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Zeca Pagodinho

Jessé Gomes da Silva Filho
4/2/1959 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Beth Carvalho, que conheceu Zeca no Cacique de Ramos em 1981, convidou-o para participar de seu disco "Suor no rosto", de 1983, no qual cantaram em dueto "Camarão que dorme a onda leva", de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Beto Sem Braço. No ano seguinte, o grupo Fundo de Quintal incluiu de sua autoria "Castelo de cera", em parceria com Arlindo Cruz no CD "Seja sambista também", pela gravadora RGE. Em 1985, a RGE o convidou a gravar a coletânea "Raça brasileira", juntamente com Jovelina Pérola Negra, Mauro Diniz, Pedrinho da Flor e Elaine Machado. O disco foi um sucesso de vendas e execução nas rádios. O primeiro disco solo, "Zeca Pagodinho", de 1986, pela gravadora RGE, vendeu 800 mil cópias, emplacando vários sucessos, como "SPC" (c/ Arlindo Cruz), "Brincadeira tem hora" (c/ Beto Sem Braço) e "Judia de mim", em parceria com Wilson Moreira. O LP é considerado uma obra-prima do partido-alto. No disco também foram incluídos os sucessos "Quintal do meu céu" (Jorge Aragão e Wilson Moreira), "Quando eu contar" (Iaiá) (Serginho Miriti e Beto Sem Braço) e "Cheiro de saudade", faixa de autoria de Sereno e Mauro Diniz, com a participação especial de Ana Clara. Outra participação importante foi a do partideiro Deni de Lima que interpretou em dueto com o anfitrião um pot-pourri com "Hei de guardar teu nome", "Vou lhe deixar no sereno" e "Macumba da nega". Neste mesmo ano, Almir Guineto, pela mesma gravadora, incluiu em seu disco a música "Lama nas ruas", parceria de ambos. Reinaldo gravou de sua autoria "Vem pra ser meu refrão", em parceria com Arlindo Cruz. No ano seguinte, em 1987, no LP "Aquela imagem", Reinaldo interpretou "Que pecado", de Zeca Pagodinho, Acyr Marques e Arlindo Cruz. Em 1988, lançou pela gravadora RCA o disco "Jeito moleque", disco no qual interpretou os sucessos "Manera, mané" (Beto Sem Braço, Serginho Meriti e Arlindo Cruz), "O sol e a brisa" (Franco e Mauro Diniz), "Por querer, sem querer (Serginho Meriti e Acyr Marques), "Mulher perversa" (Monarco e Chico Santana) e a faixa-título "Jeito moleque", de autoria de Darcy do Nascimento e Dominguinhos do Estácio. No mesmo LP incluiu diversas composições de sua autoria: "Se tivesse dó" (c/ Nélson Rufino), "Chamego de pai" (c/ Beto Sem Braço), "Pisa como eu pisei" (c/ Beto Sem Braço e Aluízio Machado) e "Partido doce", em parceria com Mauro Diniz. Participou do disco "Bate outra vez", em homenagem a Cartola, no qual interpretou "Minha", de autoria de Cartola. No ano seguinte, em 1989, no disco "Boêmio feliz", figurando mais como intérprete, incluiu de sua autoria apenas as composições "Tempo de criança" (c/ Beto Gago) e "Ter compaixão" (c/ Arlindo Cruz e Marquinho China). Também foram incluídas "Saudade louca" (Arlindo Cruz, Franco e Acyr Marques), "Pinta de lorde" (Adilson Bispo e Zé Roberto), "Formiga miúda" (Wilson Moreira e Sérgio Fonseca) e "Shopping samba" (Wilson Moreira e Marcos Paiva), as duas últimas com a participação especial de Wilson Moreira. Interpretou um pot-pourri de compositores da Portela, escola da qual é devoto. Na faixa, contando com a participação especial de Argemiro, interpretou "Volta, meu amor" (Manacéia e Áurea Maria), "Cada um pro seu lugar" (Alberto Lonato), "Eu já ando meio cheio de aborrecimento" (Nélson Amorim), "Dona do meu coração" (Alcides Lopes) e "Cantar de um rouxinol", de autoria de Paulo da Portela. Em 1990, no LP "Mania de gente", incluiu "É de black tie", em parceria com Martinho da Vila. No ano seguinte, lançou o LP "Pixote", pela gravadora RCA, no qual interpretou o sucesso "Mafuá de Iaiá", em parceria