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Torquato Neto

Torquato Pereira de Araújo Neto
9/11/1944 Teresina, PI
10/11/1972 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Com Caetano Veloso e Capinan, escreveu o show "Pois é", estrelado por Vinicius de Moraes, Maria Bethânia e Gilberto Gil, em setembro de 1966. Ainda neste ano, Jair Rodrigues e Elis Regina, no LP "Dois na bossa nº 2", gravaram "Louvação" (c/ Gilberto Gil) e Elis Regina, em disco solo "Elis" interpretou "Pra dizer adeus" e "Veleiro", parcerias de Torquato Neto com Edu Lobo. Neste mesmo ano, Jair Rodrigues, no LP "Vou deixar cair", interpretou "Vento de maio", parceria com Gilberto Gil. Ainda em 1966, Edu Lobo e Maria Bethânia, em dueto, gravaram "Pra dizer adeus", "Veleiro" e "Lua nova", no disco "Maria Bethânia", todas composições parcerias de Edu e Torquato. No ano seguinte, em 1967, Nara Leão interpretou "Vento de maio" (c/ Gilberto Gil), Gilberto Gil gravou "A rua", "Minha senhora" e "Louvação", parcerias com Gil. Gal Costa e Caetano Veloso, no LP "Domingo", gravaram "Zabelê", "A rua", "Domingou" e "Minha senhora", parcerias de Torquato com Gilberto Gil e "Nenhuma dor" (c/ Caetano Veloso), além da composição "Rancho da Rosa Encarnada", de Torquato, Geraldo Vandré e Gilberto Gil. Ainda em 1967 Caetano Veloso, em compacto simples, interpretou "Ai de mim, Copacabana", parceria de ambos. É considerado um dos principais letristas do movimento Tropicalista, sendo o autor da ideia de um "disco movimento", do qual participou, chamado "Tropicália ou panis et circensis", lançado em 1968, ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Nara Leão, Capinan, os Mutantes e Rogério Duprat (grupo que aparece na capa do disco).   Segundo o poeta paulista Décio Pignatari:   "O termo certo em latim seria 'panem' e não 'panis'"   Neste LP foram gravadas, de sua autoria, "Geleia geral" (c/ Gilberto Gil), cantada pelo parceiro, e "Mamãe coragem" (c/ Caetano Veloso), interpretada por Gal Costa. Neste mesmo ano de 1968, Caetano Veloso gravou duas parcerias de ambos: "Deus vos salve a casa santa" e "Ai de mim, Copacabana"; Nara Leão regravou "Mamãe coragem" e "Deus vos salve a casa santa", ambas em parceria com Caetano Veloso, Gilberto Gil interpretou "Marginália II" e "Domingou", ambas de sua parceria com Torquato. Neste mesmo ano, participou do programa "Divino, Maravilhoso", de Caetano Veloso e Gilberto Gil, apresentado na TV Record, em São Paulo. Elizeth Cardoso, no LP "Momentos de amor", interpretou, de sua autoria, "Pra dizer adeus", letra usualmente considerada uma das obras-primas da MPB. Ainda em 1968, Maria Bethânia, no LP "Recital na Boate Barroco - Ao vivo", interpretou "Marginália II". No ano seguinte, em 1969, Gal Costa gravou "A coisa mais linda que existe", parceria de Torquato com Gilberto Gil. Neste mesmo ano, Nonato Buzar gravou "Quase adeus" (Nonato Buzar, Carlos Monteiro de Souza e Torquato Neto) e Elizeth Cardoso regravou "Pra dizer adeus", no LP "Elizeth Cardoso e Zimbo Trio balançam na Sucata", pela gravadora Copacabana. Ainda em 1969 Gal Costa no LP "Gal Costa" interpretou "Coisa mais linda que existe", parceria com Gilberto Gil. No ano seguinte, em 1970, Nonato Buzar interpretou "Que película", parceria de ambos. Neste mesmo ano, Sérgio Mendes, no LP "Sérgio Mendes presents Lobo", disco lançado somente no mercado americano, verteu para o inglês "Pra dizer adeus" renomeada para "To say goodbye" vertida para o inglês pela cantora Lany Hall. Ainda no ano de 1970 teve sua composição "Meu choro pra você", em parceria com Gilberto Gil, interpretada por Isaurinha Garcia e Noite Ilustrada no LP "Papo furado", de Isaura Garcia e Noite Ilustrada, lançado