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Ugo Marotta


23/9/1942 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Participou das reuniões musicais do início da bossa nova nos apartamentos da Zona Sul do Rio, ao lado de Tom Jobim, Roberto Menescal, Nara Leão, Carlos Lyra, Sérgio Mendes, Tito Madi, Sylvia Telles, Vinicius de Moraes, Baden Powell e Ronaldo Bôscoli.

Ao lado de Roberto Menescal (violão e guitarra), Eumir Deodato (piano), Sergio Barrozo (contrabaixo) e João Palma (bateria), integrou, como vibrafonista, o Roberto Menescal e Seu Conjunto, com o qual gravou os LPs "A Bossa Nova de Roberto Menescal e Seu Conjunto" (Elenco, 1963), “Bossa Nova” (imperial, 1964), "A Nova Bossa Nova de Roberto Menescal e Seu Conjunto" (Elenco, 1964) e “Surf board” (Elenco, 1966).

Ainda na década de 1960, gravou com inúmeros outros artistas, como Maysa (LP “Maysa”, Elenco, 1964), Marcos Valle ("Samba Demais", Odeon, 1964), Wanda Sá (LP “Wanda Vagamente”, RGE, 1965), Sylvia Telles ("It Might As Well Be Spring", Elenco, 1966), Carlos Lyra, Quarteto em Cy, MPB4, Billy Blanco, Paulo Moura, Beth Carvalho, Marcos Valle, Eumir Deodato, Sergio Barrozo e Maurício Einhorn, entre vários outros. Gravou também, para a L&M Propaganda LTDA., um arranjo especial para “Summertime” (Gerschwin e Heiward), lançada em compacto simples pela PSOM Produções Sonoras e contendo, no lado A, uma versão de Sarah Vaughan para a mesma canção. Participou de festivais de música, assinando arranjos para várias canções. Em 1968, trabalhou na produção e direção musical do "Musicanossa", realizado no Teatro Santa Rosa, em Ipanema (RJ), ao lado de Roberto Menescal, Tito Madi, Mário Telles, Paulo Sérgio Valle, Tibério Gaspar e outros artistas. Participou, como arranjador e instrumentista, dos LPs “Isto é Musicanossa!” (Rozeblit), “Musicanossa” (RCA Victor, 1968), “Musicanossa” (Forma), “Musicanossa – O Som & O Tempo” (Odeon), registros fonográficos do projeto lançados nesse mesmo ano.

Na década de 1970, assinou direção musical e arranjos nos LPs “A Era de Ouro da Música Italiana – I Cantanti de Bruno Marotta” (Fontana/Philips, 1977), “A Era de Ouro do Cinema - The John Wellington Strings Orchestra” (Fontana/Philips, 1977), “A Era de Ouro da Música Francesa - Maurice Duboc Et Son Ensemble” (Fontana/Philips, 1978) e “A Era de ouro da Broadway - John J. Hedys Band & Voices (Fontana/Philips, 1979).

Em 1984, gravou participação no LP “Silvan Castelo Neto – 60 Anos de Música”, nas faixas “Me faz um bem”, com a cantora Zezé Gonzaga, “Deixei uma lágrima rolar”, com o grupo Nó em Pingo d’Água, “Quatro letras”, com o pianista Osmar Milito, e “Brincar de amor”, com Marcio Lott e Don Harris.

Como tecladista e arranjador, lançou, em 1997, o CD “Simplesmente Bossa”, com as canções “Ela é carioca”, “Este seu olhar” e “Corcovado”, todas de Tom Jobim, “O barquinho”, “Rio” e “Você”, todas de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, “Berimbau” e “Deixa”, ambas de Baden Powell e Vinicius de Moraes, “Saudade da Bahia” (Dorival Caymmi) e “Você e eu” (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes). A seu lado, os músicos Sergio Barrozo (contrabaixo) e Zezinho (bateria r percussão), e nos vocais Hedys Marotta, Bianca Marotta e Ricco Duarte.

Como arranjador, atuou em discos de Pacífico Mascarenhas ("Sambacana", Odeon, 1964), Aracy de Almeida ("Samba é Aracy de Almeida", Elenco, 1966), Quarteto em Cy ("Quarteto em Cy", Elenco, 1966, e “Em Cy Maior, Elenco, 1968), Quarteto em Cy e Tamba Trio ("Som definitivo", Forma, 1966), O Grupo (“O Grupo”, Odeon, 1968), Jair Rodrigues (“Menino Rei da Alegria” (Philips, 1968), Jorge Ben (“Solta o pavão”, Philips, 1975) e vários outros.

Trabalhou também como arranjador e compositor de vinhetas publicitárias (Embratel, Shell, Sears, Repórter Esso e outras) e para trilhas sonoras filmes do cinema brasileiro, entre os quais “Ele e o Rabisco” (1966), “Os Fantasmas Trapalhões”, “Urubus e Papagaios” e “As Aventuras de Sérgio Mallandro”.

Como compositor, teve canções gravadas por Roberto Menescal e Seu Conjunto (“Inverno” e “Verão”, ambas com Ronaldo Ferraz, e “Cinco por oito”), Carlos Galhardo (“Não me deixe só”, com Vica Giffoni), Quarteto 004 (“É tarde”, com Vica Giffoni), Quarteto em Cy (“Espere um pouco”, com Vica Giffoni), Trio Irakitan (“Não fique triste”, com Ronaldo Ferraz), Gabriel Guerra e Claudia Telles (“Novos caminhos”, com Claudia Telles) e outros intérpretes.

Como produtor musical, assinou vários títulos, entre os quais “Antologia do Piano” (Philips, 1976), de Luiz Eça, "Tributo a Tom Jobim" (CID, 2004), de Claudia Telles, "Bossa, MPB e Eu" (2005), de Gabriel Guerra, e ainda "Quarenta" (Rob Digital, 2006) e "Tributo a Art Blakey" (Rob Digital, 2008), ambos de Pascoal Meirelles.

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