com Argemiro e Serginho. Ainda em 1991, participou do disco "Nada além", em comemoração aos 80 anos de Mário Lago, no qual, no qual interpretou "Ai! que saudade da Amélia!", de Ataulfo Alves e Mário Lago. Em 1992, lançou pela gravadora RCA o disco "Um dos poetas do samba", no qual incluiu "O feijão de Dona Neném" (c/ Arlindo Cruz), "Talarico, ladrão de mulher" (c/ Serginho Procópio) e "Falsa alegria" (c/ Monarco e Ratinho) e a faixa-título, "Um dos poetas do samba" (Mário Sérgio, Caprí e Wilson Moreira), além dos sucessos "Vê se me erra" (Serginho Meriti, Octacílio da Mangueira e Carlos Senna), "Fiquei amarrado na sua blusinha" (Barberinho do Jacarezinho e Rody do Jacarezinho) e "Vai com Deus", da autoria de Casquinha. No ano seguinte, em 1993, no disco "Alô, mundo!", lançado pela gravadora RCA, incluiu várias músicas de sua autoria, entre elas, "Ai que saudade do meu amor" (c/ Arlindo Cruz), "O salaminho" (c/ Ratinho), "Moenda velha" (c/ Wilson Moreira), "Mandei um toque" (c/ Serginho Procópio e Espingarda de Xerém) e "Frio de uma solidão", em parceria com Mauro Diniz. Em 1996, lançou pela PolyGram o disco "Deixa clarear", cujo repertório incluiu "Verdade" (Nélson Rufino e Carlinhos Santana), "Deixa clarear" (Arlindo Cruz, Sombrinha e Marquinhos PQD), "Nega do patrão" (Octacílio da Mangueira e Ari do Cavaco), "Vivo isolado do mundo" (Alcides Dias Lopes), "Velho ditado" (Dudu Nobre e Luizinho SP), "Conflito" (Barberinho do Jacarezinho e Marcos Diniz) e "Não sou mais disso", de sua autoria em parceria com Jorge Aragão, todas, grandes sucessos em várias emissoras de todo o país, que marcariam definitivamente a sua carreira. O CD "Zeca Pagodinho ao vivo" vendeu mais de meio milhão, em 1999. No disco "Casa de samba 2", gravou com Caetano Veloso a música "Com que roupa?", de Noel Rosa. Anos mais tarde, no disco "Casa de samba 4", também produzido por Rildo Hora, dividiu com Sandra de Sá a faixa "Judia de mim", parceria com Wilson Moreira. Ganhou sete "Discos de Ouro" e dois de "Platina". Suas constantes apresentações no Metropolitan, uma das maiores casas de shows da América Latina, somaram um público superior a um milhão de espectadores só no período 1999/2000. No ano 2000, lançou o disco "Água da minha sede" pela gravadora Universal, que vendeu 600 mil cópias e no qual interpretou "Alto lá", composta em parceria com Sombrinha e Arlindo Cruz, tema da novela "O Clone", da Rede Globo). Incluiu ainda a faixa-título "Água da minha sede" (Dudu Nobre e Roque Ferreira), "Maneco telecoteco" (Marques e Roberto Lopes), "Delegado Chico Palha" (Tio Hélio e Nilton Capolino), "A ponte" (Elton Medeiros e Paulo César Pinheiro), "Perfeita harmonia" (Almir Guineto, Bidubi e Bandeira Brasil), "Nunca vi você tão triste" (Monarco e Alcino Corrêa), "Preservação das raízes" (Barberinho do Jacarezinho e Luiz Grande), "Pagode fino trato" (Carlos Roberto da Mangueira) e "Jura", de autoria de Sinhô (José Barbosa da Silva), compositor de grande prestígio na década de 1920 no Rio de Janeiro e um dos fundadores do samba. A música foi incluída na novela "O Cravo e a Rosa", da Rede Globo. Deste disco ainda se destacou a faixa "Vacilão" (Zé Roberto), tocada exautivamente em todas as emissoras do país. Ainda no mesmo ano, ao lado de outros artistas, participou do CD "Os melhores do ano II", pela gravadora Indie Records, no qual interpretou "Saudade louca" (Acyr Marques, Arlindo Cruz e Franco) e, junto a Almir Guinéto, "Insensato destino", de autoria de Chiquinho, Maurício Lins e Acyr Marques. No ano 2001, ao lado de vários artistas participou, na casa de show Tom Brasil, em São Paulo, de uma homenagem a João Nogueira. No show interpretou as composições "Do jeito que o rei mandou" e "Sonho de bamba", sendo o disco lançado