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Zé Mulato e Cassiano



Dados Artísticos

  Dupla sertaneja. Violeiros. Cantores. Compositores. José da Dores Fernandes, Zé Mulato - Patos de Minas, MG. João Monteiro da Costa Neto, Cassiano -  Patos de Minas, MG. Irmãos, tiveram as primeiras lições de música com o pai, que cantava e tocava cavaquinho. Zé Mulato aprendeu os primeiros passos na viola com o andarilho Raimundo Roda, que estava de passagem por sua cidade. Em 1969, formaram a dupla e mudaram-se para Brasília, a fim de tentar a carreira artística. Em 1978, gravaram o primeiro disco pela gravadora Chororó, que levou o título de "Zé Mulato e Cassiano Interpretam os maiores sucessos de Zé Carreiro e Carreirinho" e que incluiu as modas de viola "Ai Amor", "Remorso", "Ranchinho de taquara", "Peão boiadeiro", "Viva quem ama" e "Carreiro Sebastião", todas de Carreirinho; "Sertanejo solitário", "Bouquet de flores", e "Duas cartas", de Carreirinho e Zé Carreiro; "Caminhão de pinga" e "Os quatro espiritos da pinga", de Zita Carreiro, e "Viajando à cavalo", de Carreirinho e Zé Pinhão. Nesse ano, a dupla participou da coletânea "As 12 mais Chororó - VolL. 4", da gravadora Chororó, interpretando "Ranchinho de taquara", de Carreirinho. Em 1979, também pela gravadora Chororó, a dupla gravou o LP "O milagre do Divino", interpretando modas-de-viola, toadas e guarânias, como "Amor proibido" e "Mágoa e vingança", de Zé Mulato, "Soraia", de Zé Mulato, Aristeu e Barrerito, "Doce ilusão", " Filho do lavrador" e "Mulher fascinante", as três de J. Oliveira; "Campeão do Estado" e "Viagem penosa", de Carreirinho; " Bem brasileiro" e "Carapuça real", de Zé Mulato e Cassiano; "Milagre do Divino", de Dico e Zé Mulato, e "Berrante assassino", de Oscar Martins. Em 1981, foram contratados pela gravadora Rodeio/WEA e lançaram LP que levou o nome da dupla como título, contendo as músicas "Maxixe na rama", e "Chuva de mulher", de Zé Mulato e Tião do Carro; "Filho de caçador", "Toque de alerta", "Campeão do espaço", e "Vida vazia", de Zé Mulato; "Não fale mal da viola", de Zé Mulato e Cassiano;  "A vida é dura pra quem é mole", de Zé Mulato, Cassiano e Churrasco; "Peito amigo", e "Velho medonho", de Carreirinho, e "Conselho ao coração" e "Colibri traiçoeiro", de J. Oliveira.  Em 1984, já pela gravadora Tocantins, a dupla lançou o LP "Louco amor", no qual interpretou as modas "Procure o litrão" e "Fechado para balanço", de Zé Mulato;  "Eu quero viver morrendo", "Proparoesquisítono", "Transformação", e "Águia do peito cinzento", de Zé Mulato e Cassiano; "Olhos negros", de Zé Mulato e Luciana; "Louco amor", de Limense e Cassiano; "Chuva de mulher", de Zé Mulato e Tião do Carro; "Chapéu furado", de Zé Mulato e Davi Monteiro; "Atenda meu pedido", de Chico Flor e Cassiano, e "Palco da vida", de Carreirinho. Em 1987, juntamente com Sivuca e Rolando Boldrin, fizeram participação especial no LP "Marvada viola - Ao Capitão Furtado - Roberto Correia, João Lyra e Adelmo Arcoverde", da Funarte, um tributo ao Capitão Furtado, interpretando "O homem e a espingarda", de Zé Mulato e Churrasco, e "Sertão do Laranjinha", de Capitão Furtado, Tonico e Tinoco. Muitas de suas composições foram gravadas por diversos violeiros em vários estados do Brasil e até por intérpretes alheios ao universo sertanejo, como o  cantor Eduardo Dusek, que  gravou "Soraia". Adeptos da música sertaneja de raiz, ficaram dez anos sem gravar, desencantados com o rumo da música sertaneja, embora continuassem a cantar e a se apresentar em qualquer lugar onde houvesse respeito e admiração pela música de raiz. Retornaram às gravações, em 1997, pelas mãos da dupla Pena Branca e Xavantinho, que os levou ao compositor Vitor Martins, da gravadora Velas. No mesmo ano, gravaram o LP "Meu céu", com direção musical de Roberto Corrêa. Nesse disco, que contou com a participação de Roberto Corrêa, tocando viola em duas faixas, e mais os músicos Alex Queiroz, no contra-baixo acústico, Alencar 7 Cordas no violão de sete cordas, e Jamara Campos na rabeca, foram interpretadas o pagode-de-viola "Minha prisão", a guarânia "Estrela da manhã", a querumana "Coração vadio", as modas-de-viola "Caipira de gravata", "Violeiro" e "Campeão do espaço", e o cateretê "Recanto sagrado", todas de Zé Mulato; a toada "Meu céu", de Zé Mulato e Xavantinho; o batuque "O homem e a espingarda", de Zé Mulato e Churrasco; o samba-choro "Direito de cantar"; o cururu "Proparoesquisítono", e o cateretê "João Ninguém sem Terra", de Zé Mulato e Cassiano; o batuque "Lembrança de carreiro", de Antônio Vitor e a guarânia "Vale verde", de Daniel Fernandes. Receberam por este CD  o Prêmio Sharp de melhor CD de música regional daquele ano. Nesse ano, também participaram do CD "Violeiros do Brasil, com a faixa. "O caipira de gravata", autoria de Zé Mulato. O disco foi gravado ao vivo no Teatro do Sesc Pompéia, entre agosto e setembro de 1997, e lançado em junho de 1998, pelo SESC-Núcleo