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Velha-Guarda da Mangueira



Dados Artísticos

A primeira formação da Velha-Guarda da Mangueira remonta ao ano de 1956, capitaneada por Carlos Cachaça, Cartola e Aloísio Dias, conforme este último declarou ao violonista Josimar Monteiro. Ao longo dos anos, a Velha-Guarda teve vida incerta e sumiu durante longos períodos, reunindo-se esporadicamente para shows, com formação inconstante. Nesses períodos trazia em seu repertório sambas de terreiro, clássicos de Carlos Cachaça, Cartola e Nelson Cavaquinho, e, ainda, composições dos novos valores que iam tomando corpo na comunidade mangueirense. Em 1986 o grupo voltou a se reunir, desta vez, liderado por Aluízio Dias, Darcy da Mangueira e mestre Aryzinho, totalizando 26 componentes, entre os quais Delegado (mestre-sala), Mocinha (porta-bandeira), Creusa (filha adotiva de Cartola e Deolinda) e Tia Irene (a passista mais antiga do morro). Inicialmente o grupo só se apresentava na quadra da escola. Dois anos depois, em 1988, o produtor japonês Katsunori Tanaka (levado por Monarco, da Portela) conheceu os compositores da Mangueira e teve a ideia de produzir um disco com a "Velha-Guarda". Só no ano seguinte, em 1989, Tanaka conseguiu concretizar a produção do disco, isto com ajuda de Seu Aluízio e de Paulão Sete Cordas. O CD foi lançado no Japão e nele foram incluídas as composições "Mangueira, divina e maravilhosa" (Nelson Sargento) interpretada por Nelson Sargento; "Pedi perdão" (Cartola) cantada por Creusa (filha adotiva de Cartola e Deolinda, primeira esposa de Cartola); "Ciência e arte" (Carlos Cachaça e Cartola) com voz de Carlos Cachaça; "Partido alto do Padeirinho" (Padeirinho) interpretado por Babaú da Mangueira, Jorge Zagaia, Quincas do Cavaco e Nelson Sargento; "Amargura" (Padeirinho e Quincas do Cavaco) com Quincas do Cavaco; "A vida do trabalhador" (Jorge Zagaia) com Jorge Zagaia; "Minha companheira" (Chiquinho); "Meu amigo, violão" (Aluízio Dias) com Aluízio Dias; "Vou viver a minha vida" (Babaú) com Babaú da Mangueira; "As rosas" (Zeca e Edison) com Zeca; "Amor é isso" (Aluízio Dias e Cartola) com Aluízio Dias e Creusa; "Mangueira chegou" (Zé Ramos) interpretada por Zé Ramos e ainda um pout-porri da Mangueira: "A Mangueira não morreu" (Jorge Zagaia), "Divina dama" (Cartola), "Não quero mais amar a ninguém (Cartola, Zé da Zilda e Carlos Cachaça), "Primavera" (Nelson Sargento e Alfredo Português), "Mundo encantado de Monteiro Lobato" (Darcy da Mangueira, Hélio Turco e Comprido) e "Exaltação à Mangueira" (Aluizio Dias e Enéias Brites). Devido ao grande número de componentes e como as viagens não eram viáveis, o grupo foi reformulado em 1991, e a convite de Darcy da Mangueira, entrou o violonista por Josimar Monteiro, substituindo o violonista Aluízio Dias. A partir daí, e com uma nova formação, o grupo fez a sua estreia na Boite People, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, na qual contou com participações especiais de Babaú da Mangueira, Carlos Cachaça, Zagaia, Ivo Meirelles e Beth Carvalho, escolhida pelo grupo para ser a madrinha. Na época, a Velha-Guarda da Mangueira era formado por Aryzinho, Genuíno, Mocinho, Quincas, Zezinho, Miguel, Tia Zélia, Soninha, Zenith, Erivá e Vânia, além de Josimar Monteiro na direção musical, arranjos e violão sete cordas. No ano de 1997 a Velha-Guarda participou do