logo após pela gravadora Jam Music. Ainda em 2001, idealizou e possibilitou junto à gravadora Universal o disco "Quintal do Pagodinho", produzido por Rildo Hora. No CD foram reunidos vários compositores preferidos do cantor e que fazem seu repertório ser o sucesso que é, entre eles, Wilson das Neves, Efson, Zé Roberto, Barbeirinho do Jacarezinho, Luiz Grande, Dunga, Carlos Roberto, Maurição, Jorge Macarrão, Luizinho To Blow, Leandro Dimenor, Rixxah, Alamir e Octacílio da Mangueira. O disco foi gravado ao vivo em seu sítio, em Xerém, e lançado em um grande show no Canecão, no Rio de Janeiro, transformando o palco da casa em uma roda de samba. No final do ano de 2001, participou do disco "Nome sagrado - Beth Carvalho canta Nelson Cavaquinho", no qual interpretou em dueto com a madrinha-artística, a faixa "Dona Carola", de Nelson Cavaquinho, Norival Bahia e Walto Feitosa. Fundou o Instituto de Educação Artística de Xerém, no qual 160 crianças das comunidades próximas têm, totalmente de graça, aulas de piano, sopros, teclados, cordas (na Escola de Música Mata Virgem), acesso à biblioteca, equipamento audivisual, leitura musical e práticas vocais. O Instituto também mantém consultório médico e dentário para os alunos, para os quais a única exigência é que estejam matriculados em escola de ensino regular. Em 2002, ao lado de outros artistas, participou do disco "Os melhores do ano III", CD no qual interpretou com Dudu Nobre a música "Faixa amarela" (Zeca Pagodinho, Jessé Pai, Luiz Carlos e Beto Gago). Ainda em 2002, com produção de Rildo Hora, lançou o CD "Deixa a vida me levar". No disco contou com a participação da Velha-Guarda da Portela em duas faixas, incluiu de sua autoria "Chove, é o céu que chora", parceria com Mauro Diniz, "Riquezas do Brasil" (Candeia e Valdir 59), "Meu modo de ser" (Zé Roberto), "Calangueei" (Almir Guinéto), "Amor não me maltrate" (Monarco), "Nega Judite" (Leandro Dimenor) e a faixa-título "Deixa a vida me levar", de autoria de Serginho Meriti e Eri do Cais, que seria ainda mais veiculada depois que os jogadores brasileiros a elegeram a música preferida nos encontros informais da seleção na Copa do Mundo de futebol de 2002. Ainda deste mesmo disco, destacou-se o grande sucesso "Caviar" (Luiz Grande, Barbeirinho do Jacarezinho e Marcos Diniz). No dia 1º de maio de 2002 foi a estrela máxima das celebrações públicas do Dia do Trabalho. Seu show na praia de Copacabana reuniu mais de 60 mil expectadores, testemunharam a maturidade e a repercussão do seu sucesso pessoal. Outra participação importante do cantor se deu no disco em homenagem a Jackson do Pandeiro, no qual gravou em dueto com Chico Buarque "A mulher do Anibal". Esta faixa foi incluída no disco "Duetos" de Chico Buarque, lançado em maio do mesmo ano. Participou do disco "Jorge Aragão ao vivo convida", pela gravadora Indie Records, no qual interpretou em dueto com o anfitrião "Multirão do amor", parceria com Jorge Aragão e Sombrinha. Fez show de lançamento do CD "Deixa a vida me levar" no ATL HALL, com participação de seu filho Eduardo e de Serginho Meriti. A faixa "Deixa a vida me levar" foi a música mais executada nesse ano, segundo pesquisa da ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos), associação que reúne as cinco multinacionais do disco: Sony, BMG, Universal, EMI e Warner e ainda a Som Livre. Em 2003, participou do CD "Duetos", de Neguinho da Beija-Flor, disco no qual interpretou, com o anfitrião, "Fé e raiz". Recebeu o prêmio de "Melhor Cantor de Disco de Samba" pelo CD "Deixa a vida me levar", no "Prêmio Tim de Música", no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Ao lado de Arlindo Cruz e Almir Guineto participou do CD "Sambas de Almir", disco da cantora Dorina em