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Zaíra Cavalcanti

Zaíra Cavalcanti
1/10/1913 Santa Maria, RS
12/9/1981 Rio Grande do Sul

Dados Artísticos

Iniciou a carreira teatral na cidade de Santos, SP, atuando na Companhia Arruda. Atuou durante muito tempo como atriz de teatro de revistas e era bastante notada por sua beleza chegando a merecer do poeta e compositor Orestes Barbosa as seguintes palavras: "Ave rara, doce morena, ave pernalta com olhar de corsa mansa". Foi corista da Companhia de Revistas Tro-ló-ló e atuou nos teatros Carlos Gomes e Glória e no cabaré Alcazar.

Em 1927, atuou com a Companhia Tro-lóló na revista "Você quer é carinho", de Nelson de Abreu, Luís Iglézias e Geysa Bôscoli com músicas de Paraguaçu e Sinhô. Era uma das vedetes da Companhia Brasileira de Revistas Tro-ló-ló com a qual embarcou em 1928 para uma tounée pela Argentina, Chile e Uruguai que durou quase três meses. Em 1929, fez parte o elenco da revista "Pátria amada", apresentada no teatro Recreio, RJ. Na ocasião, recebeu do crítico Mário Nunes o seguinte comentário: "Sabe cantar expressivamente, sublinhando tudo com meneios quentes".

Estreou em disco em 1930 gravando pela Odeon o samba-canção "Diga", de Gonçalves de Oliveira e Lamartine Babo, e a "Canção dos infelizes", de Donga, Luiz Peixoto e Marques Porto, com acompanhamento da Orquestra Pan American. Nesse ano, gravou na Parlophon os sambas "Pedaço de mau caminho", de Eduardo Souto e Osvaldo Santiago, e "Gongá", de José Luiz da Costa, com acompanhamento da Simão Nacional Orquestra, e os sambas "Tem moamba", de Eduardo Souto e João de Barro, e "Vou pedir à paroeira", de Américo de Carvalho, com acompanhamento da Orquestra Guanabara. Ainda em 1930, participou de um concurso musical promovido pelo jornal "Diário Carioca", como uma das principais cantoras da época. Participou também no campo do Clube de Regatas Vasco da Gama de uma animada "pelada" de futebol que reuniu atrizes e cantoras como Aracy Cortes, Elza Gomes, Mesquitinha, Jaime Costa e outros, cuja renda foi revertida para a Casa dos Artistas. Ainda em 1930, atuou na revista "Dá nela", de Marques Porto e Luiz Peixoto apresentada no Teatro Recreio fazendo sucesso com a interpretação da música título, de Ary Barroso.  Ainda no mesmo ano, participou da revista "Pátria amada", de Luiz Peixoto e Marques Porto. Pouco depois, estreou no mesmo teatro a revista "Eu sou do amor", música de Ary Barroso, peça escrita por Aricles França e Elieser de Barros. Estrelou em seguida, com grande sucesso a revista "Pau-brasil", de Marques Porto e Luiz Peixoto com músicas de Ary Barroso e Júlio Cristóbal. Atuou também na revista "Vai dar o que falar", de Marques Porto e Luiz Peixoto com músicas de Ary Barroso e Antônio Neves apresentada no Teatro João Caetano.

Gravou no ano seguinte, com acompanhamento da Orquestra Guanabara os sambas "Caranguejo também sobe no arvoredo", de Mário Barros e "Sem querer...", de Ary Barroso, Marques Porto e Luiz Peixoto.

Em 1932, voltou para a Odeon e gravou com acompanhamento da Orquestra Copacabana o fox "Quando escuto você cantar", de Milton Amaral e Jerônimo Cabral, e o samba "Quando tu fores bem velhinho", de Paulo Orlando e Jerônimo Cabral. Com a mesma orquestra gravou de Oscar Cardona o samba "Nossas cores" e o choro "Não terás perdão".

Em sua curta carreira gravou sete discos pelas gravadoras Odeon e Parlophon. Em 1933, viajou com a Companhia Tro-lóló para apresentações em Portugal.

Em 1949, atuou com sucesso na revista "Confete na boca", apresentada no Teatro Glória ao lao de nomes como Dercy Gonçalves e Dircinha Batista. Na ocasião, o crítico Antônio Accioly Neto assim escreveu a seu respeito nas páginas da revista O Cruzeiro: "Zaíra Cavalcanti, sem embora cantar aqueles seus antigos sambas tão cheios de dengues, que fizeram época, ainda é um grande elemento no gênero".

Em 1952, participou na Rádio Tupi da festa pelos 49 anos do compositor Ary Barroso e interpretou na ocasião o samba "Dá nela".

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