Contemporâneo. A edição apresentou importantes artistas da viola caipira das várias regiões do Brasil,  entre os quais, Almir Sater, Zé Gomes, Renato Andrade, Roberto Corrêa, Paulo Freire, Ivan Vilela,  Pereira da Viola, Josias Dos Santos, Angelino de Oliveira, Renato Andrade, Tavinho Moura, Heitor Villa-lobos, Adelmo Arcoverde e  Zé Coco do Riachão. O projeto foi idealizado pela produtora Myriam Taubkin e a gravação do disco foi sugerida pelo músico e produtor Benjamim Taubkin. Em 1999, também com produção de Roberto Corrêa, gravaram o CD "Navegantes das Gerais", registrado com os músicos tocando ao vivo, como se estivessem num palco. Interpretaram toadas, modas de viola, batuque, valseado, cururu, queruma, xote e pagode-de-viola. Destacam-se as composições "Boca da noite", "Chão mineiro", "Meu deserto", "Remoendo solidão", "Diário de caipira" e a faixa título "Navegante das Gerais", em que fazem uma verdadeira profissão de fé ao afirmarem "Se me chamam caipira, fico até agradecido, pois chamando sertanejo, eu posso ser confundido".Em 2001, foi lançado pela VBS Produções o CD "Sangue novo" no qual a dupla interpretou o pagode de viola "Sangue Novo", de Zé Mulato e Cassiano, os cururus "Terra Prometida", "A Positivo", de Zé Mulato e Cassiano, e "Mágoa de cantador", de Zé Mulato, as modas-de-viola "O portador da alegria", "A profecia" e "Solteirão", de Zé Mulato, as toadas "Poesia não se vende" e "Paixão na madrugada, de Zé Mulato, e "Terra sertaneja", de Zé Mulato e Santinelle, e o rasqueado "Coração peregrino", o batuque "Desilusões", as querumanas "Retirada" e "Louco romântico", e a guarânia "Resto de abandono", todas de Zé Mulato. Neste disco Zé Mulato tocou viola e Cassiano violão em todas as faixas.   Em 2002, lançaram CD pela Kuarup discos. Em  outubro de 2004, o CD "Violeiros do Brasil" foi relançado pelo Selo Revivendo. Também em 2004, receberam o Prêmio Sharp de melhor dupla sertaneja e  participaram do especial de comemoração dos 35 anos do  programa "Viola, minha viola", apresentado por Inezita Barroso, na TV Cultura de São Paulo. Ainda nesse ano, participaram do filme "O diabo violeiro" de Luís Alberto Pereira, diretor de "Hans Staden", ao lado do violeiro Yassir Chediak e do ator Matheus Natchergaele. Foram também escolhidos pela revista "Viola caipira" como a melhor dupla do ano. Em 2005, apresentaram-se no programa "Viola minha viola" comandado por Inezita Barroso na TV Cultura, no qual reafirmaram-se como dupla caipira, cantando seu grande sucesso, a moda-de-viola "Navegantes das Geraes", de autoria da dupla. Foram também convidados a participar do Projeto Pixinguinha. Em julho de 2007, a dupla retornou ao programa "Viola minha viola" apresentado por Inezita Barroso na TV Cultura e cantaram as composições "Flor amarela" e "Estrelinha branca", ambas de Zé Mulato.  Em 2008, participaram, dentre outros eventos importantes, da décima quarta edição da Semana Nenete de Música Caipira, realizada em Pirassununga (SP). Do evento, participaram artistas como Renato Teixeira, Mazinho Quevedo, As Galvão, Abel & Caim e Mococa & Paraíso. No ano seguinte, lançaram um CD inédito, "Sertão ainda é sertão", com carurus, pagodes, rumbas, cateretês, modas de viola, boleros e rasqueados; todas as composições de Zé Mulato. Em 2011, apresentaram show na Terça Musical do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, no projeto "Música do Brasil Central", organizado pela casa. Do projeto, participaram também artistas como Genésio Tocantins e Juraildes da Cruz. No mesmo ano, foram indicados ao 22o Prêmio da Música Brasileira, na categoria melhor dupla regional, ao lado de Caju e Castanha, e Sérgio Reis e Renato Teixeira. Em 2012, apresentaram-se na 18a Semana Nenete de Música Sertaneja, realizada em Pirassununga (SP), recebendo a Medalha Huquiles de Carli de Incentivo às Tradições Caipiras. Em 2014, lançaram o álbum “Ciência matuta”, produzido por Mário Campanha, que trouxe como principais músicas a faixa-título, “A represa” e “Arma secreta”. No ano seguinte, com o disco, receberam o Prêmio de Música Brasileira, na categoria Melhor Dupla de Música Regional. Em 2017, lançaram o CD “Bem humorados”, pela Merci disco. Com boa repercussão na crítica especializada, o álbum levou a dupla a vencer o Prêmio de Música Brasileira, na categoria “Melhor dupla regional”. Em 2019, lançaram mais um disco de carreira,"Rei caipira", apresentando em 17 faixas seu estilo característico, com críticas político-social, como nas faixas "Mar de Minas" e "A Mentira". Nas faixas "Passabém" e "Batuque", receberam participações especiais de seus irmãos, Daniel e Lídia, homenageando a cidade em que nasceram. O disco também fez homenagem aos 90 anos da música caipira, iniciada por Cornélio Pires em 1929 e, além disso, trouxe as regravações "Rancho Triste", de Pena Branca e Xavantinho, e "Hoje eu não posso ficar", de Tião Carreiro e Pardinho.  

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