homenagem  à obra de Almir Guineto. Lançou o CD e DVD "Zeca Pagodinho Acústico MTV", com arranjos de Rildo Hora e Paulão Sete Cordas e ainda a participação dos músicos Mauro Diniz, Henrique Cazes e Jorge Gomes. No CD foram incluídos alguns de seus maiores sucessos. Entre as composições destacaram-se "Verdade" (Nélson Rufino e Carlinhos Santana), "Quando eu te contar (YaYá)" (Serginho Meriti e Beto Sem Braço), "Patota do Cosme" (Nílton Bastos e Carlos Senna) e "Brincadeira tem hora" (Zeca Pagodinho e Beto Sem Braço). As quatro composições inéditas foram "Lá vai marola" (Serginho Meriti), "O penetra" (Zé Roberto), "Comunidade carente" (Barbeirinho do Jacarezinho, Marcos Diniz e Luiz Grande) e "Pago pra ver", de autoria de Nelson Rufino e Toninho Geraes. O CD chegou à marca de 530 mil cópias vendidas e o DVD vendeu 230 mil cópias. Neste mesmo ano, foi finalizado o documentário "O jaqueirão do Zeca", curta-metragem dirigido por Denise Moraes e Ricardo Bravo e lançado o livro de Luiz Fernando Vianna, "Zeca Pagodinho - a vida que se deixa levar" (Coleção Perfís  do Rio) pela RioArte e Editora Relume-Dumará, sobre personalidades importantes da vida cultural da cidade do Rio de Janeiro. Ganhou o "Prêmio Tim 2004" na categoria "Melhor Cantor de Samba". Neste mesmo ano foi um dos convidados de Beth Carvalho no DVD "Beth Carvalho - a madrinha do samba", no qual interpretou em dueto com a anfitriã as faixas "Camarão que dorme a onda leva" (c/ Arlindo Cruz e Beto Sem Braço) e "Ainda é tempo de ser feliz", de autoria de Arlindo Cruz, Sombra e Sombrinha. No ano de 2005 lançou o CD "À vera", no qual interpretou de sua autoria "Quem é ela" (c/ Dudu Nobre), "Cavaco e sapato" (c/ Nei Lopes) e "Zeca, cadê você?" (c/ Jorge Aragão), faixa na qual contou com as participações especiais de Marcelo D2, Seu Jorge e Baixinho (caseiro de Zeca Pagodinho). No disco também interpretou "Dona Esponja" (Marcos Diniz, Barberinho do Jacarezinho e Luiz Grande), "O biscateiro" (Serginho Meriti e Jairo Aleixo), "Vida da gente" (Alamir e Roberto Lopes), "Cachorro" (Caprí e Almir Guineto), "Dizer não pro adeus" (Dona Ivone Lara, Bruno Castro e Luiz Carlos da Vila), "Cadê meu amor?" (Nélson Rufino), "Pra São Jorge" (Pecê Ribeiro),  "Coração feliz" (Monarco e Mauro Diniz), com a participação da Velha-Guarda da Portela e ainda  "Ninguém merece", composição de Arlindo Cruz, Jorge David e Acyr Marques, incluída na trilha sonora da novela "A lua me disse", da Rede Globo. No ano de 2006 gravou o CD e DVD "Acústico MTV Zeca Pagodinho II - Gafieira", no qual recriar o clima dos bailes de gafieira das noites carioca dos anos 40 e 50. Acompanhado de uma orquestra com 39 músicos, aliada à banda do cantor, sob as batutas dos maestros Rildo Hora, Leonardo Bruno, Jota Moraes, Lincoln Olivetti, Vitor Santos, Cristóvão Bastos, Julinho Teixeira e Paulão 7 Cordas. No trabalho recriou clássicos como "Piston de gafieira" (Billy Blanco); "Beija-me" (Roberto Martins e Mário Rossi) com a participação de Rildo Hora na gaita; "Pisei num despacho" (Geraldo Pereira e Elpidio Viana) e "Se você visse" (Dino 7 Cordas e Del loro), com participação do cantor Miltinho. Também interpretou a "Tive sim" (Cartola), "Tarzan, o filho do alfaiate" (Noel Rosa e Vadico), "O dono das calçadas" (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), "Cabô meu pai" (Luiz Carlos da Vila, Moacyr Luz e Aldir Blanc) e "Inocente fui eu", de autoria de Zé Luiz e Nei Lopes, além de inéditas como "Sururu na feira" (Luiz Grande, Marcos Diniz e Barbeirinho), "Quando a Gira girou" (Serginho Meriti e Cláudio Guimarães), "Exaustino" (Roberto Lopes e Canário) e "Ratatúia", de Alamir, Roberto Lopes e Canário. Como não poderia deixar de ser, incluiu ainda sucessos de carreira, entre os