pela gravadora Continental. No ano seguinte, em 1971, compôs com Nonato Buzar "O homem que deve morrer", tema de abertura da novela homônima da TV Globo. Neste mesmo ano de 1971, compôs, com Roberto Menescal, "Tudo muito azul", que fez parte da trilha sonora da novela "Minha linda namorada", da TV Globo, interpretada por Ângela e Paulo Sérgio Valle e incluída na trilha da novela. Outro sucesso de sua autoria, "Let's play that" (c/ Jards Macalé), foi gravado pelo parceiro em 1972. Neste mesmo ano a cantora Lena Rios gravou "Sem essa aranha", parceria com Carlos Galvão em disco homônimo. Após sua morte, Marcos e Paulo Sérgio Valle compuseram a música "Samba fatal", em sua homenagem. No ano seguinte, em 1973, Gal Costa interpretou "Três da madrugada", parceria com o baiano Carlos Pinto. Neste mesmo ano Orlando Silva regravou "Pra dizer adeus", no LP "Orlando Silva hoje". Ainda na década de 1970, Paulinho Diniz musicou e lançou, em disco, "Um dia desses eu me caso com você". No ano de 1976, Hyldon, no LP "Deus, a natureza e a música", lançado pela Polydor, incluiu "Pra dizer adeus", que contou com arranjo e participação do pianista Cristóvão Bastos.  No ano de 1981, no disco "Tom & Edu", foi incluída a regravação de "Pra dizer adeus". Em 1982 Olívia Hime regravou "Domingou" (c/ Gil), "A rua" (c/ Gilberto Gil) e "Rancho da Rosa Encarnada", parceria com Geraldo Vandré e Gilberto Gil no LP "Segredo do meu coração". Neste mesmo ano, pelos 10 anos da morte do poeta, o poeta Xico Chaves organizou o evento "10 Anos Sem Torquato", na Casa do Estudante Universitário (CEU), do qual participaram vários poetas, entre os quais o próprio Xico Chaves, Salgado Maranhão, Waly Salomão e Chacal. Em 1985 foi editada, pela RioArte, uma pequena tiragem de dois mil discos da coletânea "Torquato Neto - Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia". O LP reuniu parte da obra do compositor (12 composições) com interpretação de vários artistas da MPB (Elis Regina e Jair Rodrigues, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Gal Costa e Caetano Veloso, Jards Macalé, Elis Regina, Caetano Veloso). Em 1988, o grupo de rock Titãs gravou o disco "Go back", título retirado da composição "Go back", poema de Torquato Neto musicado por Sérgio Britto, um dos integrantes do grupo. Dois anos depois, em 1990, Mauro Diniz gravou "Pra dizer adeus" (c/ Edu Lobo), no LP "Simplesmente Mauro Diniz", pelo selo Tropical. No ano posterior, em 1991, no Disco "Daniela Mercury", a cantora interpretou "Geleia geral" (c/ Gilberto Gil). No ano de 1992, Nana Caymmi interpretou "Zabelê" (c/ Gilberto Gil) e Francis Hime gravou "Minha senhora" (c/ Gilberto Gil). Ambas as composições foram incluídas no songbook de Gilberto Gil, de Almir Chediak, lançado pela Lumiar Discos. Neste mesmo ano o cineasta Ivan Cardoso produziu e dirigiu o documentário "Torquato Neto, O Anjo Torto da Tropicália - parte I e II", para a TV Manchete, do Rio de Janeiro, com depoimentos de Augusto de Campos, Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Edu Lobo, Tom Zé, Julio Medaglia, Décio Pignatari, Rogério Sganzerla, Júlio Bressane, Carlos Imperial, Waly Salomão, José Mojica Marins, José Simão, Jards Macalé e Luiz Melodia. No ano posterior, em 1993, o grupo de pagode Só Pra Contrariar regravou "Go back" (Sérgio Brito e Torquato Neto). No ano seguinte, em 1994 no CD "Let's play that", Jards Macalé interpretou a faixa-título, parceria com Torquato Neto. Em 1995 os irmãos Dori e Nana Caymmi interpretaram "Pra dizer adeus" no songbook de Edu Lobo, também produzido por Almir Chediak. Neste mesmo ano, Ana de Hollanda, no CD "Tão simples", interpretou a mesma composição. No ano seguinte, em 