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Vanessa da Mata

Vanessa Sigiane da Mata Ferreira
10/2/1976 Alto Garças, MT

Dados Artísticos

Aos 14 anos foi morar sozinha em um pensionato na cidade de Uberlândia onde estudava para o vestibular de medicina. No ano seguinte começou a carreira artística, cantando no bar Banana Café, abrindo o show do grupo, então iniciante, Só Pra Contrariar. Com 17 anos mudou-se para São Paulo, passando  a integrar várias bandas de reggae, entre as quais, Shalla-bal, banda de reggae só de mulheres, na qual também fazia parte a percussionista Simone Soul. Participou ainda da banda Mafuá, de Tião Carvalho. Trabalhou como backing-vocal do grupo de reggae jamaicano Black Uhuru, com o qual excursionou pelo Brasil. Por essa época, conheceu Chico César, de quem se tornou parceira. O violonista Swami Jr e Chico Céssar produziram um single (CD-demo) com quatro composições de Vanessa. Em 1998 participou do projeto "Novo canto" da Rádio JB FM. No ano de 1999 montou alguns shows, sendo acompanhada por Swami Jr. (violões, baixo e direção musical), Webster Santos (bandolim e violões), Ari Collares (percussão) e Guilherme Kastrup (percussão). Participou de vários programas: "Ensaio", de Fernando Faro e "Bem Brasil", ambos da TV Cultura. Neste mesmo ano, Maria Bethânia gravou, de sua autoria em parceria com Chico César, "A força que nunca seca", faixa que deu título ao disco da cantora. A música foi indicada como "Melhor composição" na primeira edição do Grammy Latino. Participou, como convidada especial, do show "Crooner", de Milton Nascimento em São Paulo, do festival "Todos os Cantos do Mundo", no Sesc Pompéia, no qual foi convidada por Baden Powell. Foi uma das convidadas de Maria Bethânia em show no Canecão, no qual interpretou uma composição de sua autoria com Caetano Veloso e Maria Bethânia. Participou também do show de Daniela Mercury. No ano 2000 Chico César incluiu "A força que nunca seca" em seu quarto disco, "Mama mundi", e Daniela Mercury interpretou "Viagem", de sua autoria, no disco "O sol da liberdade". No ano de 2001, Maria Bethânia, em dupla com Caetano Veloso, interpretou a sua música "O canto de Dona Sinhá", no CD "Maricotinha". A música foi feita em homenagem à avó de Vanessa da Mata. Maria Bethânia regravou "A força que nunca seca" em CD ao vivo. Em 2002 lançou o primeiro CD - "Vanessa da Mata", com arranjos de Jacques Morelenbaum, Luiz Brasil, Dadi Carvalho, Kassim e Swami Jr, além da participação de músicos renomados como Marcos Suzano. Do disco destacou-se a faixa "Não me deixe só", de sua autoria e ainda foram incluídas "Alegria" (Assis Valente e Durval Maia), "Meu mundo" e "Onde ir", de sua autoria, sendo incluída na trilha da novela "Esperança", da Rede Globo, e também "Case-se comigo", em parceria com o guitarrista Liminha. Sua composição "Não me deixe só" ganhou uma versão remix dos DJs Deep Lick e Ramilson Maia, tornando-se um grande sucesso em várias pistas de dança no Brasil e no exterior. Por esta razão, recebeu vários convites de selos ingleses. Passou uma temporada na Inglaterra, contudo, não assinou contrato com nenhum dos selos e retornou ao Brasil. Em 2003 estreou show no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro e participou da trilha sonora da novela "Celebridade" (de Gilberto Braga), da Rede Globo, na qual interpretou "Nossa canção" (Luiz Ayrão), sucesso de Roberto Carlos na década de 1960, incluído na segunda tiragem de seu disco. Neste mesmo ano, com direção de Nelson Motta, apresentou-se no Espaço Arpoador (antigo Jazzmania), em Ipanema. No show interpretou seus primeiros sucessos: "A força que nunca seca", "Não me deixe só", "Nossa canção", "Se é pecado sambar" (Manoel Sant'Ana), "Meu consolo é você" (Roberto Martins e Nássara), "Derramando lágrimas" (Alvarenga e Délcio Carvalho) e ainda "Eu sou neguinha", de Caetano Veloso, para qual seria gravado o clipe homônimo e a mesma composição viria a entrar na trilha sonora na novela "A lua me disse", da Rede Globo. Em 2004 lançou o CD "Essa