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Vitor Ramil


Pelotas/RS

Dados Artísticos

Iniciou carreira artística ainda adolescente, no começo dos anos 80. Gravou, aos dezoito anos de idade, seu primeiro disco "Estrela, Estrela", do qual participaram músicos e arranjadores que voltaria a encontrar em trabalhos futuros, como Egberto Gismonti, Wagner Tiso e Luis Avellar. Do disco, também participaram as cantoras Tetê Espíndola e Zizi Possi, que gravou, nesse período, algumas canções de Vitor Ramil. No mesmo período, a cantora Gal Costa gravou ,"Estrela, Estrela", no disco Fantasia. Em 1984, lançou "A paixão de V", de concepção experimental, produzido por Kleiton e Kledir e que trazia vinte e duas canções cuja sonoridade ia da música medieval ao carnaval de rua, de orquestras completas a instrumentos de brinquedo, da eletrônica ao violão milongueiro. As letras mesclavam regionalismo, poesia provençal, surrealismo e piadas. O disco teve nova edição em 1998. Em 1987, lançou "Tango". Nesse período, saiu de Porto Alegre para morar no Rio de Janeiro."Tango" era uma mistura de jazz rock e tinha apenas seis faixas. Desse disco participaram músicos como Nico Assumpção, Hélio Delmiro, Márcio Montarroyos, Leo Gandelman e Carlos Bala. O disco teve nova edição em 1996.

Na passagem dos anos 1980/90, voltou ao Rio Grande do Sul, intalando-se em Pelotas, onde, a partir de um personagem que criara nesse período, em apresentações mescladas ao teatro, o Barão de Satolep, um nobre pelotense pálido e corcunda, alter-ego do artista, com o qual dividia alguns espetáculos, mesclando música, poesia, humor e teatro, criou seu próprio selo, Satolep. Segundo o próprio artista, sua carreira tomou rumos definitivos naquela ocasião.Seu primeiro disco foi "Ramilonga, a estética do frio". Na primeira metade dos anos 1990, definiu-se a música e postura do Vitor Ramil dos discos que viriam a ser gravados em seguida. Em 1995, escreveu a novela "Pequod", ficção criada a partir de passagens de sua infância, de sua relação com o pai e de suas andanças pelo extremo sul do Brasil e pelo Uruguai. A partir do lançamento deste primeiro livro, que obteve repercussão junto à crítica, passou a dedicar-se duplamente: música e literatura. No mesmo ano, lançou o CD homônimo, que tinha milongas e poemas de João da Cunha Vargas e Juca Ruivo, poetas tradicinais gaúchos que ele musicou e que vendeu cerca de 15 mil cópias. No mesmo periodo aconteceu a gravação do CD À Beça, que saiu apenas como edição especial, em tiragem limitada, por uma revista de música de Porto Alegre, este disco representou seu primeiro esforço de realizar algo a partir das idéias da estética do frio. Ainda em 1997, lançou o CD "Ramilonga- A Estética do Frio", no qual estabelece as sete cidades da milonga (ritmo comum ao Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina): Rigor, Profundidade, Clareza, Concisão, Pureza, Leveza e Melancolia. Através delas a poesia de onze "ramilongas" percorre o imaginário regional gaúcho, mesclando o linguajar gauchesco do homem do campo à fala coloquial dos centros urbanos. No disco, o canto forte gauchesco toma feitios de uma expressividade sofisticada e suave, utilizando instrumentos, como os indianos e africanos, nunca antes reunidos neste gênero de música. Em 1998, saiu um CD também com gravações inéditas, regravações e remixagens.