quais "Quintal do céu" (Jorge Aragão e Wilson Moreira), "Casal sem vergonha" (Arlindo Cruz e Acyr Marques), "Dona Esponja" (Luiz Grande, Marcos Diniz e Barbeirinho), "O pai coruja" (Zé Roberto), "Inocente fui eu", com participação de Paulo Moura no clarinete, "Lenço" (Chico Santana e Monarco) com Monarco e Velha Guarda da Portela, "Coração em desalinho" com coro de Tereza Cristina, Nilze Carvalho, Dorina e Juliana Diniz, "Verdade", "Deixa a vida me levar" e "Minta meu sonho" (Jorge Aragão), além de sucessos de sua autoria, entre eles "Quem é ela?", "Judia de mim" (c/ Wilson Moreira), "Ai que saudade do meu amor" (c/ Arlindo Cruz) e "Em nome da alegria", em parceria com Almir Guineto e Carlos Sena. No ano de 2007, junto a Rildo Hora e Max Pierre, fundou o selo "Zecapagodiscos", selo de samba ligado à gravadora Universal, gravando neste mesmo ano um DVD com 22 faixas nas quais contou com 44 artista em duplas inusitadas interpretando clássicos e sucessos nacionais. Entre os artistas que participaram da gravação do CD e DVD em show apresentado por Ricardo Cravo Albin na cidade do samba, destacam-se Ivete Sangalo, Gilberto Gil, Beth Carvalho, Nélson Sargento, Jair Rodrigues, Marcelo D2, Gabriel O Pensador, Fundo de Quintal, Luiz Melodia, Seu Jorge, Daniel Marcury, Walter Alfaiate, Almir Guineto, Lenine, Zélia Duncan, Monarco, Velha-Guarda da Portela, Roberto Silva, Ivan Lins e Leci Brandão, entre outros, como Martinho da Vila, com o qual interpretou em dupla a composição "Mulheres", de Toninho Gerais. Ainda neste mesmo ano a gravadora Som Livre lançou o CD "Zeca Pagodinho - Radidades", no qual foram incluídas composições gravadas pelo cantor em discos de outros artistas. Entre as faixas destacam-se as gravadas em dueto com Caetano Veloso "Com que roupa" (Noel Rosa); Simone em "Sem compromisso" (Geraldo Pereira e Nélson Trigueiro); Grupo Fundo de Quintal e Velha-Guarda da Portela em "Canto pra Velha-Guarda" (Luisinho SP, Carica e Mário Sérgio); Cauby Peixoto em "Festa da vinda" (Cartola e Nuno Veloso); Nana Caymmi em "Vou ver Juliana" (Dorival Caymmi), Almir Guinéto em "Insensato destino" (Chiquinho, Maurício Lins e Acy Marques); Beth Carvalho no pot-pourri "No pagode do Vavá" (Paulinho da Viola), "Segure tudo" (Martinho da Vila) e "A flor e o samba" (Candeia), com Demônios da Garoa "Abrigo de vagabundo" (Adoniran Barbosa); Jovelina Pérola Negra em "Luz do repente" (Arlindo Cruz, Franco e Marquinho PQD), Arlindo Cruz no pot-pourri "Ferinha da Pavuna (Jovelina Pérola Negra) e "Bagaço da laranja (Zeca Pagodinho, Jovelina Pérola Negra e Arlindo Cruz). O disco também trouxe gravações pouco conhecidas do cantor, tais como "Leilão" (Zeca Pagodinho e Beto Sem Braço), "Tia Anastácia" (Dorival Caymmi), "Garrafeiro" (Mauro Diniz e Zeca Pagodinho), "Gavião Calçudo" (Pixinguinha) e "Nega manhosa" (Herivelto Martins). Em 2008 lançou seu 19º disco "Uma prova de amor" produzido por Rildo Hora. No CD interpretou "Eta povo pra lutar" (Brasil, Badá, Magaça e Bernine), "Pra ninguém mais chorar" (Fred Camacho, Dudu Nobre e Almir Guineto), "Não há mais jeito" (Monarco e Mauro Diniz), "Sincopado ensaboado" (Marcos Diniz, Barbeirinho do Jacarezinho e Luiz Grande), "Falsas juras" (Candeia e Casquinha), "Pecadora" (Jair do Cavaquinho e Joãozinho da Pecadora), "Manhã brasileira" (Manacéa) com particpação especial da elha-Guarda da Portela, "Esta melodia" (Babu da Portela e Jamelão), "Sambou... Sambou" (João Donato e Jorge Mello) com particpação ao piano de João Donato, "Ogum" com particpação especial de Jorge Ben Jor delamando "Oração a São Jorge", "Se eu pedir pra cantar" (Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz), "Sempre atrapalhado" (Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho), "Sujeito