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Vinicius de Moraes

Marcus Vinícius da Cruz de Melo Morais
19/10/1913 Rio de Janeiro, RJ
9/7/1980 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Em 1928, compôs "Loura ou morena" (c/ Haroldo Tapajós), foxtrote gravado em 1932 pela dupla Irmãos Tapajós, primeiro registro de sua atuação como letrista.

Em 1933, publicou seu primeiro livro, "O caminho para a distância". Em seguida, foram gravadas outras canções de sua autoria: "Dor de uma saudade" (c/ Joaquim Medina), por João Petra de Barros e Joaquim Medina, em 1933, "O beijo que você não quis dar" (c/ Haroldo Tapajós) e "Canção da noite" (c/ Paulo Tapajós), ambas pelos Irmãos Tapajós, em 1933, "Canção para alguém" (c/ Haroldo Tapajós), pela mesma dupla, em 1934. Nesse período, estabeleceu amizade com os poetas Manuel Bandeira, Oswald de Andrade e Mário de Andrade. Ainda na década de 1930, foi contemplado com o Prêmio Felipe D'Oliveira por seu livro "Forma e exegese" (1935) e lançou o livro "Ariana a mulher" (1936).

Na década de 1940, publicou os livros "Cinco elegias" (1943), que marcou uma nova fase em sua poesia, e "Poemas, sonetos e baladas" (1946), ilustrado com 22 desenhos de Carlos Leão. Atuou como jornalista e crítico de cinemas em diversos jornais. Em 1947, lançou, com Alex Vianny, a revista "Filme". Dois anos depois, publicou em Barcelona o livro "Pátria minha".

Em 1951, já de volta ao Brasil após um período nos Estados Unidos, começou a trabalhar no jornal "Última Hora", exercendo funções burocráticas na sede do Ministério das Relações Exteriores, na antiga Rua Larga, Palácio do Itamaraty.

Em 1953, Aracy de Almeida gravou "Quando tu passas por mim" (c/ Antônio Maria), primeiro samba de sua autoria, dedicado à esposa Tati de Moraes, marcando literariamente também o fim do casamento. No mesmo ano, foi para Paris como segundo secretário da embaixada.

No ano seguinte, Aracy de Almeida registrou mais uma de suas parcerias com Antônio Maria, "Dobrado de amor a São Paulo". Também em 1954, sua peça "Orfeu da Conceição" foi premiada no concurso do IV Centenário de São Paulo e publicada na revista Anhembi.

No ano seguinte, publicou sua "Antologia poética".

Em 1956, montou a peça "Orfeu da Conceição", com cenário de Oscar Niemeyer e música de um jovem pianista que lhe foi apresentado por Lúcio Rangel, no Bar Gouveia, em frente à Academia Brasileira de Letras: Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim. A trilha sonora incluiu "Lamento no morro", "Se todos fossem iguais a você", "Um nome de mulher", "Mulher sempre mulher" e "Eu e você". As canções foram lançadas em disco por Roberto Paiva, Luiz Bonfá e Orquestra. Desse encontro, nasceria uma das mais fecundas parcerias da MPB, que marcaria definitivamente a música brasileira. A peça estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. No mesmo ano, o fox "Loura ou morena" foi gravado por Joel de Almeida.

No período de 1957 a 1958, o diretor francês Marcel Camus filmou, no Rio de Janeiro, "Orfeu do carnaval", que recebeu o nome de "Orfeu negro".

Em 1957, teve gravadas várias canções de sua autoria: "Bom-dia, tristeza" (c/ Adoniran Barbosa), por Aracy de Almeida, "Se todos fossem iguais a você" (c/ Tom Jobim), por Tito Madi, "Eu não existo sem você", por Bill Farr, e "Serenata do adeus", por Agnaldo Rayol. Nesse mesmo ano, foi transferido para Montevidéu, onde permaneceu até 1960.

Em 1958, Elizeth Cardoso lançou o LP "Canção do amor demais", contendo canções de sua parceria com Tom Jobim, como "Luciana", "Estrada branca" e a faixa-título, entre outras, além de "Chega de saudade" e "Outra vez", registrando a 'batida diferente' de um jovem violonista: João Gilberto. Nascia ali a Bossa Nova. João Gilberto só lançaria sua versão de "Chega de saudade" quatro meses depois da gravação de Elizeth Cardoso.