1996, foi apresentado o show "Tributo ao poeta Torquato Neto", no Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho - Castelinho do Flamengo, no Rio de Janeiro, do qual participaram vários artistas entre músicos e poetas. No ano de 1997, no disco "Tropicália - 30 Anos" (gravadora Natasha Records), a Banda Cheiro de Amor interpretou "Geleia Geral". Luiz Melodia gravou "Começar pelo recomeço", parceria de ambos, no CD "14 quilates". Neste mesmo ano de 1997, foi incluída na antologia poética "Nothing the Sun Could Not Explain", editada em Los Angeles e organizada pelo americano Michael Palmer com os brasileiros Nelson Ascher e Régis Bonvicino. Logo depois, em 1998, a cantora mineira Patrícia Ahmaral, na "Primeira Bienal de Poesia de Belo Horizonte", apresentou o show "Torquato Total", só com composições do poeta. Neste mesmo ano Nana Caymmi interpretou "Cantiga" (c/ Gilberto Gil) no CD "Resposta ao tempo" e Jards Macalé incluiu, em seu disco "O q faço é música", duas composições da parceria de ambos: "Dente por dente" e "Destino".  Em 1999 na caixa "Todo Caetano", lançado somente no Japão, foi incluída a faixa "Ai de mim, Copacabana", parceria de Caetano e Torquato. A composição "Todo dia é dia D" (Carlos Pinto e Torquato Neto) foi incluída no CD "Cidade do Salvador", de Gilberto Gil. Posteriormente, no ano 2000, Belô Veloso regravou "No dia em que vim me embora" (c/ Caetano Veloso) e o grupo Cantores do Chuveiro incluiu, em seu show, roteirizado por Ricardo Cravo Alvin, a música "Pra dizer adeus", logo depois gravada no primeiro CD do grupo, lançado pela gravadora CID. Neste mesmo ano, Sérgio Brito (do grupo Titãs) interpretou, em seu disco solo, "A minha cara" (Abril Music), a composição "O bem e o mal", parceria póstuma com Torquato Neto. O grupo Nouvelle Cuisine regravou "Pra dizer adeus" no CD "Free bossa". Em 2001 o grupo Titãs regravou a composição "O homem que deve morrer" (Nonato Buzar e Torquato Neto) e gravou "Daqui pra lá" (música de Sérgio Brito sobre poema de Torquato) no disco "A melhor banda de todos os tempos da última semana". Neste mesmo ano de 2001 o cantor Freddy Cole (irmão de Nat King Cole) regravou "Pra dizer adeus" vertida para o inglês pela cantora Lany Hall sob o título "To say goobye". No ano seguinte, em 2002, "O terror da Vermelha" (Vermelha a que o filme se refere é um bairro de Teresina), sua única experiência em direção de superoito, filmado em 1972 e montado em 1973 por Carlos Galvão, foi exibido, publicamente, pela primeira vez, dentro da mostra "Marginália 70 - O Experimentalismo no Super-8 Brasileiro", que integrou o "Projeto Anos 70", do Itaú Cultural. Ainda em 2002, no show "A melhor banda de todos os tempos da última semana", no Canecão, no Rio de Janeiro, a banda de rock Titãs incluiu "Pra dizer adeus". Neste mesmo ano, Ronaldo Bastos e Leonel Pereda organizaram a coletânea "Todo dia é dia D", na qual foram incluídas composições da fase tropicalista do poeta: "Pra dizer adeus" e "Lua nova", ambas em parceria com Edu Lobo (retiradas do disco "Edu & Bethânia") e "Veleiro" (c/ Edu Lobo), interpretada por Elis Regina. Ainda deste disco-coletânea fizeram parte "Geleia geral" (c/ Gilberto Gil), gravada em 1973 pelo parceiro, "Mamãe coragem" (c/ Caetano Veloso), interpretada por Nara Leão, e a faixa-título "Todo dia é dia D", parceria com Carlos Pinto, gravada por Gilberto Gil, de 1973. Também foi incluída neste CD a música "Começar pelo recomeço", parceria póstuma com Luiz Melodia e ainda "Três da madrugada" (c/ Carlos Pinto), interpretada por Gal Costa. O disco foi lançado pela gravadora Dubas Música, em julho de 2002. Neste mesmo ano, foi lançado o livro "Velhas Histórias, memórias