boneca tem manual", pela gravadora Sony, disco no qual interpretou de sua autoria "Ainda bem", "Eu quero enfeitar você", "Música", "Ai, ai, ai", "Zé", todas em parceria com o guitarrista Liminha. Ainda foram incluídas "Eu sou neguinha" (Caetano Veloso) e "História de uma gata"  (Bacalov e Bardotti: Versão Chico Buarque), além de composições de sua autoria como "Essa boneca tem manual", "Joãozinho", "Ela X ele na cidade sem fim", "Não chore, homem" e "Vem". Neste mesmo ano fez turnê em Portugal e Algarves. O disco vndeu neste mesmo ano 70 mil cópias. Em 2005 fez show com Vander Lee no Canecão. No ano de 2006 apresentou-se no Canecão e no Claro Hall, ambos no Rio de Janeiro, com o show "Essa boneca tem manual". Neste mesmo ano seu disco "Essa boneca tem manual" foi lançado na Itália (Sony & BMG com a Planet Records). No mercado nacional, o CD alcançou o "Disco de Platina", prêmio conferido pela ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) aos trabalhos que atingem a vendagem de 125 mil cópias. Ainda em 2006 sua composição "Ai, ai, ai" ganhou o prêmio "Multishow" na categoria "Melhor Música de 2006" e foi a composição mais tocada em emissoras de rádio, segundo o ECAD (Escritório Central de Arrecadação de Direito Autoral). Em 2007, produzido por Kassin e Mário Caldato, lançou pela SonyBMG o CD "Sim", no qual contou com as participações especiais de artistas nacionais e internacionais, entre os quais João Donato, Wilson das Neves, Kassin, Fernando Catatau, a dupla jamaicana Sly Dunbar & Robbie Shakespeare e ainda o guitarrista americano Ben Happer, com o qual compôs "Boa sorte/good luck", faixa na qual o americano atua como cantor e guitarrista. Entre as 13 composições do disco, todas de sua autoria, destacam-se "Boa sorte/good lock" (c/ Ben Happer) , "Pirraça" (c/ Kassin), "Minha herança: uma flor", "Absurdo", "Vermelho", "Amado" (c/ Marcelo Jeneci), "Ilegais" e "Meu Deus". O disco traz, em uma edição especial, o documentário "Minha intuição", dirigido por Bruno Natal, com cenas da gravação do CD. Em 2009 lançou, pelo selo Sony Music, o DVD “Vanessa da Mata – Multishow Ao Vivo”, que contou com a participação do duo de músicos jamaicanos Sly and Robbie. Gravado na cidade histórica de Paraty (RJ) e produzido por Mário Caldato e Kassin, o álbum incluiu imagens de sua turnê pela Europa e o encontro da cantora com o músico norte-americano Ben Harper, que originou o videoclipe da música a gravação de “Boa Sorte” (“Good luck”). Em 2010 lançou, pelo selo Sony & BMG, o CD "Bicicletas, bolos e outras alegrias", com produção de Kassin e participação de Gilberto Gil. Em 2011 foi eleita “Melhor Cantora”, na categoria “Pop/ Rock/ Reggae/ Hip Hop/ Funk”, por seu disco “Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias”, no “22º Prêmio da Música Brasileira”. Nesse mesmo ano participou dos shows da banda cubana Buena Vista Social Club, realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos quais interpretou o bolero “Besame Mucho”, ao lado da cantora Omara Portuondo. Apresentou-se no palco da Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, em evento produzido pela rádio MPB FM para celebrar o Dia Nacional da Cultura, do qual também participaram o cantor e compositor Erasmo Carlos e a Orquestra Imperial. Participou da coletânea temática “Red Hot + Rio 2”, projeto beneficente idealizado pela banda norte-americana Red Hot Chili Peppers, que reuniu artistas nacionais e estrangeiros em 33 faixas inéditas,  em homenagem à Tropicália. Nesta coletânea, lançada no Brasil pela Som Livre em 2012, interpretou a faixa “Boa reza”, com Seu Jorge e Almaz.  