Em 1959, Lueli Figueiró gravou "A felicidade" e "O nosso amor", ambas feitas para a trilha sonora do filme "Orfeu do carnaval". "A felicidade" foi também gravada, no mesmo ano, por Severino Araújo e Sua Orquestra e por Chiquinho do Acordeom, Ainda em 1959, Lenita Bruno lançou o LP "Por toda minha vida", contendo parcerias do poeta com Tom Jobim. Nesse mesmo ano, o filme "Orfeu do carnaval" foi contemplado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em Hollywood. Também em 1959, Albertinho Fortuna gravou "Eu sei que vou te amar" (c/ Tom Jobim), que logo viria a se tornar um clássico com inúmeras regravações. No mesmo período, Diana Montez gravou "O nosso amor" (c/ Tom Jobim), canção também lançada na trilha sonora do filme, juntamente com "A felicidade", por Agostinho dos Santos e, logo depois, por João Gilberto em compacto duplo.

Em 1960, mais gravações por Jandira Gonçalves ("Janelas abertas", com Tom Jobim) e Maria Porto de Aragão ("Bate coração", com Antônio Maria).

Em 1961, registrou sua voz em disco contendo os sambas "Água de beber" e "Lamento no morro", ambos com Tom Jobim. No mesmo ano, a Banda do Corpo de Bombeiros gravou a marcha-rancho "Rancho das flores", versos do poeta sobre tema de "Jesus, alegria dos homens", de J. Sebastian Bach. Ainda em 1961, tornou-se parceiro de Carlos Lyra nas canções "Você e eu", "Coisa mais linda" "Primeira namorada" e "Nada como te amar". Também nesse ano, foi inaugurado no Rio de Janeiro o Teatro Santa Rosa, com uma peça de sua autoria, Pedro Bloch e Gláucio Gil, "Procura-se uma rosa", filmada depois pelo cinema italiano com o nome de "Una Rosa per Tutti". O longa-metragem foi rodado no Rio e estrelado por Cláudia Cardinale.

Em 1962, a Banda do Corpo de Bombeiros gravou "Serenata do adeus", Orlando Silva gravou "Canção da eterna despedida" (c/ Antônio Carlos Jobim) e Ângela Maria gravou "Em noite de luar" (c/ Ary Barroso). No mesmo ano, publicou "Antologia poética", "Procura-se uma rosa", e "Para viver um grande amor", livro de crônicas e poemas. Compôs, com Pixinguinha, a trilha sonora do filme "Sol sobre a lama", de Alex Vianny. Escreveu letras para dois chorinhos desse parceiro, "Lamento" e "Mundo melhor", que logo se tornariam clássicos. No mesmo período, nasceu a parceria com Baden Powell, que renderia inúmeros sucessos, entre os quais "Só por amor", "Canção de amor e paz", "Pra que chorar", "Tem dó", "Tempo feliz", "Formosa", "Apelo", "Samba em prelúdio", "Canto de Ossanha" e muitos outros, além de "Samba da bênção", que mais tarde seria incluído na trilha sonora do filme "Um homem e uma mulher", do diretor francês Claude Lelouch. Em agosto de 1962, participou, juntamente com Tom Jobim, João Gilberto e Os Cariocas, de um dos mais importantes shows da bossa nova, "Encontro", realizado na Boate Au Bon Gourmet (RJ), onde foram lançadas, entre outras, "Garota de Ipanema", "Só danço samba", "Insensatez", "Ela é carioca" e "Samba do avião", que se tornariam clássicos da música popular brasileira. Na mesma casa noturna foi montada a peça "Pobre menina rica", de sua autoria, cuja trilha sonora, em parceria com Carlos Lyra, trazia canções como "Sabe você", "Primavera" e "Samba do carioca", lançando a cantora Nara Leão. No mesmo período, compôs com Carlos Lyra "Marcha da quarta-feira de cinzas" e "Minha namorada".