projeto "Encontro de Bambas", realizado na casa de shows Balroom, em Botafogo, projeto produzido por Helena Rocha e Josimar Monteiro, no qual contou com vários convidados, entre eles Nelson Sargento, Elba Ramalho, João Nogueira, Beth Carvalho, Luiz Carlos da Vila, Dorina, Augusto Martins, Chamon e Fernanda Abreu. No ano posterior, em 1998, o grupo, com a seguinte formação: Alvinho, Brogogério, Zé Ramos, Edi Miranda, Darci da Mangueira, Tinguinha, Mano, Nelson Sargento, Heraldo Caê, Hélio Turco, Jurandir da Mangueira, Chininha, Zélia, Tia Zica, Tia Neuma e Tia Zélia, participou do CD "Chico Buarque de Mangueira", interpretando a faixa "Capital do samba" de autoria de Zé Ramos. Em 1999, a gravadora Nikita Music lançou o CD "Velha-Guarda da Mangueira e convidados", disco com direção artística de Felippe Llerena, apoio financeiro de Leonardo Brandão e arranjos e regência de Josimar Monteiro. O CD contou ainda com participações de compositores, cantores e figuras da comunidade como Dona Neuma e Dona Zica, na faixa "Chega de demanda", samba de Cartola, com versos anexados posteriormente por Paulinho Tapajós, em homenagem a quase todos os nomes da Mangueira. Em "Incompatibilizado", a interpretação foi de Nelson Sargento em dueto com Fernanda Abreu. Outra música que mereceu destaque foi "Cachaça, árvore e bandeira", de Moacyr Luz e Aldir Blanc, em homenagem a Carlos Cachaça e a música "Divino", em homenagem a Cartola, composta por Noca da Portela. Também foram importantes as participações de Lenine e Nelson Sargento no samba "Rio São Francisco", de Nelson Sargento e seu padrasto Alfredo Português. Além dos compositores já citados, outros participaram do disco, tais como Quincas, em "Amélia não passa mais fome", que teve a participação do poeta e compositor Mário Lago, que também declama um texto de abertura no CD:   "O Samba é a minha mulher amada, eterno livro de cabeceira, meu guia do samba é essa rapaziada, da Velha-Guarda da Mangueira".   Os outros participantes foram Darcy da Mangueira e Darcy Maravilha em "Se foi bom pra você", esta música com a participação especial de Beth Carvalho, que também escreveu a contracapa do CD. Compositores de outras escolas, como Noca da Portela, Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho, prestigiaram à Estação Primeira de Mangueira assinando composições e interpretando outras, juntamente com os mangueirenses. Neste mesmo ano de 1999, o CD da "Velha-Guarda da Mangueira" foi relançado no Japão pela Gravadora Nikita Music. Ainda neste mesmo ano de 1999, Katsunouri Tanaka produziu o CD "Velhas companheiras", juntando as velhas-guardas da Mangueira e da Portela, com as participações de Guilherme de Brito, Cristina Buarque, Wilson Moreira, Monarco e Nelson Sargento, lançado pelo selo Office Sambinha, do próprio produtor. No ano 2000 foi lançado o álbum duplo "Mangueira, samba de terreiro e outros sambas", com a produção do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro e direção artística de Lélia Coelho Frota, então diretora da instituição. Participaram do disco vários compositores e intérpretes pertencentes à Velha-Guarda e à Ala de Compositores da escola (em diversas épocas) em gravações caseiras obtidas do acervo do poeta Hermínio Bello de Carvalho. Entre as faixas do álbum duplo, com textos contando as histórias das composições e dos compositores da escola, destacam-se as