Em 2012 realizou o show “Lua cheia de baião - Homenagem a Luiz Gonzaga”, acompanhada de músicos como Chico Chagas (acordeom), Donatinho (teclado), Stephan San Juan (bateria), Gustavo Ruiz (violão e guitarra) Maurício Pacheco (guitarra) e Kassin (baixo, triângulo e direção musical). Apresentado no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em São Paulo, o show contou 16 músicas do repertório de Luiz Gonzaga, dentre as quais “A vida do viajante” (Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil), “Assum Preto” (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) e “ABC do Sertão” (Luiz Gonzaga e Zé Dantas). Nesse mesmo ano apresentou no Festival de Cascais, em Portugal, o show “Bicicletas, bolos e outras alegrias”. De volta ao Rio de Janeiro, realizou uma apresentação única no Vivo Rio, acompanhada dos músicos Gustavo Ruiz (guitarra), Donatinho (teclados), Stephane San Juan (bateria), Maurício Pacheco (guitarra) e Kassin (baixo). Tem parcerias com Ana Carolina, Chico César e o músico congolês Lokua Kanza, com quem fez amizade na época em que ambos participaram do "Festival de Percussão Percpan", na França. Em 2013 realizou o show “Vanessa da Mata canta Tom Jobim”, viabilizado pelo projeto “Nívea Viva Tom Jobim”, no qual viajou pelo país apresentando-se no Vivo Rio, no Rio de Janeiro; no Farol da Barra, em Salvador (BA); no Parque Dona Lindu, em Recife (PE); no Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, em Brasília (DF), no Anfiteatro Pôr do Sol, em Porto Alegre (RS); e no Parque da Juventude, em São Paulo. Com direção musical de Kassin, a apresentação no Rio de Janeiro contou com a participação da cantora Maria de Bethânia, com quem dividiu os vocais em “Chega de saudade” (Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes). O registro do show foi lançado pelo selo Sony Music com o título “Vanessa da Mata canta Tom Jobim”, no qual incluiu 14 composições do maestro. O disco, produzido por Kassin, contou com arranjos de Eumir Deodato e com a participação de músicos como Alberto Continentino, Dustan Gallas e Gustavo Ruiz. Publicou seu primeiro romance “A filha das flores” (Companhia das letras), no qual narrou a história de uma menina do interior. Em 2014 lançou, pelo selo Sony Music, o CD “Segue o Som”, com 11 faixas autorais, dentre as quais a faixa título “Segue o Som”,  “Toda humanidade nasceu de uma mulher”, “Rebola nêga” e regravações de “My grandmother told me” (Tchu bee doo bee doo), “Sunshine on my shoulders” (John Denver, Dick Kniss e Mike Taylor). Apresentou o show de lançamento do disco no Circo Voador, no Rio de Janeiro, do qual foi responsável pela direção, cenário e figurino; acompanhada pelos músicos Alexandre Kassin (baixo), Danilo Andrade (teclados, programações e efeitos), Junior Boca (guitarra), Maurício Pacheco (guitarra) e Stephan San Juan (bateria). Apresentou-se na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, em show que contou com repertório do disco “Segue o Som”. Em 2015 apresentou o show “Delicadeza” no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro, acompanhada do guitarrista Maurício Pacheco e do pianista Danilo Andrade. Em 2016 participou Cerimônia de Encerramento das Paralimpíadas 2016, no Estádio do Maracanã (RJ), na qual interpretou “Conto de areia” (Toninho Nascimento e Romildo) e ainda as autorais “Por onde ando tenho você” e “Ai ai ai”. Em 2017 lançou, pelo selo Sony Music, o CD/ DVD “Caixinha de Música”, gravado ao vivo na casa Natura Musical, em São Paulo, com direção musical de Maurício Pacheco e três músicas inéditas e autorais sendo a faixa-título, “Caixinha de Música”, “Orgulho e nada mais” e “Gente feliz (Sinceridade)”, em parceria com o grupo Baiana System. Em 2018 saiu em turnê com o show “Último beijo”, em que dividiu o palco com a cantora cubana Omara Portuondo. Com músicas brasileiras e cubanas, o espetáculo foi apresentado nas capitais brasileiras Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). Em 2019 lançou o CD autoral “Quando deixamos nossos beijos na esquina”, primeiro CD que produziu, incluindo músicas inéditas como a que escreveu para seu filho “O mundo para Felipe” (c/ Liminha). O disco contou com a participação do rapper Baco Exu do Blues em “Tenha dó de mim” (Vanessa da Mata e Baco Exu do Blues). Saiu em turnê pelo país, com o show homônimo, cuja estreia foi no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA).

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