Em 1963, Jorge Goulart gravou a "Marcha da quarta-feira de cinzas" e Elizeth Cardoso gravou mais duas de suas canções: "Mulher carioca" (c/ Baden Powell) e "Menino travesso" (c/ Moacir Santos). No mesmo ano, Elza Soares gravou "Só danço samba", Pery Ribeiro e também o Tamba Trio gravaram "Garota de Ipanema" e Jair Rodrigues gravou "O morro não tem vez", todas com Tom Jobim. No mesmo período, lançou um LP com a atriz Odete Lara, contendo "Berimbau", "Só por amor", "Mulher carioca" e "Samba em prelúdio", entre outras, todas com Baden Powell, com arranjos e regência de Moacir Santos. Ainda em 1963, a Copacabana lançou o LP "Elizeth interpreta Vinícius", contendo parcerias do poeta com Moacir Santos, Baden Powell, Vadico e Nilo Queiroz, com arranjos de Moacir Santos.

Em 1964, retornou ao Brasil e logo em seguida apresentou-se na Boate Zum Zum, ao lado de Dorival Caymmi, Quarteto em Cy e o Conjunto de Oscar Castro Neves, em show que teve enorme repercussão nos meios artísticos. O show foi lançado em LP da Elenco, com direção de Aloysio de Oliveira, contendo, entre outras, as composições "Carta a Tom", "Dia da criação", "Minha namorada", com Carlos Lyra, "Bom-dia, amigo", com Baden Powell, além das composições "...Das rosas", "Saudades da Bahia", "História de pescadores" e "Adalgiza", todas de autoria de Dorival Caymmi.

Em 1965, participou do I Festival Nacional de Música Popular Brasileira (TV Excelsior), obtendo o primeiro e o segundo lugares com suas canções "Arrastão" (c/ Edu Lobo), defendida por Elis Regina, e "Valsa do amor que não vem" (c/ Baden Powell), defendida por Elizeth Cardoso. Também com Edu Lobo, compôs "Zambi" e "Canção do amanhecer", que se engajaram no clima de protesto da época, apresentadas em projetos do CPC (Centro Popular de Cultura) da UNE (União Nacional dos Estudantes). Foi designado para trabalhar na delegação do Brasil junto à Unesco e retornou para a Europa. No mesmo período, trabalhou com o diretor Leon Hirszman no roteiro do filme "Garota de Ipanema" e voltou a apresentar-se no Zum Zum com Dorival Caymmi. Ainda em 1965, lançou o livro "Cordélia e o Peregrino", pelo serviço de Documentação do MEC, e foi realizado, em sua homenagem, o show "Vinícius: poesia e canção", no Teatro Municipal de São Paulo, com roteiro, produção e direção de José Marques da Costa, cenário de Flávio Império e iluminação de Flávio Rangel. O espetáculo contou com a participação da Orquestra Sinfônica de São Paulo sob a regência do maestro Diogo Pacheco. As composições apresentadas receberam arranjos dos maestros Guerra Peixe, Radamés Gnattali, Luiz Eça, Gaya e Luiz Chaves. Entre os intérpretes, estiveram Carlos Lyra, Edu Lobo, Suzana de Morais, Francis Hime, Paulo Autran, Cyro Monteiro e Baden Powell. Quando o poeta terminou a apresentação da composição "Se todos fossem iguais a você", a platéia respondeu com 10 minutos ininterruptos de aplausos.

Em 1966, participou, ao lado de Maria Bethânia e Gilberto Gil, do show "Pois é", no Teatro Opinião, com direção de Francis Hime. Nesse espetáculo foram lançadas para o público carioca as músicas do compositor baiano. No mesmo ano, gravou o LP "Afro sambas", com suas composições em parceria com Baden Powell, que participou da gravação tocando violão. Constam do repertório do disco "Canto de Ossanha", "Canto de Xangô", "Canto de Iemanjá" e "Lamento de Exu", entre outras. No mesmo período, foi convidado a participar do júri do Festival de Cannes, ocasião na qual descobriu que o "Samba da Benção", de sua parceria com Baden Powell, havia sido utilizado na trilha do filme "Um homem e uma mulher", vencedor do festival, sem os devidos créditos, o que somente foi feito após uma ameaça de processo. Lançou também o livro de crônicas "Para uma menina com uma flor". Entre 1963 e 1967, viveu um período áureo na MPB, no qual foram gravadas cerca de 60 composições de sua autoria.