pacato" (Serginho Meriti e Claudinho Guimarães), "Normas da casa" (Zé Roberto), além da faixa-título de Nélson Rufino e Toninho Gerais. Em 2010 finalizou, com produção de Rildo Hora, o disco "Vida da minha vida", no qual contou com a participação especial de Nélson Sargento. Também foram incluídas as faixas "Poxa" (Gilson de Souza), "Encanto da paisagem" (Nelson Sargento) com participação de Nelson Sargento, "Dolores" (Mauro Diniz e Monarco) com participação da Velha Guarda da Portela, "Candeeiro da vovó" (Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho), com participação da Velha Guarda do Império Serrano e a inédita "Quem passa vai parar" (Carlito Cavalcanti, Efson e Marquinhos PQD) com participação de Alcione. O disco ainda incluiu as faixas: "Vida da minha vida" (Moacyr Luz e Sereno), "Hoje Eu Sei Que Te Amo" (Nelson Rufino), "Desacerto" (Fabinho do Terreiro, Randley Carioca e Toninho Geraes), "Orgulho do Vovô" (Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho), "O puxa-saco" (Alamir, Levy Vianna e Roberto Lopes), "O som do samba" (Barbeirinho do Jacarezinho, Luiz Grande e Marcos Diniz), "Chama da saudade" (Beto-sem-braço e Serginho Meriti) e "O garanhão" (Zé Roberto). O show de lançamento do disco ocorreu no Citibank Hall, no Rio de Janeiro, com direção artística do pesquisador Sérgio Cabral e direção musical de Paulão 7 Cordas. Foi uma das atrações do palco montado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para as comemorações do Réveillon de 2011. Nesse mesmo ano sua gravação da música "Pôxa" (Gilson de Souza) entrou para a trilha do CD de sambas da novela "Insensato Coração", da Rede Globo. Apresentou o show "Vida da Minha Vida", no evento que fez parte do projeto "SESC Rio Noites Cariocas", realizado no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. O show contou com a direção de artística do pesquisador Sérgio Cabral e direção musical de Paulão Sete Cordas. Participou, ao lado de Carlinhos Brown, Sérgio Mendes, Ivete Sangalo, Marcelo D2, DJ Malboro, Bebel Gilberto e Taio Cruz, da trilha sonora do filme "Rio", de Carlos Saldanha, lançado em vários países do mundo. Foi eleito "Melhor Cantor", na categoria "Samba", por seu disco "Vida da Minha Vida", no "22º Prêmio da Música Brasileira". Ainda em 2011 se apresentou pela primeira vez na Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, onde tocou as faixas do seu último disco “Vida da minha vida”, em show que contou com a direção musical de Paulão Sete Cordas e o acompanhamento da banda Muleke. Nesse mesmo ano a gravadora Universal Music lançou em CD e DVD a coletânea “Zeca Pagodinho ao Vivo com os Amigos”, que incluiu gravações de shows e registros de estúdio nas quais o cantor se apresenta com artistas como Jorge Aragão, em “Mutirão de amor”; Almir Guineto, em “Lama nas ruas”; Luiz Melodia em “Poeta do morro”; Jorge Bem Jor, em “Ogum”; Martinho da Vila, em “Mulheres”; Nei Lopes, em “Só chora quem ama”; entre outros. Participou do show em homenagem aos 80 anos do Cristo Redentor, realizado no Monumento dos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, no qual interpretou “Balanço Zona Sul” (Tito Madi). O show também contou com a participação de artistas como Beth Carvalho, Roberto Menescal, Elba Ramalho, Sandy, Alexandre Pires, Leila Pinheiro, Miúcha, Arlindo Cruz, entre outros, acompanhados dos músicos Julinho Teixeira (arranjo, regência e teclado), Luciano (bateria), André Neiva (baixo), José Carlos (guitarra e violão), André (percussão), Jaguara (percussão), Jesse Sadoc (trompete), Rodrigo Sha (sax), Jorge Alexandre (coro), Isabel (coro), Alessandra (coro), Marcio Malard (cello) e Alceu Maia (cavaco). O registro desse show foi gravado em CD/ DVD e distribuído mundialmente