futuras" (Editora Uerj), de Eduardo Granja Coutinho, no qual o autor faz várias referências ao poeta. Ainda em 2002, o paulista Moisés Santana, pela Lua Discos, interpretou "Marginália II" (c/ Gilberto Gil). No ano de 2003 Zeca Baleiro e Fagner musicaram a letra inédita "Daqui pra cá, de lá pra cá", cedida por Ana Araújo, viúva do poeta. A composição foi incluída no disco "Raimundo Fagner e Zeca Baleiro", disco no qual também foi regravada a composição "O homem que deve morrer" (Nonato Buzar e Torquato Neto). Neste mesmo ano, Renato Piau incluiu "Andarandei", parceria de ambos, no disco "Blues do Piauí". Em 2004 Geraldo Azevedo gravou "O nome do mistério", uma parceria inédita com Torquato Neto,   no disco "O Brasil existe em mim". Neste mesmo ano, após uma pesquisa de vários anos, o jornalista Paulo Roberto Pires reuniu em dois volumes uma parte da obra do poeta: "Torquatália - do Lado de Dentro. Vol. I" e "Torquatália: geleia geral.  Vol.II", lançados pela Editora Rocco, do Rio de Janeiro. No volume "Torquatália - do lado de dentro" foram compiladas cerca de 40 composições inéditas do poeta, entre as quais "Capitão Lampião" (c/ Caetano Veloso, de 1968), "O nome do mistério" (c/ Geraldo Azevedo, de 1970), "Rancho da boa-vinda" (c/ Gilberto Gil, de 1966), "Fique sabendo" (c/ João Bosco e Chico Enói) e "Que tal" (c/ Luiz Melodia, de 1972). Ainda em 2005 foi lançado o disco "Torquato Neto - Só quero saber do que pode dar certo - 60 anos", do qual participaram vários artistas, entre os quais Cláudia Simone em "Poema do aviso final" (c/ Gomes Brasil, James Brito e Mike Soares); Fifi Bezerra em "Literato contabile" (c/ Feliciano Bezerra) e Geraldo Brito em "Go back II" (c/ Geraldo Brito). Neste mesmo ano, de 2004, Renato Piau regravou "Andarandei" (parceria de ambos) em seu disco "Guitarra Brasileira 2". No ano seguinte, em 2006, foi montada a peça "Artorquato", sobre a vida e a obra do artista. A peça, com direção do psicanalista Antonio Quinet, foi encenada por Gilberto Gawronski, Cristina Aché e Ronaldo Bottino. Em 2007 foi lançado, pela Halley Gráfica Editora e Fundação Quixote, o livro "Torquato - Cancioneiro Torquateano - A Palavra Cantada - 1965/1972", no qual também foi encartado um CD, no formato de áudio em mp3, com 70 gravações de suas composições por diversos intérpretes, entre os quais Gilberto Gil, Mirian Eduardo, Cláudia Simone, Maria Bethânia, Daniela Mercury, Ana Miranda, Gal Costa, Beti Moreno, Fátima Lima, Elis Regina, Jair Rodrigues, Francis Hime, Nana Caymmi, Caetano Veloso, Coral do Sebrae, Belô Veloso, Laurenice França, Edna Lago, Nara Leão, Edu Lobo, Leila Pinheiro, Leo Gandelman, Rubeni Miranda, Jards Macalé, Joyce, Novvelle Cuisine, Titãs, Edvaldo Nascimento, Só Pra Contrariar, Luiz Melodia, Ângela, Paulo Sérgio Valle, Sérgio Britto, Zeca Baleiro, Raimundo Fagner, Renato Piau, Feliciano Bezerra, Geraldo Brito, Rubens Lima, Machado Jr, Lena Rios e Silizinho. No livro também foram incluídas parcerias inéditas do poeta com Caetano Veloso, Gilberto Gil, João Bosco e Chico Enói, Carlos Galvão, Toquinho e Luiz Melodia. O livro foi lançado oficialmente no "5º Salão do Livro do Piauí" (SALAPI) no "Ano Torquato Neto 2007", instituído pela Secretaria de Cultural do Estado do Piauí. Em 2010 sob o título "Torquato Neto: Baú do Torquato", foi lançado o vídeo sobre a obra do poeta, com imagens captadas por Talyta Magno. Dois anos depois, em 2012, foi lançado o livro "Torquato Neto ou A carne seca é servida", organizado pelo jornalista Kenard Kruel e ainda o livro de poesias "Juvenílias - poesia escrita entre 17 -19 anos", com organização de George Mendes e Paulo José Cunha. Também em 2012 foi publicado o livro "O fato e a coisa - poemas inéditos escritos de 1962 a 1964", escritos por Torquato Neto sob pseudônimo de Adriano Jorge, com organização de Paulo José Cunha e George Mendes. No ano seguinte, em 2013, o jornalista curitibano Toninho Vaz lançou "A Biografia de Torquato Neto", pela Editora Nossa Cultura, no qual contou com diversos depoimentos de artistas e familiares através das 408 páginas repletas de fotos do poeta. Neste mesmo ano sua composição "Pra dizer adeus", foi regravada por Edu Lobo e Maria Bethânia, sendo incluída no CD "Edu Lobo 70 anos", lançado pela gravadora Biscoito Fino. No ano de 2014, nas comemorações dos 70 anos do poeta, foram feitos vários shows, lançamentos de livros, exposições e palestras sobre o poeta, destacando-se a temporada do show   da cantora piauiense Patricia Mellodi, no Teatro Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, com direção de Márcio Trigo, no qual também foi apresentada uma exposição multimídia sobre a obra e a vida do homenageado (com fotos, poesias e textos, sob orientação de George Mendes, primo e curador do poeta).  Neste mesmo ano Patricia Mellodi apresentou o espetáculo "ANJO TORTO - Patricia Mellodi canta Torquato Neto", dirigido por Márcio Trigo, no Theatro 4 de Setembro, em São Luiz, no Piauí. Ainda em 2014 o radialista gaúcho Vanderlei Malta da Cunha encontrou no seu acervo entrevistas raras feitas nos bastidores do "IV Festival da Música Brasileira da TV Record", em novembro de 1968, nas quais entrevistou Tom Zé, Caetano Veloso e Rogério Duprat, além de Torquato Neto, em registro, considerado o único da voz do poeta, no qual, entre vários assuntos. O poeta falou sobre a questão da poesia na letra de música e a importância deste poetas da música na literatura oral brasileira. Ainda em 2014 a cantora e compositora Joyce musicou o poema sem título "O poeta nasce feito", que Torquato Neto havia feito em Paris para Ronaldo Bastos. Em vida o poeta havia mencionado, em um texto, o desejo de uma parceria de ambos, por sua admiração pela compositora. Também em 2014 foi apresentado no Sesc Ginástico, no Centro do Rio de Janeiro, o evento "Torquato Neto - Eu sou como eu sou", com Roda de Conversa envolvendo Ana de Oliveira, Toninho Vaz e Eduardo Ades, tendo como mediadora Marina Filgueira e show de encerramento com Jards Macalé, com participação especial da cantora Ava Rocha. Neste mesmo ano de 2014 foi finalizado o documentário "Anjo torto", dos diretores Marcus Fernando e Eduardo Ades, com apoio do Canal Brasil. Em 2015 Chico César  lançou o CD "Estado de poesia", no qual incluiu uma parceria póstuma com o poeta, "Quero viver" (Chico César e Torquato Neto). No ano seguinte, em 2016, a cantora e compositora Patricia Mellodi, acompanhada pelo Zerooitomeia Trio, apresentou-se o show  "Patricia canta Torquato Neto", no "Projeto Anjo Torto - 50 anos da Tropicália", da "Feira Literária da cidade de Picos- Piauí". No ano de 2017 Joyce Moreno lançou o CD de inéditas "Palavra e som" (gravadora Biscoito Fino), no qual incluiu a composição "O poeta nasce feito", parceria de ambos. Entre suas composições de sucesso estão "Louvação" e "Vento de maio", com Gilberto Gil, e "Pra dizer adeus", com Edu Lobo, sendo regravada por Maria Bethânia, ainda na década de 1960 e, posteriormente, regravada por Tom Jobim e Edu Lobo, entre outros. Entre seus parceiros constam, também, o pianista Luiz Eça e o violonista Toquinho.  Segundo o historiador Jairo Severiano ('A canção do tempo' vol. 2, p.125), sua composição "Geleia geral", em parceria com Gil:   "Representa uma síntese dos cânones do próprio movimento tropicalista, além de ser modelo de seu contorno poético".

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