Em 1967, estreou o filme "Garota de Ipanema", que ele sugeriu ao cineasta Leon Hirzman realizar, baseado em sua música homônima, já um sucesso internacional e considerada a mais vendida do repertório brasileiro em todo o mundo depois de "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso. Organizou um festival de artes em Ouro Preto. Nesse período, fez viagens à Argentina e ao Uruguai.

Em 1968, depois de 26 anos de serviços prestados, foi aposentado do Itamaraty pelo AI-5, fato que o magoou profundamente. Nesse mesmo ano, no dia em que no Brasil era editado o Ato Institucional número 5, Vinícius encontrava-se em Portugal, onde viveu um dos episódios mais marcantes de sua vida. Após um show, foi avisado de que estudantes salazaristas estavam aglomerados na porta do teatro para protestar contra ele. Aconselhado a retirar-se pelos fundos do teatro, optou por enfrentar os protestos. Parando diante dos manifestantes, começou a declamar um de seus poemas que dizia: "De manhã escureço/De dia tardo/De tarde anoiteço/De noite ardo." Um dos jovens tirou então o casaco e o colocou no chão para que o poeta passasse, no que foi imitado pelos outros manifestantes. Ainda em 1968, participou de shows em Lisboa, na companhia de Chico Buarque e Nara Leão. Também nesse ano, prestou histórico depoimento para o Museu da Imagem e do Som, de onde era membro do Conselho Superior de MPB, a convite do fundador da instituição, o crítico Ricardo Cravo Albin, que também o convidara, dois anos antes, a integrar o corpo de fundadores do Clube de Jazz e Bossa. Um ano depois, foi o principal entrevistador, no mesmo ciclo de depoimentos, do parceiro Antônio Carlos Jobim. Fez ainda apresentações em Buenos Aires, ao lado de Dorival Caymmi, Baden Powell, Quarteto em Cy e Oscar Castro Neves. Foi lançada no mesmo período sua "Obra poética" em edições Aguilar.

Em 1969, apresentou-se ao lado de Maria Creuza e Dorival Caymmi em Punta del Este. No mesmo ano, fez suas primeiras composições com um novo parceiro, o violonista Toquinho, entre as quais, "Tarde em Itapoã", "Testamento" e "Como dizia o poeta". Também nesse ano, fez recital na Livraria Quadrante, em Lisboa, apresentando, entre outros, os poemas "A uma mulher", "Soneto da intimidade" e "O falso mendigo", além de "Sob o Trópico de Câncer", no qual trabalhou durante nove anos. O evento foi gravado ao vivo e lançado em LP pelo selo Festa.

Em 1970, apresentou-se, ao lado de Toquinho e Marília Medalha, no Teatro Castro Alves, em Salvador, e na boate La Fusa, em Buenos Aires, em show do qual resultou um LP gravado ao vivo e lançado pelo selo Diorama. Nesse período, dividiu o palco do Canecão (RJ) com o parceiro Tom Jobim, o violonista Toquinho e a cantora Miúcha, relembrando sua trajetória como poeta e compositor. O show ficou em cartaz quase um ano, devido ao grande sucesso obtido.

Em 1971, voltou a apresentar-se na Argentina, no Café Concerto de Sylvina e Coco Perez, em Mar Del Plata, com a participação de Toquinho e Maria Bethânia, em show registrado em disco pela EMI, no qual estão presentes, entre outras, algumas parcerias com Toquinho como "A tonga da mironga do Kabulete", grande sucesso na época, "Testamento" e "Tarde em Itapoã". Nesse período, um de seus grandes sucessos foi "Gente humilde", com versos assinados com Chico Buarque sobre antigo choro de Garoto. A música foi gravada pelo parceiro da letra e regravada pouco depois, também com grande êxito, por Ângela Maria.

A parceria com Toquinho começou a render vários sucessos e a dupla passou a realizar uma série de shows pelo Brasil, percorrendo todo um inédito, até então, circuito universitário. A dupla também excursionou no exterior. Ainda em 1971, lançou com Toquinho seu primeiro LP na RGE, com destaque para "Maria vai com as outras", "Testamento", Morena flor" e "A rosa desfolhada", parceria de ambos.