nos países católicos pela EMI, em 2012. Foi uma das atrações do palco montado na praia de Boa Viagem para as comemorações do Réveillon de 2012 em Recife (PE). Participou da gravação do “Samba Book - João Nogueira”, lançado em CD, DVD e Blu Ray pela Musickeria em 2012, no qual interpretou as faixas “Do jeito que o rei mandou” (João Nogueira e Zé Catimba), com a Velha Guarda da Portela e “Clube do samba”. Em 2012 fez o show de abertura no “Terreirão do Samba” ao lado do Sambódromo Darcy Ribeiro, no Rio de Janeiro, alguns dias antes do carnaval. Apresentou-se no primeiro “Rio Verão Festival”, realizado no Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, do qual participaram artistas como os Paralamas do Sucesso, Daniela Mercury, Skank, Marcelo D2, entre outros. Lançou, pelo selo Universal Music, o CD/ DVD “O Quintal do Pagodinho”, gravado ao vivo em seu sítio em Xerém, na Baixada Fluminense (RJ), no final de 2011.  O disco, que incluiu a faixa inédita “Em um outdoor” (Adilson Bispo e Zé Roberto), contou com a participação de Almir Guineto, em “Mordomia” (Ary do Cavaco e Gracinha); Beth Carvalho, Arlindo Cruz e Sombrinha, em “Canto de Rainha” (Arlindo Cruz e Sombrinha); Monarco, Mauro Diniz e Juliana Diniz, em “Coração em desalinho”(Monarco e Ratinho); Trio Calafrio, em “Dona esponja” (Barbeirinho do Jacarezinho, Luiz Grande e Marquinhos Diniz); Jorge Aragão, em “Sinta meu sonho” (Jorge Aragão); Dudu Nobre, em “Quem é ela?” (Dudu Nobre); Seu Jorge, em “Quintal do céu” (Jorge Aragão e Wilson Moreira); Jorge Ben, em “Mais que nada” (Jorge Ben); Xande de Pilares, em “Brincadeira tem hora” (Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho); Dunga, em “Letreiro” (Dunga e Roque Ferreira); Mumuzinho, em “A voz do meu samba” (André Renato e Mumuzinho); Serginho Meriti, em “Deixa a vida me levar” (Eri do Cais e Serginho Meriti); Arlindo Neto, Renato Milagres e Juninho Thybau, em “Alma Boêmia” (Paulinho Resende e Toninho Geraes); e Zé Roberto, em “O vacilão” (Zé Roberto).Apresentou-se, ao lado da cantora Gaby Amarantos, na 23ª edição do “Prêmio da Música Brasileira”, realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na qual interpretaram as músicas “Incompatibilidade de gênios” de Aldir Blanc e João Bosco, e “Coisa feita” de Aldir Blanc, Paulo Emílio e João Bosco, o grande homenageado do evento. Apresentou o show de encerramento do projeto “Humanidade 2012”,  ciclo de seminários e debates relacionados aos temas da “Rio+20”, “Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável”, realizado no Forte de Copacabana. Comandou o Palco Principal do primeiro dia do evento junino “São João Carioca”, realizado anualmente na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, recebendo como convidados Elba Ramalho e Jorge Bem. O DVD “Quintal do Zeca” (2011) conquistou o prêmio de “Melhor DVD” no “1º Prêmio Contigo! MPB Brasil”. Lançou o projeto “Quintal do Pagodinho”, no qual realizou uma roda de samba semanal no Pier Bar, na Barra da Tijuca, recebendo como convidados amigos como Alcione, Dudu Nobre, Arlindo Cruz, Toninho Geraes, Renato Milagres. Participou do clipe, produzido por Kassin, da canção-tema do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016, “Os grandes deuses do Olimpo visitam o Rio de Janeiro” (Arlindo Cruz, Arlindo Neto e Rogê), ao lado de Arlindo Cruz, Mart’nália, Diogo Nogueira, Ed Motta, Thalma de Freitas e Mr. Catra. Em 2013 apresentou o show de encerramento do projeto “Verão do Rio”, realizado no Centro Cultural da Ação da Cidadania, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano lançou, pelo selo Universal Music, o CD DVD “Multishow ao vivo – Zeca Pagodinho 30 anos – Vida que Segue”, registro ao vivo produzido por Max Pierre,  que contou