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Walter Firmo

Walter Firmo Guimarães da Silva
1937 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Iniciou sua atividade profissional em 1957, como fotógrafo do jornal “Última Hora” (RJ).

Em 1960, ingressou no “Jornal do Brasil” (RJ).

Em 1963, foi contemplado com o Prêmio Esso de Jornalismo, pela reportagem “Cem dias na Amazônia de ninguém”, uma série de cinco reportagens (texto e fotos) editadas naquela publicacão.

Em 1965, passou a integrar a equipe da revista ”Realidade”, como primeiro fotógrafo contratado para o projeto da Editora Abril, em São Paulo.

Em 1967, foi designado pela Editora Bloch para a sucursal de Nova York, onde viveu durante seis meses, realizando reportagens nos Estados Unidos, México, Canadá e Caribe (Jamaica, Haiti, Santo Domingo, San Juan de Porto Rico, Ilhas Virgens, Barbados, Martinica, Guadalupe e Curaçau).

No ano seguinte, fez reportagens fotográficas no Chile para a revista “Manchete”.

De volta ao Brasil, iniciou, em 1971, pesquisa fotográfica sobre festas do folclore brasileiro. Atuou como free-lancer em trabalhos publicitários e para a industria fonográfica, fotografando para capas de discos de vários artistas, como Tim Maia, Djavan, Fafá de Belém e Chico Buarque, entre outros.

Em 1973, fundou, juntamente com Claus Mayer e Sebastião Barbosa, a agência fotográfica Câmera Três, no Rio de Janeiro.

No ano seguinte, desligou-se da sociedade e passou a atuar na sucursal carioca da revista “Veja”.

Em 1979, cobriu eventos no Equador, Peru, Bolívia, Portugal e França para a revista Tênis Esporte, de São Paulo.

De 1980 a 1985, atuou como free-lancer, fazendo capas de disco, relatórios de empresa e vendendo banco de imagens

Em 1982, publicou, juntamente com Pedro de Moraes, Cafi e Miguel Rio Branco, “Os brasileiros”, conjunto de vinte e cinco postais fotográficos, com textos de Darcy Ribeiro.

No ano seguinte, comemorando 25 anos de carreira, assinou exposição no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, com o conjunto de fotografias “Ensaio no Tempo”. Foi o primeiro fotógrafo brasileiro a expor no MAM/RJ, depois apenas de Henri Cartier-Bresson, Ainda em 1983, participou da exposição coletiva “Tempo de olhar”, no Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro.

Em 1984, a exposição “Ensaio no Tempo” foi levada para o MASP (SP) e para a Universidade Federal do Ceará. Nesse mesmo ano, coordenou a Oficina Fotográfica da lll Semana Nacional de Fotografia, em Fortaleza, e a oficina “Como fazer uma reportagem”, no lll Colóquio Latino-Americano de Fotografia, em Havana.

Em 1985, passou a integrar a equipe da sucursal carioca da revista “IstoÉ”. Nesse mesmo ano, a exposição “Ensaio no Tempo” seguiu para Curitiba, Havana e Cabo Verde.

De 1986 a 1991, exerceu a função de diretor do InFoto (Instituto Nacional de Fotografia da Funarte).

Em 1987, foi nomeado, em Brasília, Conselheiro do CNDA (Conselho Nacional do Direito Autoral).

Em 1988, a exposição ”Ensaio no Tempo” chegou a Buenos Aires. Também nesse ano, foi premiado pela revista “Ícaro” e designado Nominator do ICP (Centro Internacional de Fotografia), em Nova York.

Em 1989, assinou a exposição “New York, Nova Iorque”, na Galeria Cândido Mendes (RJ). Dedicou-se à documentação fotográfica dos costumes e festas populares das regiões brasileiras. Lançou, ainda em 1989, o livro "Walter Firmo - Antologia Fotográfica" (Dazibao/Ágil).

No ano seguinte, publicou fotografias no livro “Música Popular do Brasil”, com edição de Beatriz Borges.

Assinou, em 1991, a exposição individual “Brasil e sua gente” (cor), durante a I Feira de Produtos Brasileiros, em Moscou.

Em 1992, começou a lecionar fotografia, ministrando, na escola FotoRiografia, de Ivan Lima, o curso “A composição na cor”.

No ano seguinte, assinou a exposição individual “Ribeiros amazônicos” (cor), em Belém.

Em 1994, lecionou fotografia no curso de Jornalismo da Faculdade Cândido Mendes (RJ). Nesse mesmo ano, tornou-se também professor dos cursos de fotografia em cor e preto-e-branco da escola Foto in Cena (hoje Ateliê da Imagem), no Rio de Janeiro. Participou de exposição coletiva no Photofest, em Houston, e do projeto “Foto in Cena”, na Casa do Arquiteto (RJ). Retornou à Funarte, na condição de assessor técnico da área de fotografia. Ainda nesse ano, a exposição “Ribeiros Amazônicos” seguiu para Porto Alegre. Assinou as exposições individuais “Achados e perdidos” (cor), na Galeria Cândido Mendes (RJ), e “Morte e vida segundo Walter Firmo” (preto-e-branco), no Centro Cultural da Light (RJ). Participou da exposição coletiva “O negro brasileiro”, na Universidade de Miami.