Em 1972, lançou, com Toquinho. o LP "São demais os perigos dessa vida", com destaque para as composições "Para viver um grande amor", "Regra três", "Cotidiano nº 2" e a faixa-título. As canções, em parceria com o violonista, tornaram-se grandes sucessos. Compôs, com Toquinho, a trilha sonora da novela "Nossa filha Gabriela" (TV Tupi), registrada em disco nesse mesmo ano.

Em 1973, apresentou-se ao lado de Toquinho e Clara Nunes no Teatro Castro Alves, em Salvador, no show "O poeta, a moça e o violão".

Em 1974, suas composições "As cores de abril" e "Como é duro trabalhar", ambas com Toquinho, foram incluídas na trilha sonora da novela "Fogo sobre terra" (Rede Globo). No mesmo ano, lançou o LP "Toquinho, Vinícius e amigos", com a participação de Maria Bethânia (em "Apelo" e "Viramundo") e Cyro Monteiro ("Que martírio" e "Você errou", últimas gravações do cantor), Maria Creuza ("Tomara" e "Lamento no morro"), Sergio Endrigo ("Poema degli occhi" e "La casa") e Chico Buarque ("Desencontro"). No mesmo ano, lançou o LP "Toquinho e Vinícius", trazendo, entre outras, "Tudo na mais santa paz", "Sem medo" e "Samba do jato", todas com Toquinho, e ainda "Samba pra Vinícius", com Toquinho e Chico Buarque, que fez uma participação especial no disco.

Em 1975, lançou o LP "O poeta e o violão", gravado em Milão, com a participação especial dos maestros Bacalov e Bardotti. No mesmo ano, a Philips lançou o LP "Toquinho e Vinícius", com destaque para "Onde anda você", parceria com Hermano Silva e que alcançou enorme sucesso, sendo regravada por Maria Creuza e outros intérpretes. Ainda nesse ano, lançou pela José Olympio o livro de poemas infantis "A Arca de Noé".

Em 1976, a RCA Victor lançou o LP "Ornella Vanoni, Vinícius de Moraes e Toquinho - La voglia/La pazzia/L'inconscienza/L'allegria". Também nesse ano, a EMI lançou o LP "Deus lhe pague", com as composições de sua parceria com Edu Lobo.

Em 1977, publicou o livro "O breve momento", com 15 serigrafias de Carlos Leão. No mesmo ano, a Philips lançou o LP "Antologia poética", com uma seleção de sua obra poética e participação especial de Tom Jobim, Francis Hime e Toquinho. A Som Livre colocou no mercado "Tom, Vinícius, Toquinho e Miúcha gravado ao vivo no Canecão".

Em 1978, a Chantecler lançou "Vinícius e Amália", LP gravado em Lisboa, no qual o poeta canta com a cantora portuguesa Amália Rodrigues. No mesmo ano, a Philips editou "10 anos de Toquinho e Vinícius", com um resumo de uma década de trabalhos da dupla.

Em 1980, saiu pela Ariola o disco "Arca de Noé", no qual diversos intérpretes cantam músicas infantis do poeta, musicadas a partir do livro homônimo. O disco gerou um especial infantil na TV Globo. Na madrugada de julho de 1980, começou a sentir-se mal na banheira de sua casa, na Gávea, onde morava com sua última mulher, Gilda Mattoso, vindo a falecer pouco depois. No mesmo ano, a Ariola lançou "Toquinho e Vinícus - Um pouco de ilusão", último LP da dupla, que totalizou 20 discos gravados.

No ano seguinte, foi lançado o volume 2 da "Arca de Noé".

Em 1988, foi lançado "Toquinho, Vinícius e Maria Creuza - O grande encontro", pela Som Livre, com a participação de Marília Medalha e Monsueto.

Em 1991, foi lançado o CD triplo "A história dos shows inesquecíveis - Poeta, moça e violão: Vinícius, Clara e Toquinho", pela Collector's Editora. Ainda nesse ano, José Castelo publicou, pela Companhia das Letras, o livro "Vinícius de Moraes - Livro de letras".

Em 1993, a Lumiar Editora do Rio de Janeiro, de Almir Chediak, editou os três volumes do "Songbook Vinícius de Moraes".

Em 1995, a cantora portuguesa Eugênia de Melo e Castro gravou um CD contendo exclusivamente músicas de sua autoria.