composições (a maioria delas ainda inéditas à época das gravações caseiras, na década de 1960), do CD número 1: "Sala de recepção" (Cartola), com Cartola voz e violão, "Tive sim" (Cartola), "Amor proibido" (Cartola), "Vai amigo" (Cartola) e "Divina Dama" (Cartola), todas essas com Jacob do Bandolim ao violão e Cartola na voz e nos batuques; "Notícia" (Nelson Cavaquinho, Lorival Bahia e Alcides Caminha), "Nome sagrado" (Nelson Cavaquinho, José Ribeiro e Guilherme de Brito), "Caridade" (Nelson Cavaquinho e Hermínio Vale), "Cheiro à vela" (Nélson Cavaquinho e José Ribeiro), todas executadas por Nélson Cavaquinho na voz e no violão, Élton Medeiros na caixa de fósforos e coro, e Zé Ketti no coro; "Baile das flores" (Preto Rico) com Preto Rico (voz e palmas), Cartola (violão) e Carlos Cachaça no coro; "Eu sei que vou te adorar" (Nelson Batatinha) com Clementina de Jesus (voz); "Decepção de um autor" (Padeirinho) e "Modificado" (Padeirinho), com Padeirinho (voz), Nelson Sargento (violão) e Carlos Cachaça (coro); "Lacrimário" (Carlos Cachaça) e "Pátria querida" (Carlos Cachaça), ambas com Carlos Cachaça, Hermínio Bello de Carvalho e Nelson Sargento (vozes) e Nelson Sargento (violão); "Se algum dia" (Carlos Cachaça" com Carlos Cachaça (voz); "Tempos idos" (Cartola e Carlo Cachaça" com Cartola (voz) e Jacob do Bandolim (violão); "Vale do São Francisco" (Cartola e Carlos Cachaça) com Cartola (voz e violão); "Não me deixaste ir ao samba" (Carlos Cachaça e Heitor dos Prazeres) com Carlos Cachaça (voz) e Cartola (violão); "Alvorada" (Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho) com Cartola (violão e voz) e Hermínio Bello de Carvalho (voz); "Amar, amar" (Cartola e Maciste) com Cartola (voz e violão); "Meu amor já foi embora" (Cartola e Zé Com Fome) com Cartola (voz e violão) e Carlos Cachaça (voz); "Eu não posso viver na orgia" (Zé Criança) com Menininha (voz) e Cartola (violão); "Linda demanda" (Saturnino Gonçalves) com Cartola (voz e violão), Dona Neuma (voz), Paulão (violão de seis cordas) e Jaguaracy (tamborim); "Chega de demanda" (Cartola) com o coro formado por Zélia, Zenith, Sônia, Tantinho da Mangueira, Jurandir da Mangueira, Paulão Sete Cordas, Hermínio Bello de Carvalho e Zé Maurício, além de Paulão Sete Cordas no cavaquinho; "Ri" (Gradim) com Paulão (violão), Márcio (cavaquinho), Jaguaracy (surdo), Bira Show (tantan e pandeiro) e coro de pastoras formado por Tia Zélia, Zenith e Sônia; "Adeus Mangueira" (Zé Espinguela) com Dona Neuma (voz), Paulão (violão de seis cordas), Márcio (cavaco) e Jaguaracy (surdo, tamborim e pandeiro); "Castelo desmoronado" (José Ramos) com José Ramos (voz), Carlinhos (violão de sete cordas), Paulão (violão de centro), Jaguaracy (surdo, repique, caixa e tamborim); Bira Show (pandeiro e tamborim) e Ovídio (cuíca); "Quem foi à Mangueira" (Mestre Gato) com Comprido (voz), Zélia, Zenith e Sônia (coro), Márcio (cavaquinho), Paulão (violão de sete cordas) e Jaguaracy (percussão); "Nasceste de uma semente" e "Ouvi essa batida", ambas as composições de José Ramos, com Zé Ramos (voz), Carlinhos (violão de sete cordas), Paulão (violão de centro), Márcio (cavaquinho), Jaguaracy (surdo repique, caixa, apito e tamborim), Bira Show (pandeiro e tamborim), Ovídio (cuíca) e coro das pastoras Zélia, Zenith e Sônia, totalizando 31 composições neste CD. No CD número 2 foram incluídas as 26 composições: "Jequitibá" e "Capital do Samba", ambas de José Ramos, com o próprio na voz, Marcio (cavaquinho), Carlinhos (violão de sete cordas), Bira Show (pandeiro e tamborim), Jaguaracy (surdo, repique e tamborim), Ovídio (cuíca) e coro de Tia Zélia, Zenith e Sônia; "Sorriso falso" (Zé Criança); "Quem se muda pra Mangueira" (Zé Com Fome, também conhecido por Zé da Zilda); "Quando Xangô pega o apito" (Nelson Sargento e Marreta); "Cuidado que o vento te leva" (Chico Modesto); "Divergência" (Zagaia, Xangô e Quincas do Cavaco); "Eu quero nota" (Arthuzinho); "Naquela noite de sereno" (Babaú e Alfredo Português); "Fiquei sem esperança" (Saturnino Gonçalves); "Freira querida" (Alfredo Português e Nelson Cavaquinho); "Deus onipotente criador" (Cícero dos Santos); "Se o amor é isso" (Aloísio Dias e Cartola); "Os teus olhos cansam de chorar" (Nelson Cavaquinho e Alfredo Português); "Barraco de Mangueira" (Estudante); "Sofrer é minha sentença" (Geraldo Pereira); "O índio" (Geraldo da Pedra); "Agora se arrependeu" (Zagaia e Leléo); "Você quer saber" (Jabá); "Minha companheira" (Jurandir da Mangueira); "Com você não tive sorte" (Leléo e Jabá); "Saia da minha frente" (Zagaia); "Terreiro em Itacuruçá" (Padeirinho); "Boêmio fracassado" (Hélio Cabral); "Vida acessa" (Fandinho); "Estamos aí" (Comprido e Pelado); "Verde e rosa" (Mauro Pereira) e por último a faixa "Alegria", de Cartola e Gradim, com Cartola na voz, Jacob do Bandolim ao violão, Zé da Velha no trombone, Pedro Amorim no bandolim, além do coro formado por Sônia, Tia Zélia, Zenith, Tantinho, Jurandir, Paulão Sete Cordas, Zé Maurício e Hermínio Bello de Carvalho. Também no ano 2000 os cantores e compositores mangueirenses Comprido, Tantinho, Xangô da Mangueira, Zé Ramos e Jurandir da Mangueira participaram do lançamento do CD no Espaço Cultural Sérgio Porto, no Rio de Janeiro. Ainda em 2000, o grupo gravou o CD "Claudete Soares ao vivo", na casa de shows Mistura Fina e no CD "A lua e o conhaque", do compositor Délcio Carvalho. Neste mesmo ano fez turnê por vários países: Alemanha, França, Holanda e Áustria. No mesmo ano 2000, a Velha-Guarda da Mangueira foi indicada ao prêmio "Grammy Latino", viajando para os Estados Unidos para participar da entrega do prêmio em Los Angeles. O CD "Mangueira chegou" foi relançado pela gravadora Nikita Music e a convite de Rildo Hora o grupo participou do disco "Casa de Samba 4", no qual interpretou, em dueto com Alcione, "Saudosa Mangueira", de autoria de Herivelto Martins, com arranjo de Josimar Monteiro. Em 2001 a Velha-Guarda da Mangueira, assim como as velhas guardas da Portela, Salgueiro, Império, Mocidade, entre outras, foram condecoradas como “Cidadã Benemérita do Estado do Rio de Janeiro”. Ainda em 2001 o grupo  inaugurou uma roda de samba no Barracão da Mangueira, no qual contava com participações de Beth Carvalho, Alcione, Leci Brandão, Jamelão, Toni Garrido, Claudete Soares, Seu Jorge, Paulo Ricardo, Frejat, entre outros. Neste mesmo ano de 2001, o grupo fez turnê por vários países, entre os quais Espanha, Itália, EUA, Holanda, Canadá, Áustria, Alemanha e França. No ano seguinte, em 2002, apresentou o show "Canta Mangueira", tendo como convidados Nelson Sargento, Guilherme de Brito e Jamelão na Sala Baden Powell, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, Lenine lançou o CD "Falange canibal", disco no qual interpretou "Caribantu" (Lenine e