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Tia Doca

Jilçária Cruz Costa
20/12/1932 Rio de Janeiro, RJ
25/1/2009 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Em 1970 entrou para a Velha Guarda por sugestão de Alberto Lonato, tendo como examinadores Alvaiade e Armando Santos, vindo a substituir Tia Vicentina. Fazendo parte da Velha-Guarda da Portela gravou em vários disocs (LPs e CDs) entre os anos de 1970 e 2007, além de participar como pastora da Velha-Guarda da Portela de vários outros discos de artistas, principalmente do samba. Em 1980 interpretou, em dueto com Monarco, seu partido-alto "Temporal" no LP "Terreiro", de Monarco, lançado pela gravadora Eldorado. No ano de 1989 Jovelina Pérola Negra incluiu no CD "Amigos chegados" lançado pela gravadora RGE, sua composição "Orgulho negro", feita em parceria com o Jadilson Costa. No ano 2000 foi lançado o CD "Pagode da Tia Doca", com alguns dos artistas que se apresentaram ao longo dos mais de 30 anos na roda de samba. Gravou participações especiais nos discos de Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Teresa Cristina e Marisa Monte, entre outros. Em 2008 foi lançado o documentário "O Mistério do Samba", produzido por Marisa Monte, com direção de Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda. O documentário começou a ser produzido em 1998 e registrou várias fases da Velha-Guarda da Portela e apresentações por diversos estados e países. O filme foi lançado em show no Circo Voador, com a Velha-Guarda da Portela e convidados, entre os quais Diogo Nogueira, Teresa Cristina e Mauro Diniz. Sobre o filme destacamos o seguinte trecho de matérias dem Arnaldo Jabor - Segundo Caderno 26/08/2008 O Globo:   "Não é um filme sobre o passado; é sobre um presente que nascia. Não é um filme de lamento sobre alguma coisa acabada, mas sobre a vitalidade que tem de continuar, que resiste nos subúrbios apear da violência da indústria cultural de massas e da boçalidade dos pagodes de jabás e de boquinhas de garrafa ou axés de multidões burras. No filme estão todos os grandes artistas: o espírito de Manacéa, Jair do Cavaquinho, Argemiro Patrocínio, Casquinha, Monarco, o filho mais moço Paulinho da Viola, protegido por Tia Surica e Tia Doca. Nele está Zeca Pagodinho, preservando em corpo e alma o espírito desse tempo, hoje. A Portela aparece nas pequenas coisas: sapatos brancos e pretos, as mãos gastas, os rostos comidos pelo tempo, mas vivos de alegria, os pés descalços, os retratos na parede, a comida, a cerveja, os cavaquinhos e pandeiros".   Faleceu no dia 25 de janeiro do ano de 2009, tendo recebido várias homenagens em várias midias impressas e eletrônicas.  Sobre sua importância para o samba carioca, declarou a compositora mangueirense Leci Brandão:   "Uma das matriarcas do samba... Uma celebridade de verdade, simples e humilde".   Seu corpo foi velado na quadra da Portela, em Madureira e o sepultamento ocorreu no Cemitério de Irajá.

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