No ano seguinte, José Castelo publicou, pela Relume-Dumará/Rio Arte, o livro "Vinícius de Moraes".

Em 1997, Geraldo Carneiro lançou, pela Toca do Vinicius, "Vinícius de Moraes", uma edição ampliada do livro publicado em 1984, na série Encontro Radical da Editora Brasiliense.

Em 2000, por ocasião dos 20 anos de sua morte, foi realizado um show em sua homenagem na Praia de Ipanema, com a participação da Orquestra Sinfônica Brasileira, Roberto Menescal, Wanda Sá, Zimbo Trio, Os Cariocas, Emílio Santiago e Toquinho, interpretando composições de sua autoria.

Em 2001, foi editado, pelo Ministério das Relações Exteriores, em edições trilingües, o livro organizado pela embaixador e acadêmico Alberto da Costa e Silva sobre os grandes escritores e poetas da diplomacia brasileira, sendo o capítulo a ele dedicado escrito por Ricardo Cravo Albin. O livro foi lançado em brochura pela Editora Franciso Alves ao final de 2002. Nesse ano, foi lançado o "Arquivinho do poeta", contendo documentos, fotos e textos organizados por Lélia C. Frota para a Editora Bem Te Vi.

O ano de 2003, em que o poeta completaria seu 90º aniversário, acolheu a realização de vários projetos em tributo à sua criação artística. A gravadora Som Livre lançou o CD duplo "Vinicius 90 anos", produzido por Gilda Matoso, contendo gravações de Agostinho dos Santos ("A felicidade"), Maysa ("Água de beber"), Alaíde Costa ("Insensatez") e Maria Bethânia ("O que tinha que ser"), entre outros artistas, além de depoimentos de Chico Buarque, Tom Jobim e Carlos Drummond de Andrade e Calazans Neto. Olívia Byington regravou, mantendo o mesmo título, as canções do histórico disco de Elizeth Cardoso "Canção do amor demais" (1958), que consolidou a parceria do poeta com Antonio Carlos Jobim. O CD "Miúcha canta Vinicius & Vinicius - Música e letra", contendo exclusivamente obras do poeta sem parceiros, foi lançado pela cantora. Virgínia Rodrigues regravou os afro-sambas, parcerias com Baden Powell, no CD "Mares profundos", lançado nos Estados Unidos pelo selo Deutsche Grammophon. Foi lançado o website www.viniciusde moraes.com.br, registrando altos índices de visitação. Chegou às livrarias o "Cancioneiro Vinicius de Moraes: Orfeu" (Jobim Music), songbook do espetáculo "Orfeu da Conceição", encenado em 1956 no Teatro Municipal, trazendo 14 partituras das canções compostas com Tom Jobim, desenhos de Carlos Leão e Carlos Scliar, cartazes, críticas, capas de discos, textos de Sérgio Augusto, Susana de Moraes, Paulo Jobim e Cacá Diégues, uma edição assinada por Maria Lúcia Rangel dos textos do poeta sobre a criação da peça e a correspondência mantida com Tom Jobim acerca da primeira adaptação da obra para o cinema, realizada por Marcel Camus, em 1959, com o título de "Orfeu negro".

Em 2005, "The Girl from Ipanema", histórica gravação de Astrud Gilberto, ao lado de Tom Jobim, João Gilberto e Stan Getz, realizada em 1963, foi escolhida como uma das 50 grandes obras musicais da Humanidade pela Biblioteca do Congresso Americano. Também em 2005, estreou, na abertura da sétima edição do "Festival do Rio", o documentário "Vinicius", dirigido por Miguel Faria Jr. e produzido por Suzana de Moraes, filha do poeta, com a participação de Chico Buarque, Carlos Lyra, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Adriana Calcanhoto, Mariana de Morais e Olívia Byington, entre outros convidados. A trilha sonora do filme foi lançada em CD pela Biscoito Fino.

