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Sulino

Francisco Gottardi
1924 Penápolis, SP

Dados Artísticos

Filho e neto de violeiros, começou a cantar ainda criança, acompanhando-se ao cavaquinho. Em 1942, adotou o nome artístico de Limeira e formou com Amélio Posso a dupla Limeira e Limeirinha, que se desfez três anos depois. Ainda em 1945, juntou-se a Marrueiro e ao sanfoneiro Castelinho e criou o Trio Campeiro, que durou pouco tempo, surgindo, então, a dupla Sulino e Marrueiro.

Em 1949, a dupla gravou o primeiro 78 rpm pela gravadora Copacabana, em disco que incluiu sua composição "Morena de olhos pretos", parceria com Teddy Vieira. Em 1958, sua moda-de-viola "Boi fumaça", com Moacyr dos Santos, foi gravada pela dupla Leôncio e Leonel. Em 1962, teve o arrasta-pé "Bola na rede", com Moacyr dos Santos, e a moda-de-viola "Velho peão", com Teddy Vieira, gravadas pela dupla Zico e Zeca, na gravadora Sertanejo. No mesmo ano, a dupla Craveiro e Cravinho gravou a moda-de-viola "Milagre do retrato", com Paulo Calandro, e a cana-verde "Pelé dos pobres", com Moacyr dos Santos e Fernandes; a dupla Zé do Carro e Praianinho gravou a moda-de-viola "Rei da invernada", com Teddy Vieira, além da valsa "Nenhuma notícia dela", com Luiz Cavalcânti e Remo Menezes, que foi registrada pelo cantor Valdemar Roberto; o corrido "Nossos desejos", com José Fortuna, lançado pela dupla Leôncio e Leonel, e a moda-de-viola "Castigo de fazendeiro", com Roque José de Almeida, gravada pela dupla Jacó e Jacozinho. Em 1963, os pagodes "O pobre e o rico" e "Bom de bico", com Moacyr dos Santos, foram gravados pela dupla Leôncio e Leonel. Em 1964, o pagode "Rosa da roseira", com Moacyr dos Santos, foi gravado pela dupla Leôncio e Leonel, e o pagode "Sou igual", também com Moacyr dos Santos, foi gravado pela dupla Craveiro e Cravinho.

Até a morte de Marrueiro, em 1978, gravou mais de vinte discos com o companheiro, entre discos de 78 rpm e LPs.

Ainda em 1978, formou uma nova dupla com Amarito, com quem gravou mais alguns discos, ao longo de quatro anos. No mesmo período, foi presidente dos juri dos festivais da Rádio Record. Foi, também, diretor artístico do setor de música sertaneja da gravadora RGE, até 1984. Foi um dos fundadores do Ecad. Além de compositor e cantor, escreveu diversas peças teatrais, apresentadas com sucesso, em diversos circos pelo Brasil. Foi parceiro, entre outros, de Teddy Vieira, Moacyr dos Santos e José Fortuna. Teve mais de 60 músicas gravadas por ele, em dupla com Marrueiro, ou por outras duplas, como Leôncio e Leonel, Jacó e Jacozinho, Craveiro e Cravinho e Zico e Zeca.

São de sua autoria, entre outras, as peças "Volta do boiadeiro", "Quatro caminhos", "Quatro pistoleiros a caminho do inferno", "Vingança se escreve com sangue", "Cada bala uma sepultura". Entre seus grandes sucessos estão as músicas "Mandamentos do chofer" e "A volta do Corumba", com Ado Benatti, "Bom Jesus de Pirapora" e "Estranho retrato", com Teddy Vieira; "Abismo cruel" e "Laço de amor", com José Fortuna, "Flor cobiçada", com Anacleto Rosas Jr., e "Laço justiceiro", apenas de sua autoria, todas gravadas por ele em dupla com Marrueiro.

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