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Vissungo



Dados Artísticos

O nome do grupo, segundo alguns dicionários, foi extraído da expressão "Vissungo" que faz menção a um determinado canto de trabalho (‘Ocisungo’, hino ou canção no idioma Umbundo, de Angola) exclusivamente utilizado por escravos mineradores que, oriundos de Angola, foram levados para as lavras de ouro e diamantes de São João da Chapada e adjacências, próximo à cidade atualmente conhecida como Diamantina, no estado brasileiro de Minas Gerais. Criado no Rio de Janeiro em 1974 com o nome de "Sararamiôlo", o grupo era integrado por Antônio José do Espírito Santo (vocais, violão e percussão), Luiz Antônio do Espírito Santo (contrabaixo, bandolim, cavaquinho e vocal) e Roosevelt da Silva (violão). Somente no ano seguinte, em 1986, na então inaugurada sede do DCE, da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, o grupo assumiria o nome "Vissungo" e teria várias outras formações, sendo absorvidos os novos componentes Carlos Codó (violão) e Lena Codó (voz), ambos filhos do violonista baiano Codó (Clodoaldo Brito). Pelo grupo, já com o nome Vissungo, passaram outros componentes tais como Samuka, José Maria Flores (bateria) e Braz Oliveira (guitarra). Ainda na década de 1970 o grupo foi convidado a dividir o show com a cantora Clementina de Jesus em Curitiba, no Teatro Paiol, onde também acompanhou João do Valle. Por essa época, o grupo acompanhava o partideiro Aniceto do Império em bares nos subúrbios do Rio de Janeiro. Em 1985 o grupo participou do disco "Encontros e despedidas", de Milton Nascimento. Neste mesmo ano o grupo participou da trilha sonora do filme "Chico Rei", de Walter Lima Júnior. A trilha fora composta por Wagner Tiso e por componentes do grupo. Também foram inseridas na mesma trilha faixas extraídas de discos de Naná Vasconcelos e Geraldo Filme. Coube a Milton Nascimento interpretar duas composições de Wagner Tiso na referida trilha. O grupo participou (como músicos, cantores e ainda compositores) da trilha lançada em disco no ano de 1986 pela gravadora Som Livre. Entre as faixas em que o grupo participou destacam-se "Ulelê" (Domínio Público), interpretada por Samuka; "Andambi" (Domínio Público), interpretada por Samuka, Espírito Santo e Laércio; "Samba de roda" (Domínio Público) com Samuka; "Chico reina" (Espírito Santo e Samuka), interpretada por Clementina de Jesus com participação de Espírito Santo; "Saudade do Congo" (Espírito Santo), interpretada por Espírito Santo; "Kanjonjo" (Domínio Público) com Samuka e Espírito Santo; "Niangas" (Grupo Vissungo) com Grupo Vissungo e ainda a faixa "Título" (Wagner Tiso), pot-pourri com as composições "Njara" (Espírito Santo) e "Depois da castração" (Wagner Tiso), na interpretação de Wagner Tiso e Espírito Santo. A trilha obteve dois importantes prêmios internacionais: Bélgica e Colômbia, ambos de suma importância na carreira do grupo. Neste mesmo ano de 1986 o grupo participou do disco "Branco & preto/Preto & branco", de Wagner Tiso e ainda do disco "Gaiola", da cantora e compositora Tetê Espíndola. No ano de 1989 o grupo passou uma temporada na Áustria, apresentando-se na sede européia da ONU em Viena, em benefício da Unicef e em vários eventos étnicos em Viena. Neste mesmo ano, a convite do sociólogo italiano Tulio Aymone, da Facoltá de Economia de Modena, o grupo (repressntado por Spírito Santo e Samuka) se apresentou em Bologna no "Festival Internacional de Cultura", do jornal do Partido Comunista Italiano L’Unitá. Em 1990, representado pelos dois músicos, o grupo fez turnê por várias cidades italiana, entre as quais Modena, Bologna, Reggio Emília, Corregio, Carpi e Ímola. Em 1991 o grupo apresentou-se outras vezes em Viena, nas quais contou com a participação do guitarrista vienense Claudius Jelinek, o baixista uruguaio Pablo Solanas, o percussionista senegalês Jimmy Wolof e os brasileiros Ita Moreno (violonista) e Tatá Cavalcanti (baterista). Em novembro de 1996, junto a outros artistas, o grupo participou do evento comemorativo a Zumbi dos Palmares na Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro. Por essa época o grupo passou por transformações, sendo incorporados os seguintes músicos Lauro Farias, (baixo), Reinaldo Amâncio, Jahir Soares (bateria), Welington Coelho e Paulão Menezes (percussão). Este seria o último show do grupo, que viria a encerra a carreira neste mesmo ano de 1996.

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