Em 2000, o artista lançou o CD "Tambong", gravado e mixado em Buenos Ayres, com produção de Pedro Aznar, que também toca nas 14 faixas, e visando o mercado internacional. O disco, que traz a musicalidade e poesia brasileiras combinadas com as dos países do Prata, contou com participações de saiu em duas versões, português e espanhol. O trabalho teve participação de músicos argentinos, como o percussionista Santiago Vazquez, que o acompanha nos shows, e dos artistas brasileiros Egberto Gismonti, Lenine, Chico César e João Barone.Traz canções de sua autoria, uma delas para poema do paranaense Paulo Leminski ("O velho Leon" e "Natália em Coyoacan"), outra para a tradução do paulista Cláudio Willer de um poema de Allen Ginsberg ("Para Lindsay"). Pedro Aznar canta em "Subte", abreviação de subterrâneo, que é como Buenos Aires chama seu metrô. A canção é a primeira canção de Vitor composta diretamente em espanhol. O CD contou também com participações especiais. Lenine divide voz e violões em "Um dia você vai servir a alguém" (Gotta Serve Somebody), um rock quasedesconhecido do disco "Slow Train Comming, de Bob Dylan. Entre as regravações, "Tambong" traz "Estrela", seu primeiro sucesso, composta aos 18 anos. O lançamento "Tambong" ocorreu em eventos diversificados, como o espetáculo de abertura criado especialmente para o primeiro Forum Social Mundial em Porto Alegre, uma temporada de um mês no Rio de Janeiro e outra em São Paulo. Na Argentina o lançamento aconteceu em outubro de 2001, com dois espetáculos em Buenos Aires. Em 2002, realizou, com sua banda composta de músicos brasileiros e argentinos, (Santiago Vazquez, percussão; André Gomes, píccolo bass e sitar; Roger Scarton, harmonium e guitarra), quatro apresentações na Sala Zitarrosa, em Montevideu (Uruguasi), tocando com o compositor e intérprete Jorge Drexler, um dos maiores nomes da música uruguaia atual e que se tornou seu parceiro. Nesse ano apresentou-se também nas principais capitais brasileiras. Em maio de 2003, realizou show individual na sala Sala Zitarrosa, em Montevidéu. Depois, seguiu com sua banda para a Europa, apresentando shows na França, na Suíça, nas cidades de Zurique eSchaffhouse e Genebra, nessa última, deu uma conferência no Teatro St. Gervais, tendo como tema "A estética do frio". Em Paris, participou do lançamento de sua novela "Pequod", traduzida para o francês, pela editora L'Harmattan.

No mesmo ano, sua milonga "Causo Farrapo", do CD

"Ramilonga - A estética do frio" participou, em Londres, da coletânea "Nu Brazil", de música contemporânea, compilada pelo DJ John Armstrong, que sobre o artista escreveu: "Why hasn’t this genious dominated the world of music yet?". A coleção foi lançada pela gravadora Union Square Music.

Seu livro Pequod e suas canções vêm sendo distribuídas na Europa, em coletâneas espanholas, portuguesas e inglesas. Em 2004, lançou o CD "Longes", gravado em Buenos Aires, pelo produtor e multiinstrumentista argentino Pedro Aznar, enquanto escrevia seu novo romance "Satolep". O CD passa por tendências que vão do clássico e ao rock, o que se pode conferir na faixa "Perdão", escrita a partir de um prelúdio de Bach, segundo o próprio compositor, e no violão que introduz a faixa "Sem dizer", que cita "The end", do grupo The Doors. "Longes" aprofunda a linguagem dos trabalhos anteriores "Ramilonga" e "Tambong", reunindo canções inéditas, algumas criações referenciadas em ícones da canção popular brasileira, como é o caso de "De banda", citação de "A banda de Chico Buarque. Os arranjos de Longes têm sua base no violão de aço arpejado de Vitor Ramil e nos baixos melódicos de Pedro Aznar. Participam também do disco: Santiago Vazquez e Marcos Suzano nas percussões; o baterista Christian Judurcha; o pianista clássico Gabriel Victora; o guitarrista Bernardo Bosísio; a cantora Adriana Maciel; um quarteto de sopros e uma orquestra de cordas. Em março de 2006, realizou temporada de shows no Centro Cultural Carioca, (RJ), contando com a percussão de Marcos Suzano. No mesmo ano, participou do CD Lançado por Kleiton e Kledir, apresentando-se em shows da dupla no Rio de Janeiro.

Em 2012, passou em revista sua vida e sua obra no programa “Agora no ar!”, realizado no auditório da Rádio Roquete Pinto, com apresentação de Ricardo Cravo Albin.

Em 2013, lançou “Songbook Vitor Ramil” (Belas Letras), contendo partituras, harmonias, afinações, tablaturas, diagramas e letras, além de uma biografia, análises técnicas, críticas, fotos, manuscritos e discografia. Acompanha o livro um CD duplo, “Foi no mês que vem”, com 32 músicas e participação especial de Jorge Drexler, Milton Nascimento, Fito Paez, Marcos Suzano, Ney Matogrosso e seus irmãos Kleiton e Kledir.

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