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Vó Maria

Maria das Dores Santos Conceição
5/5/1911 Mendes, RJ
16/5/2015 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

No ano 2000 apresentou-se pela primeira vez em público na roda de samba "Segunda dá Samba", organizada por Zilmar Basílio. No ano seguinte tornou-se presença constante nas rodas de samba do MIS (Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro), na qual era uma das convidadas da presidente da instituição, Marília Trindade Barbosa. Fez diversos shows coletivos ao lado de Dona Ivone Lara e Tia Eulália. Em 2001 foi uma das atrações convidadas a apresentar-se no evento "Chorando no Rio", festival de choro do Estado do Rio de Janeiro, promovido pela Secretaria de Cultura do Governo de Estado do Rio de Janeiro com apoio da Sala Cecília Meireles e da TVE/Rede Brasil, com apresentação de Ricardo Cravo Albin. Neste mesmo ano, participou do "Encontro Nacional de Pesquisadores da MPB", na UERJ, novamente promovido pelo MIS. Em 2003, ao completar 92 anos, fez o show "Maxixe não é samba", no Bar Dama da Noite. Nesse mesmo ano, lançou o CD "Maxixe não é samba". O disco, com produção artística de Marília Trindade Barbosa, contou com arranjos e direção musical de João de Aquino e com as composições "Braço de cera" (DP - Adap: Nestor Brandão); "Cabide de Molambo" (João da Bahiana); "Coisa da antiga"  (Wilson Moreira e Nei Lopes); "Com que roupa?" (Noel Rosa); "Disse-me-disse" (Claudionor Cruz); "Eu sou a outra" (Ricardo Galeno); "Jura" (Sinhô); "Meu amor vou lhe deixar" (Orlando Vieira); "Moro na roça" (Domínio público), com participação de Xangô da Mangueira e João de Aquino; "Mulher de malandro" (Heitor dos Prazeres); "Pelo Telefone" (Donga e Mauro de Almeida); "Pergunte ao João" (Helena Silva e Milton Costa) e "Yaô", de autoria de Pixinguinha e Gastão Vianna.   No encarte do CD, Ricardo Cravo Albin escreveu:   "O Instituto Cultural Cravo Albin se sente honrado em editar - junto com o MinC - esse primeiro disco de Vó Maria. Por todos os prismas, todas as maneiras, todos os motivos. E para não ter que alinhavar aqui (nem há espaço...) um arrazoado quase infinito de razões, que vão desde as históricas, passando pela estéticas, limito-me a algumas mais essenciais e mais objetivas: 1- Vó Maria representa uma inestimável referência cultural para este país, por vezes ingrato com a memória, especialmente dos artistas do povo e dos negros. Ela é viúva de Donga, o pioneiro que assinou o primeiro samba, embora amaxixado,o até hoje antológico "Pelo Telefone", em 1917. Mas não só, porque Vó Maria viu, participou e cantou (nunca profissionalmente, contudo) quase de tudo de lá pra cá. 2- Este é o primeiro disco (e logo um CD!) que ela grava - pimpona, lépida e fagueira - aos 92 anos de idade. Logo ela, que poderia (e deveria) ter registrado sua voz, a partir dos anos 20 (numa bolacha de cera, feita em gravação mecânica). Portanto, trata-se da mais antiga cantora do mundo a estrear em disco (recorde, quero crer, a ser registrado até no Guiness). 3- Este disco, que foi produzido pela paixão de Marília T. Barboza (biógrafa de Cartola, Caymmi e Paulo da Portela, entre outros) e pela competência de João de Aquino (que fez os arranjos, a direção musical, além de participar como violonista exímio que é) só pôde ser feito porque o Ministério da Cultura, através da Secretaria de Música e Artes Cênicas, o alavancou e o abrigou. Finalmente, e faço o registro com enorme prazer pessoal, está sendo lançado por Gilberto Gil, herdeiro dessas nobres tradições que vão do maxixe ao samba, à testa do Ministério da Cultura".   Em 22 de setembro de 2003 lançou oficialmente o CD "Maxixe Não é Samba" na Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro. O show reuniu diversos convidados, entre eles Nelson Sargento, Xangô da Mangueira, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Dalmo Castelo, Wilson Moreira, Nei Lopes, Caio Márcio, Eliane Faria e Áurea Martins. O espetáculo contou com direção musical e arranjos de João de Aquino, além de apresentação e direção de Ricardo Cravo Albin. No ano posterior, em  2004 recebeu como convidada a cantora Mart'nália no show e projeto "Da Idade do Mundo", no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. Ao lado de Tânia Malheiros participou do projeto "Clássicos do Samba", no Teatro Municipal de Niterói, no Rio de Janeiro e acompanhada pelo grupo Passagem de Nível apresentou-se projeto "Choro na Praça", em Mendes, sua cidade natal. Na ocasião foi homenageada pelo projeto "Flores em Vida", da Fundação Cultural de Mendes. Ainda em 2004, ao lado de Dorina foi a convidada do projeto "Na Descendência do Samba", no Estudantina Café, em roda de samba comandada por  Diogo Nogueira (filho de João Nogueira), Marcel Powell (filho de Baden Powell) e Zé Inácio (filho de Zé Catimba). Apresentou-se também ao lado de seu bisneto Felipe Santos, do neto Marcos Basílio e do Grupo Samba Urbano. No ano de m 2013, em comemoração aos seus 102 anos, foi homenageada com uma exposição no Instituto Cultural Cravo Albin e o relançamento de seu disco "Maxixe não é samba".

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