
Cantor. Compositor. Percussionista. Violonista.
Adotado por uma família do interior da Bahia, não conheceu seus pais verdadeiros.
Foi criado no bairro da Liberdade, subúrbio de Salvador.
Aos 13 anos, tocava percussão nos blocos afro Afoxé Oxaguiã, Filhos de Ghandi e Cavalheiros de Bagdá. Ainda em Salvador, foi apresentado a Luiz Melodia, com quem desenvolveria, mais tarde, um trabalho no Rio de Janeiro. Por essa época, assinava o nome artístico Marquinhos de Albuquerque.
Em 1983, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como porteiro, office-boy, cabo-man e professor de música. Nesta cidade, morou em vários bairros como Vaz Lobo, Morro Agudo e Favela de Acari.
No ano de 1990 conheceu Ronaldo Bôscoli que, após ouvir uma de suas composições, “Maracas de Dubhai”, sugeriu a mudança de seu nome artístico para Dubhai e passou a dirigi-lo em alguns shows.
Em 1983, fundou os grupos Bandos de Ganja (de reggae) e Garotos do Gueto (de blues).
Como percussionista, tocou com Cátia de França, Carlos Dafé, Sonia Santos, Luiz Melodia, Suely Mesquita e Raimundo Sodré.
Trabalhou também com Miele, Wanda Sá, Roberto Menescal e Peri Ribeiro.
Em 1991, ao lado do também cantor e compositor Guto Resende, apresentou-se no “Projeto Bossa Nova” no América F. Clube, com roteiro e direção de Ronaldo Bôscoli. No mesmo ano, apresentou outro show, “Encontro da luz”, no Teatro Ziembinski, ao lado de Guto Resende, também com direção de Ronaldo Bôscoli.
Em 1992, voltou ao teatro Ziembinski, apresentando o show “Partículas que fazem rima”, com roteiro e direção de Ronaldo Bôscoli. Naquele mesmo ano, participou do “Projeto Revelações” do Teatro Gonzaguinha.
Em 1993, participou do projeto “Encontro nas Praças”, apresentado-se em várias praças da zona oeste do Rio de Janeiro.
Em 1999, fez a abertura do show “Acústico”, de Luiz Melodia, no Teatro Rival do Rio de Janeiro. Sua performance chamou a atenção da crítica, sendo comentado em matérias dos grandes jornais do Rio de Janeiro.
Em 2000, lançou seu primeiro disco, “O mundo é demais”, no qual gravou várias composições de sua autoria, como “Quase novo”, “Maracas de Dubhai” e “Guerreiro neon”. No mesmo ano, passou a abrir regularmente o show “Acústico”, de Luiz Melodia, que percorreu alguns teatros da cidade. Ainda em 2000, apresentou-se ao lado de Carlos Dafé e Wagner Aguiar no show “Trindade”, na Lona Cultural Gilberto Gil, em Realengo, subúrbio do Rio de Janeiro.
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.