto, "Dolorosa", de Mário Penaforte, "Quanto doi uma saudade", de Mariana da Silveira, "Ao cair da tarde", de Pelágio Valentim, "Valsa dos que sofrem", de Alfredo Gama, e "Flor do mal", de Santos Coelho. Gravou ainda a valsa "Quando penso em ti", da Viúva Guerreiro, e a canção "A casinha pequenina", apresentada como de domínio público. Além da gravação de discos, continuou se apresentando com boa aceitação em programas pianísticos na Rádio Nacional, Tupi e outras. Em 1948, gravou a valsas "Sonhos azuis" e "Ciúmes sem razão", ambas de João de Barro e Alberto Ribeiro, a toada-canção "Amargura", de Eduardo Souto, e a canção "Nossa canção de amor", de Celso Cavalcanti e Fred Mello.

Em 1949, mudou de gravadora e passou a gravar pela Odeon, onde registrou o tango-brasileiro "Sugestões de um sorriso", de Eduardo Souto, as valsas "Quando dois destinos divergem", de Lauro Maia, "Coração que sente", de Ernesto Nazareth, e "Você", de Osmard de Andrade, a mazurca "Saudade", de Graça Guardia, e o noturno "Le Lac de Come", de G. Galos. Em 1950, gravou a canção "Mágoas", de Eduardo Souto, o chótis "Nas asas de um sonho", de Carlos T. de Carvalho, e as valsas "Foi assim", de Eduardo Souto, e "Sônia", de Mariana da Silveira. Em 1954, contratado pela gravadora Sinter lançou com boa aceitação da crítica mais especializada o LP "Música de Eduardo Souto na interpretação de Mário de Azevedo", um tributo ao compositor paulista Eduardo Souto no qual interpretou as obras "Do sorriso das mulheres nasceram as flores", "Divagações", "Despertar da montanha", "Primavera", "E a pobre guitarra morreu", "Evocação", e "George Walsh". Em 1955, lançou dois LPs pela Sinter. No primeiro, intitulado "Mário de Azevedo ao piano" interpretou o romance "Êxtase", de Ernesto Nazareth, a valsa "Cantiga de rua", de Carlos Vieira de Almeida, a canção "Serenata brasileira", de Carlos Vieira de Almeida, a valsa "Suplication (Último beijo)", de W. J. Paau, o romance "Romance", de Arthur Napoleão, o romance "Serenata sertaneja", de Virgínia Salgado Fiúza, o romance "Prenda minha", música tradicional com adaptação de Ernâni Barroso, e a rapsódia "Rapsódia infantil", de Homero Dornelas. No segundo LP gravado no mesmo ano e que recebeu por título "Valsas" interpretou ao piano dez valsas clássicas: "Quero dizer-te adeus", de Ary Barroso, "Como esquecer-te", de Airão Benjamin, "Canducha", de Juraci Silveira, "Revendo o passado", de Freire Júnior, "Flor do mal", de Santos Coelho, "Minha vida em tuas mãos", de Luis Bittencourt, "Saudade de Iguape", de João B. Nascimento, "Tardes em Lindóia", de Zequinha de Abreu e Pinto Martins, "Quando sonho contigo", de Orestes Ciuff, e "Dores d'alma", de Antônio Bittencourt. Em 1956, gravou um tributo ao compositor paulista Marcelo Tupinambá no LP "Música de Marcelo Tupinambá" no qual tocou ao piano os tanguinhos "Maricota sai da chuva", "Ai ai", "Tristeza de caboclo" e "Viola cantadêra", de Marcelo Tupinambá e Arlindo Leal, os maxixes "Fandango" e "Balaio", de Marcelo Tupinambá e Castelo Neto, o tanguinho "Pierrot", de Marcelo Tupinambá e Sotero de Souza, e o tanguinho "Bambuí", de Marcelo Tupinambá. Em 1958, gravou com seu conjunto um tributo a Ernesto Nazareth no LP "A música de Ernesto Nazareth para você dançar - Mário de Azevedo e Seu Conjunto" com doze obras do compositor carioca a saber: "Matuto", "Ameno Resedá", "Espalhafatoso", "Atrevido", "Miosótis", "Travesso", "Nenê", "Brejeiro", "Escovado", "Duvidoso", "Bambino", e "Mandinga". Em 1959, gravou um novo tributo a Eduardo Souto no LP "Música de Eduardo Souto na interpretação de Mário de Azevedo" no qual interpretou as músicas "Primavera", "Do sorriso das mulheres nasceram as flores", "Nuvens", "A esperança", "Tristeza", "A saudade", "Meditando", "Despertar da montanha", "Um beijo ao luar", "E a pobre guitarra morreu", "O pranto de um fadista", "Sugestões de um sorriso", e "Amargura", todas de Eduardo Souto. No mesmo ano, gravou o LP "Tempos saudosos - Músicas de Ernesto Nazareth e Alfredo Gama - Mário de Azevedo e seu piano" no qual gravou seis valsas de Ernesto Nazareth e seis de Alfredo Gama: "Confidências", "Saudade", "Eponina", "Expansiva", "Henriete", e "Gostas de ouro", de Ernesto Nazareth, e "Valsa dos que sofrem", "Valsa dos que sonham", "Valsa dos que ficam", "Valsa da saudade", "Tempos saudosos", e "Como é bom sonhar", de Alfredo Gama. Em 1960, gravou o LP "Subindo ao céu" no qual interpretou as valsas "Subindo ao céu", de Aristides Borges, "Quando penso em ti", da Viúva Guerreiro, "Saudade", de Graça Guardia, "Supremo mestre", da Viúva Guerreiro, "Folhas ao vento", de Milton Amaral, "Flutuando", de Aurélio Cavalcanti, "Rosa", de Pixinguinha, "Só tu não sentes", de J. F. Fonseca Costa, "Cascata de lágrimas", de Moacir Braga, "Nas asas de um sonho", de C. T. Carvalho, "Ao cair da tarde", de Pelagio Valentim, e "Quanto dói uma saudade", de Mariana da Silveira. Gravou mais de vinte discos em 78 rpm pelas gravadoras Continental, Columbia e Odeon e vários LPs pela gravadora Sinter. Foi um grande intérprete de Ernesto Nazareth e Eduardo Souto.

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