Em 1995, deixou registradas suas mãos no concreto do Muro da Fama do Museu da Imagem e do Som (RJ). Assinou, com Augusto Malta, a exposição coletiva “Ruas do Rio de Janeiro” (cor), no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ). Ainda nesse ano, “Ribeiros Amazônicos” seguiu para o Centro Cultural Unibanco (SP). Participou do livro “Amazônia luz e reflexão”, com organização de Angela Magalhâes e José Carlos Martins, editado pela Funarte.

Em 1996, lançou, com o jornalista Fernando Granato, o livro "Nas Trilhas do Rosa" (Editora Scritta). Assinou as exposições individuais “Nas trilhas do Rosa” (preto-e-branco), no Centro Cultural Unibanco (SP), e “Os sertões de Guimarães Rosas e Euclides da Cunha” (preto-e-branco), no Instituto Goethe (SP).

Em 1997, assinou, com Angela Magalhães, a exposição coletiva “Cuba libre” (preto-e-branco), na Galeria Observatório Arte Fotográfica, em Recife, e as exposições individuais “O Brasil de Walter Firmo” (cor), na Galeria Arte Hoje (RJ), e “Pixinguinha e outros batutas”, na Pinacoteca do Estado (SP), Ministrou workshops em Belém e Recife. Proferiu palestras sobre o “Fazer Fotográfico” em todas as capitais brasileiras, pelo projeto “Funarte nas Cidades”.

Em 1998, participou do livro “Brasil bom de bola” (Editora Tempo d´imagem), coordenado por Ed Viggiani. Teve fotos publicadas no livro “Mangueira, a nação verde e rosa” (Editora Prêmio Editorial), coordenado por Célia de Assis.

Foi curador de quatro edições do Salão Finep de Fotofornalismo (1995, 1996.1997 e 1998)

Em 1999, na condição de bolsista do Banco Icatu, residiu durante seis meses na Cité Internacionale des Arts, em Paris, onde assinou a exposição individual “Parisgris - un oeil, deux regards” e ministrou o workshop “Photographie à Paris”. Ainda nesse ano, participou da exposição coletiva “Sagrado Coração” (preto-e-branco), na PUC-Rio.

Em 2000, foi designado curador do Módulo de Fotografia Contemporânea “Negro de Corpo e Alma”, na Exposição do Redescobrimento Brasil + 500 anos, no Parque Ibirapuera (SP). Assinou a exposição “Inéditos de Walter Firmo”, na Galeria Câmara Clara (RJ) e a exposição “Paris, parada sobre imagens”, na Galeria Debret, na Embaixada Brasileira em Paris.

Em 2001, lançou o livro de fotografias “Paris, parada sobre imagens”, editado pelo Ministério da Cultura/Funarte, no qual revela suas impressões sobre esta cidade, com exposições no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ministrou workshops e proferiu palestras em diversas cidades brasileiras.

Em 2002, realizou cursos em Salvador, Vitória e Rio de Janeiro. Publicou o livro “Rio de Janeiro, cores e sentimentos” (Editora Escrituras). Assinou a exposição “Paris, parada sobre imagens”, em Brasília, Belém e Vitória.

Em 2003, ministrou cursos de férias em Salvador e Vitória. Realizou, em parceria com a Ímã Foto Galeria, o curso “Universo da cor”, em São Paulo. Lecionou, no Rio de Janeiro, os cursos “Firmo em preto & branco”, “Criatividade na cor” e “Outras estórias”. Participou da exposição coletiva "Negras memórias, memórias de negros - O imaginário luso-afro-brasileiro e herança da escravidão", organizada por Emanoel Araújo, na Galeria de Arte do Sesi (SP). Ainda nesse ano, assinou a exposição individual “Um passeio pela nobreza”, na Pequena Galeria 18 (RJ), com flagrantes de vários artistas da música popular brasileira, como Pixinguinha, Cartola, Paulinho da Viola, Chico Buarque e Clementina de Jesus. A exposição teve curadoria de Mário Cohen, que selecionou para a mostra 24 fotografias, dentre as cinco mil do acervo do fotógrafo.

Ao longo de sua trajetória, foi contemplado com o Prêmio Internacional de Fotografia Nikon, na categoria cor (1973, 1974, 1978 e 1980), o Prêmio Internacional de Fotografia Nikon, na categoria preto-e-branco (1975), três prêmios no Concurso Internacional de Fotografia Nikon, categorias cor e preto-e-branco (1976), o Golfinho de Ouro (1985) e o Prêmio Icatu (1998).

Desde 1971, consta do verbete “Fotografia”, da Enciclopédia Britânica, com a citação: “Walter Firmo, importante fotógrafo brasileiro do momento, dá seu próprio caminho como exemplo aos outros profissionais”.

Um de seus trabalhos mais conhecidos é a fotografia de Pixinguinha, vestindo pijama, sentado em uma cadeira de balanço.

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