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Turíbio Santos

Turíbio Santos
7/3/1943 São Luís, MA

Dados Artísticos

Iniciou sua carreira profissional em 1962, em um concerto realizado em São Luís. Nesse mesmo ano, voltou a se apresentar no Rio de Janeiro, ocasião em que conheceu Arminda Villa-Lobos, esposa de Heitor Villa-Lobos, que viria a ser de fundamental importância em sua carreira. Foi a pedido dela que fez sua primeira gravação, um LP com os 12 estudos para violão de Villa-Lobos.

Em 1963, realizou a primeira audição da composição "Sexteto místico", também de Villa-Lobos, atuando ao lado de um conjunto camerístico.

No ano seguinte, participou de um movimento pela integração dos gêneros popular e erudito, liderado por Hermínio Bello de Carvalho. Nessa ocasião, exibiu-se ao lado de outros artistas, como Clementina de Jesus, Jacob do Bandolim, Paulo Tapajós e Araci de Almeida.

Em 1965, obteve consagração internacional ao vencer o "Concours International pour la Guitare", promovido pela Rádio e Televisão Francesa. Foi nomeado professor de dois conservatórios em Paris. Gravou, nessa cidade, cerca de dez LPs, lançados simultaneamente na França, Inglaterra, Estados Unidos, Japão, Austrália e outros países. Estudou com dois dos maiores nomes do violão do século XX: Julian Bream, na Inglaterra, e Andrés Segóvia, na Espanha. Apresentou-se por toda a Europa como solista.

Em 1972, atuou ao lado de Elizeth Cardoso, interpretando a "Seresta nº 5", de Villa-Lobos, para a série "Concertos para a Juventude", da Rádio MEC. Nesse mesmo ano, apresentou-se com Leonard Bernstein e Arthur Rubinstein na temporada do anfiteatro da Faculdade de Direito, em Paris.

Em 1983, criou a Orquestra de Violões do Rio de Janeiro, integrada por seus alunos, e a Orquestra Brasileira de Violões.

Dois anos depois, recebeu a comenda de "Chevalier de la Legion D' Honneur", conferida pelo governo francês. A partir desse ano, passou a exercer o cargo de diretor do Museu Villa-Lobos.

Em 1989, foi condecorado oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Sua discografia inclui mais de 40 LPs gravados, sendo que muitos deles foram relançados em CD.

Em 2001, lançou o CD "John Sebastian Bach visita a Mata Atlântica".

Flertando com o cancioneiro popular, lançou, em 2008, ano de seu 65º aniversário, o 65º disco, "Mistura brasileira", cujo repertório registra clássicos de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira ("Asa branca", "Juazeiro" e "Baião") e Jackson do Pandeiro ("O canto da ema", "Forró em Limoeiro" e "Sebastiana"), mistura Tom Jobim e Villa-Lobos, e inclui composições próprias, como "Prelúdio da Rosa", entre outras

É membro fundador do Conseil d' Entraite Musicale da UNESCO.

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