Em 2007, foi lançado "Cancioneiro Vinicius de Moraes - Biografia e obras escolhidas" (Jobim Music), contendo partituras, biografia, fotos e cartas. A pesquisa realizada para a produção do livro revelou a letra "Bonita demais", escrita para a música "Bonita", de Tom Jobim, gravada com letra original em inglês de Tom em parceria com Gene Lees e Ray Gilbert no disco "A certain Mr. Jobim". Revelou ainda a canção inédita "Por onde andará o amor", parceria de Tom e Vinicius que acabou ficando de fora do disco "Antonio Brasileiro", de 1994. Nesse mesmo ano, foi lançado o CD “O cinema de Pixinguinha”, reunindo pela primeira vez em disco a trilha do filme “Sol sobre a lama”, de Alex Viany, para a qual o poeta escreveu cinco letras, em regravações de Elza Soares (“Mundo melhor”), Jards Macalé (“Samba fúnebre”), Diogo Nogueira e As Gatas (“Iemanjá”), Marcelo Vianna e Mariana de Moraes (“Lamento”) e Céu (“Seule”, com letra em francês).

Em 2008, foi lançado o livro “Samba falado” (Azougue Editorial), organizado por Miguel Jost, Sergio Cohn e Simone Campos, com o texto de apresentação de Miguel Jost "A bênção, Vinicius", contendo crônicas musicais deixadas pelo poeta.

No dia 9 de Julho de 2010, Carlos Lyra, seu parceiro em várias canções, fez recital em sua homenagem na Academia Brasileira de Letras, no Rio, dentro da série "MPB na ABL". A apresentação do espetáculo esteve a cargo de Ricardo Cravo Albin, com roteiro elaborado por Carlos Lyra, em parceria com o Instituto Cultural Cravo Albin. A homenagem marcou 30 anos de seu falecimento e também sua promoção “post mortem” a Embaixador do Brasil, com ato solene no Palácio Itamaraty de Brasília, dia 16 de agosto do mesmo ano. Esta promoção só pode ser conquistada graças a um abaixo–assinado com 3.000 assinaturas promovido pelo Instituto Cultural Cravo Albin em 2009, através da Fundação Alexandre de Gusmão. O ato, assinado pelo Presidente Lula em 21 de  junho de 2010, mereceu uma grande solenidade no Palácio do Itamaraty, em  Brasília, a que compareceram todo o Ministério e o Corpo  Diplomático,  homenageados  por recital das cantoras  Miucha, Georgiana de Moraes e  Mariana de  Moraes, apresentadas por Ricardo Cravo Albin.

Por conta dessa solenidade, o Instituto Cultural Cravo Albin editou, em 2011, o livro “Vinicius, o poeta da paixão”. Nesse mesmo ano, numa parceria do Instituto Cultural Cravo Albin com o selo Discobertas, foi lançado o box "100 Anos de Música Popular Brasileira", contendo quatro CDs duplos, com áudio restaurado por Marcelo Fróes da coleção  de oito LPs da série homônima produzida por Ricardo Cravo Albin, em 1975, com gravações raras dos programas radiofônicos “MPB 100 ao vivo” realizadas no auditório da Rádio MEC, em 1974 e 1975. O compositor participou do volume 5 da caixa, com as seguintes canções em parceria com Tom Jobim: “Se todos fossem iguais a você”, “Eu sei que vou te amar” e “A felicidade”, todas na voz de Lúcio Alves, “Eu não existo sem você”, na voz de Alaíde Costa, e “Garota de Ipanema”, interpretada em dueto por Johnny Alf e Alaíde Costa. Participou também do volume 6 da caixa, com suas canções “Canto de Ossanha” (c/ Baden Powell), na voz de Rosana Toledo, e “Consolação" (c/ Baden Powell), na voz de Pery Ribeiro. Nesse mesmo ano, foi lançado o CD “Mario Adnet: Vinicius & Os Maestros – orquestra e convidados”, dedicado a canções de sua autoria “Se você disser que sim”, “Triste de quem, “Lembre-se” e “A Santinha lá da serra”, todas com Moacir Santos, “Em algum lugar”, “Acalanto da rosa” e “Luar do meu bem”, todas com Claudio Santoro, “Consolação”, “Samba em prelúdio”, “Canção de ninar meu bem” e “Canto de Xangô”, todas com Baden Powell, “Mundo melhor” e “Lamento”, ambas com Pixinguinha, “Valsa de Eurídice” e “Medo de amar”, de sua exclusiva autoria. O disco contou com a participação especial de Tatiana Parra (voz em “Em algum lugar”, “Samba em prelúdio”, “Valsa de Eurídice” e “Canto de Xangô”), Joyce Moreno (voz em “Triste de quem”, “Se você disser que sim”, “Medo de amar” e “Canto de Xangô”), Sergio Santos (voz em “Consolação”, “Se você disser que sim”, “Mundo melhor” e “Canto de Xangô”), Dori Caymmi (voz em “Lembre-se”, “Samba em prelúdio”, “Lamento” e “Canto de Xangô”) e Monica Salmaso (voz em “A Santinha lá da serra”, “Luar do meu bem”, ”Canção de ninar meu bem” e “Canto de Xangô”).