com a participação de Paulinho da Viola em “Foi um rio que passou em minha vida” (Paulinho da Viola), Marisa Monte em “Preciso me encontrar” (Candeia), e de músicos como Hamilton de Holanda (bandolim), Rildo Hora (realejo), Rogério Caetano (violão de 7 cordas), Yamandu Costa (violão de 7 cordas), Zé Menezes (guitarra e violão). A única inédita do disco, “É vida que segue (Por que não?)” (Serginho Meriti, Rodrigo Leite e Cocão), contou com a participação da apresentadora Xuxa. Participou do show “Um barzinho, um violão – Anos 80”, realizado no Salão Segóvia do Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro, com vários artistas interpretando temas de novelas dos anos de 1980, para a gravação de CD e DVD homônimos, que serão lançados pelo selo ZecaPagodiscos. Na ocasião, gravou as músicas “Tempo de Don don” (Nei Lopes) e “Corra e olhe o céu” (Cartola e  Dalmo Castello), acompanhado dos violonistas Paulão Sete Cordas e Rogério Caetano.  Participou do CD “A vida tem sempre razão”, em homenagem a Vinicius de Moraes, lançado pela Sony em 2013, no qual interpretou “Chega de saudade” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). Em 2014 foi lançado o “Sambabook Zeca Pagodinho”, em formato CD duplo, DVD e blu-ray pelo selo Zeca PagoDiscos/ Universal Music, em comemoração aos seus 30 anos de carreira. Na ocasião, interpretou “Camarão” (Arlindo Cruz, Beto sem Braço e Zeca Pagodinho), com todo o elenco de artistas que participou do disco. Nesse mesmo ano lançou, pela Sonora Editora, a discobiografia “Zeca - Deixa o samba me levar”, livro escrito pelos jornalistas Leonardo Bruno e Jane Barboza. Conquistou o prêmio de “Melhor Cantor” na categoria “Samba” da 25ª edição do “Prêmio da Música Brasileira”, com o álbum “30 Anos – Vida que segue” (2013). Apresentou-se, ao lado de Almir Guineto e Arlindo Cruz, na cerimônia da 25ª edição do “Prêmio da Música Brasileira”, homenageando o gênero Samba, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2015 lançou, pelo selo Universal Music, o CD “Ser humano”, com produção de Rildo Hora e participação de Juninho Thybau, Pedro Bismark e Pepeu Gomes, no qual gravou uma parceria póstuma de Marcos Valle e Luiz Carlos da Vila “Nas asas da paixão”. O show de lançamento do CD foi apresentado na casa de shows Citibank Hall, no Rio de Janeiro. Lançou, pelo selo Universal Music, a caixa com 20 CDs “Partido alto”, em comemoração aos 20 anos que ingressou na gravadora. Apresentou-se no Palco Principal da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para as comemorações do Réveillon de 2016, estando no comando do palco logo após a grandiosa queima de fogos. Em 2016 participou da Cerimônia de Abertura das Olimpíadas 2016, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, interpretando “Deixa a vida me levar” (Serginho Meriti e Eri do Cais), que teve intervenções de rap feitas por Marcelo D2, cujo refrão foi cantado em coro por um público que lotou o estádio. Nesse mesmo ano lançou, pelo selo Universal Music, o CD e DVD “Quintal do Pagodinho 3”, gravado em Xerém, na Baixada Fluminense, em que recebeu compositores de alguns dos sucessos que lançou e intérpretes da MPB como Roberta Sá, Maria Rita, Zélia Duncan e Maria Bethânia, que abriu o DVD declamando o poema “Mora comigo”. Em 2017 foi contemplado pelo “28º Prêmio da Música Brasileira” com o prêmio de “Melhor Cantor de Samba” pelo projeto “O quintal do Pagodinho: ao vivo – Vol. 3”. Em 2018 estreou em Olinda (PE) o show “De Santo Amaro a Xerém”, em que dividiu o palco com Maria Bethânia, saindo em turnê pelo país. O registro do show ao vivo, gravado no Citibank Hall, em São Paulo, foi lançando pelo selo Biscoito Fino nos formatos CD e DVD. 

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