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Tião Carreiro

José Dias Nunes
13/12/1934 Montes Claros, MG
15/10/1993 São Paulo, SP

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Crítica

Ele foi o criador de um estilo, de uma maneira inimitável de interpretar e de tirar luminosidade das cordas de sua viola. Em suas mãos a viola transformou-se em força viva da natureza a verter musicalidade. Em seus dedos de fogo ela ardia em sons candentes de amorosas toadas de amor ou em chicotadas vibrantes de encantamento. Na sua voz o cotidiano do homem do campo e as agruras do trabalhador rural se faziam representar. Seu canto e sua vida se misturaram numa mesma lenda. Não foi apenas mais um artista da música popular brasileira. Foi “O Artista” com letra maiúscula e toda a auréola que cerca os magistrais.

Gravou discos e se apresentou em programas de rádio e de televisão. Mas também arrebatou multidões para vê-lo tocar em circos e praças de cidades do interior, em cinemas e em clubes. Também deu shows memoráveis em rodas de violeiros e pessoas do interior em noites de lua cheia em sítios e fazendas de amigos e admiradores.

Para ele, tocar sua viola era uma sina. A sina do cantador, a sina do violeiro e ninguém mais do que ele encanou essa sina. E essa lenda. No fértil campo da música popular brasileiras há muitos e muitos músicos de primeira qualidade. Tião Carreiro está na faixa daqueles poucos que estão além de qualquer grau de excelência, pois entraram no espaço mítico da lenda. Para um número grande de pessoas seu nome consta em qualquer lista de três dos maiores músicos brasileiros do século XX. Criou o pagode sertanejo, inventado a partir de seu jeito peculiar de tocar. Na batida do pagode seus dedos desembaraçados fizeram transbordar rios de lágrimas de emoções vertidas no encanto de ouvir o trinado lacerante da sua viola.



Paulo Luna

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