Em 2013, e com o mesmo título do livro "Vinicius, o poeta da canção", o ICCA iniciou as  celebrações dos 100 anos do Poeta, abrindo em  junho uma exposição com peças raras cedidas pela viúva Gilda  Mattoso,  incluindo originais, tanto  do Poeta como de seus amigos intelectuais, tais  como Pablo  Neruda e até Charles  Chaplin. Em setembro desse mesmo ano, antecipando ainda o centenário, as  cantoras Miucha e Georgiana de Moraes fizeram recital na Academia Brasileira de Letras, dentro do projeto “MPB na ABL”, com roteiro e apresentação de Ricardo Cravo Albin. Nesse mesmo ano, como parte das comemorações de seu centenário, a Universal Music lançou “A bênção, Vinicius - A arca do poeta”, contendo duas coletâneas e 19 álbuns editados originalmente pela Odeon, Philips, Elenco e Ariola, e um libreto com texto de Tárik de Souza. As reedições, sob a responsabilidade de Luigi Hoffer e Carlos Savalla, receberam embalagens com reproduções da arte gráfica dos discos originais.   No mesmo ano, os músicos Francis Hime e Olivia Hime idealizaram um show também em sua homenagem. O espetáculo “Sem mais adeus” viajou o mundo, contando com apresentações na Noruega, na Finlândia, na China, na Alemanha, e em algumas cidades brasileiras tais como Fortaleza, Goiânia, Rio de Janeiro, Niterói e São Paulo. No repertório, composições em parceria com Tom Jobim, Carlos Lyra, Baden Powell e Toquinho. Mais tarde, o show virou um disco homônimo lançado pela gravadora Biscoito Fino.  Em 2014, a Biblioteca Parque Estadual inaugurou a exposição “Vinicius de Moraes – 100 anos”, com curadoria de Miguel Jost e organização de Mariana de Moraes, filha do músico. Mais de 80 mil pessoas visitaram a exposição, que ficou em cartaz durante pouco mais de dois meses. O projeto contou, também, com shows de Edu Lobo, Toquinho, Adriana Calcanhoto e Miúcha.   No mesmo ano, o cantor Ricardo Saboya estreou, no Espírito das Artes, no Rio de Janeiro, o show “A eterna chama”, em homenagem a Vinicius e no qual apresentou composições escritas por ele, por Baden Powel e por Tom Jobim.  Foi homenageado pela Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro com o concerto “Vinicius de Moraes – Poema Sinfônico”, no Campus da Uerj e dentro do projeto “Vitrine Uerj”.  O repertório contou com uma seleção de 16 músicas do autor, para as quais foram criados novos e inéditos arranjos pelos maestros Jaime Alem, Gilson Peranzetta e Rafael Barros Castro.   Em 2016, a Som Livre lançou em formato digital o disco “O melhor da parceria – Toquinho & Vinicius”, uma compilação de 30 músicas gravadas pela dupla nos anos 70. Os áudios originais foram recuperados dos arquivos da extinta gravadora RGE. Dentre as faixas, clássicos como “Chega de saudade”, “Morena flor”, “Apelo”, “Regra três”, “Sei lá (a vida tem sempre razão)”, “Tatamirô” e “Tarde em Itapoã”.      Em 2016, suas músicas “Eu sei que vou te amar”, composta com Tom Jobim, e “Samba da benção”, em parceria com Baden Powel, foram incluídas no livro de Nelson Motta “101 canções que tocaram o Brasil”. 

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3 Noel Rosa
4 Festivais de Música Popular
5 Hermeto Pascoal
6 Moacir Bedê
7 Gilberto Gil
8 Nelson Cavaquinho
9 Candeia
10 Caetano Veloso