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Verdi de Carvalho

Alfredo Gentil Verdi de Carvalho
27/12/1885 São Luís, MA
13/7/1937 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Depois de formado mudou para o Rio de Janeiro a fim de atuar artisticamente e ingressou na Companhia dos irmãos Celestino, Pedro e Vicente. Além de compositor, dirigiu orquestras em teatros de revista na cidade do Rio de Janeiro nas décadas de 1910 e 1920. Musicou ao todo dez originais para o teatro de revistas entre operetas, mágicas e revistas. São de sua autoria as músicas para as revistas "Campeão do amor", opereta em três atos de Álvaro Colás, apresentada no teatro João Caetano; "Carta de alfinetes" revista em dois atos de Renato Alvim e Érico Gracindo, representada no Teatro São José; "Parcimônia & Cia" revista em dois atos, de Carlos Bittencourt, estreada no Teatro Carlos Gomes; "Fantoches do diabo", mágica em três atos, de Fonseca Moreira, apresentada no Teatro João Caetano; "O mano de Minas" opereta em três atos, original de Celestino Silva e Brandão Sobrinho, e encenada no Teatro João Caetano, além do norte e sul do Brasil e em Montevidéu no Uruguai; "A patativa", opereta em três atos de Brandão Sobrinho, representada no Teatro João Caetano e também no norte e sul do país; "Sorteio militar (Doce de coco)" uma opereta em três atos, originais de Celestino Silva e apresentada no Teatro Coliseu de Porto Alegre; "Rapaz de saias", opereta em três atos de F. Napoleão de Vitória e Brandão Sobrinho, apresentada no teatro Helvética do Recife; "A conflagração", revista em três atos de Armando Oliveira, apresentada no teatro Moderno do Recife, e "Madame X", opereta em três atos, com originais de J. Praxedes. Por volta de 1918, teve suas primeiras composições gravadas por Vicente Celestino na Odeon: a canção "Como é belo amar!" e a romanza "Preso por um olhar". Em 1928, teve a melodia "Amor... Mulher... Paixão", as modinhas "Abandonado amor" e "A luz do luar", e as canções "Porque te amei" e "Nosso amor", gravadas por Vicente Celestino em disco Odeon. Entre suas composições constam ainda os foxtrotes "Insuficiência" e "O amor é um nó", o romance "Lindo olhar" e a modinha "Saudades do sertão", todas da opereta "O mano de Minas". Deixou ainda impressas as valsas "Amor materno", "Amorosa", "Cuori di Angelo", "Nupcial", "Olímpia", "Beatriz" e "Coração magoado" e o maxixe brasileiro para piano e orquestra "Tango orgulhoso", entre outros. Segundo informações do pesquisador Ary Vasconcelos, foi ele o verdadeiro autor da melodia da canção "Patativa", lançada com sucesso em 1937 pelo cantor Vicente Celestino em disco Victor e em cujo selo apareceu  como apenas de autoria de Celestino que a relançaria em 1957 no LP "Vicente Celestino e suas canções célebres", quando na realidade Vicente Celestino teria feito apenas a letra.

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