Sergio Natureza), tendo como convidado nesta música a Velha-Guarda da Mangueira. Ao lado de outros artistas a Velha-Guarda participou do documentário sobre o samba "Moro no Brasil", do cineasta finlandês Mika Kaurismaki, radicado no Brasil. No ano posterior, em 2003, ao completar 75 anos, a escola festejou o aniversário com a gravação de um CD gravado com a Velha Guarda, na voz de Jurandir os 15 mais lindos sambas da Mangueira foram registrados neste disco, em um evento que teve a participação de Beth Carvalho, o CD foi lançado junto com a inauguração do teto retrátil da escola. Na ocasião, várias outras atrações foram convidadas: Orquestra Tabajara, Jamelão e Velha-Guarda da Mangueira, entre outras. Dois anos depois, em 2005, a convite de Jorge Aragão, participou do projeto "Samba de Bambas", no Canecão e participou do programa "Dorina. Samba", apresentando-se no Auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Ainda em 2005 a Velha Guarda gravou o DVD de Chico Buarque de Holanda intitulado "Estação Derradeira", gravado no Bar Estrela da Lapa, no Centro do Rio de Janeiro. Neste mesmo ano o grupo fez show no Teatro Municipal de Niterói, no qual foram gravados o CD e DVD, que mais tarde seriam lançados pela gravadora Som Livre produzido por Marcos Sales e Josimar Monteiro. No ano de 2008 o grupo lançou o CD e DVD "Velha-Guarda da Mangueira" (Gravadora Som Livre). No trabalho foram apresentadas várias composições com as participações especiais de Guilherme de Brito em "Folhas secas" (Nélson Cavaquinho e Guilherme de Brito); Beth Carvalho em "Sei lá, Mangueira" (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho); Dudu Nobre, Lenine e Leila Pinheiro nas faixas "Meninos da Mangueira" (Rildo Hora e Sérgio Cabral), "Pranto de poeta" (Nélson Cavaquinho e Guilherme de Brito) e "Piano na Mangueira" (Tom Jobim e Chico Buarque); Leci Brandão em "Jequitibá"; Duane, Roberta Sá e Alcione em "A flor e o espinho" (Nélson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha); Grupo Toque de Arte em "Valeu, Cartola", entre outros convidados como Jamelão, Ivo Meirelles, Tantinho da Mangueira, Xangô da Mangueira e Nélson Sargento nas 37 faixas do CD. No DVD também foram incluídos alguns sambas-enredos antológicos da escola, entre eles "Yes, nós temos Braguinha", "Caymmi mostra ao mundo o que é que a baiana tem", "100 anos de liberdade", "Realidade ou ilusão" e "Chico Buarque da Mangueira", DVD lançado na casa de shows "Canecão Petrobras", no mesmo ano. No ano seguinte, em 2009, a Velha-Guarda da Mangueira foi homenageada pelo Governo de Minas Gerais com a Medalha Juscelino Kubitschek, em cerimônia, na cidade de Diamantina. Ainda em 2009 a Velha Guarda gravou o CD da rádio MPB FM intitulado "Samba Social Clube 3", em homenagem a cantora Beth Carvalho. Neste CD a Velha-Guarda divide o palco com Luana Carvalho, filha da homenageada cantando "1800 colinas", de Gracia do Salgueiro. No ano de 2010 a Velha-Guarda da Mangueira apresentou-se no "Projeto Sete Em Ponto", do Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro, em show intitulado "Velha-Guarda da Mangueira e Convidados", produzido e dirigido também por Josimar Monteiro (arranjos e violão de sete cordas) com o acompanhamento dos músicos Everton Cezar (violão de seis cordas); Humberto Araújo (sopros); Gegê D'Angola (cavaquinho); José Luiz Maia (baixo); Luciano Fogaça (bateria); Nelsinho (pandeiro e cuíca); Edmilson (tamborim e caixa); Alex Almeida (tantan e repique de anel) e Carlinhos Tcha Tcha Tcha no surdo. Os discos resultantes desta apresentação seriam lançados dois anos depois pelo selo musical JM MUSIC, em parceria com a produtora (WA). Em 2011 a Velha-Guarda comandou, toda sexta-feira, uma roda de samba no Clube Renascença, no bairro do Andaraí, na qual recebia diversos convidados, entre os quais Augusto Martins, Dorina, Nélson Sargento e Rosemery. No ano posterior, em 2012, a Velha-Guarda da Mangueira fez show de lançamento dos CDs intitulados "Homenagens Vol. 1 e 2" (produzidos pelo violonista Josimar Monteiro), no Teatro Rival Petrobras, com as participações especiais de alguns artistas que participaram do projeto de gravação dos discos, entre os quais Alcione, Lenine, Sandra de Sá, Jorge Vercillo, Nelson Sargento, Elba Ramalho, Fundo de Quintal, Galocantô, Batuque na Cozinha, Dorina, Aninha Portal, Tantinho da Mangueira , Elton Medeiros, Toque de Arte, Ivo Meirelles, Dora Vergueiro, Augusto Martins, Délcio Carvalho, Jamelão Netto, Chuchú da Cuíca, Rosemary, Paola, Paulo Luiz , bateria da Velha-Guarda da Mangueira e os Meninos da Mangueira do Amanhã. No CD volume 1 foram incluídas as faixas e os respectivos convidados: "Exaltação à Mangueira" (Enéas Brites e Aluísio Costa) com Grupo Toque de Arte; "Escurinha" (Geraldo Pereira e Arnaldo Passos) com Fundo de Quintal; "Meninos da Mangueira" (Rildo Hora e Sérgio Cabral) com Sandra de Sá; "Yes, nos temos Braguinha" (Darcy da Mangueira, Jurandir da Mangueira, Hélio Turco, Comprido, Arroz e Jajá) com Grupo Batuque na Cozinha; "O mundo encantado de Monteiro Lobato" (Darcy da Mangueira, c/ Luiz da Mangueira e Batista da Mangueira) com Aryzinho e Lenine; "Lendas do Abaeté" (Jajá, Preto Rico e Manoel) com Alcione; "Quem samba fica" ( (Jamelão e Tião Motorista), "Esta melodia"  (Jamelão e Babaú da Mangueira) e "Eu agora sou feliz" (Jamelão e Mestre Gato), com Jamelão Netto, Délcio Carvalho e Chuchu da Cuíca; "Estação derradeira" (Chico Buarque) com Paulo Luiz e Paola; "Ordenes e farei" (Cartola e Aluísio Dias) com Tia Zélia e Dorina; "Vou festejar" (Jorge Aragão, Dida e Neoci) com Sapoty da Mangueira. Em 2014 a Velha-Guarda da Mangueira foi convidada pelo compositor e cantor Sombrinha para dividir a faixa "Deixa solto" de seu CD, ao lado de Arlindo Cruz, Chico Buarque e Hamilton de Holanda. No ano seguinte, em 2015, a Velha-Guarda da Mangueira com a formação Aryzinho, Genuíno, Siqueira, Mauro, Soninha, Sapoty, Jandira e Irinéia, criou uma roda de samba na Cobal do Leblon, no botequim Bate Papo, junto com o grupo musical JM Social Clube e se apresentou também em Belo Horizonte, na Liga do Samba de BH. No ano de 2017 o cineasta Pedro Von Krueger fez sessão de pré-estreia do documentário "Memória em Verde e Rosa", no Cine Joia, no bairro de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. O filme conta a história de vários integrantes da Velha-Guarda e de outros personagens importantes da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, tendo o cantor e compositor Tantinho da Mangueira como fio condutor das histórias narradas e lembranças de fatos com Cartola, Nélson Cavaquinho e Padeirinho, entre outros, além de entrevistas com Seu Nego, Nélson Sargento e Delegado, entre outros.

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