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Sílvio Silva

José Antônio da Silva
1/7/1929 Muriaé, RJ
4/4/2008 Guarapari, ES

Dados Artísticos

Começou a cantar de forma não profissional em sua cidade natal apresentando-se em casas de amigos e festas particulares. No Rio de Janeiro, cantou em programas de calouro como "A hora do pato" apresentado por Ary Barroso na Rádio Tupi; "Trem da alegria" apresentado por Iara Sales, Lamartine Babo e Héber de Bóscoli, na Rádio Mayrink Veiga, e em um outro que era intinerante, saindo do Teatro João Caetano e que chegava a cinemas e teatros de bairros. Em 1956, foi levado por amigos a um programa de amadores chamado PRE Neno, apresentado às 6h da manhã no auditório da Rádio Mayrink Veiga que ficava lotado de gente. Os calouros aprovados nesse concurso passavam a se apresentar como amadores em vias de profisionalização e cantavam então no programa Manoel Barcelos na Rádio Nacional. Foi ouvido por  Cláudio Ramos que gostou de sua voz e o levou para a Odeon onde o diretor o levou para um programa da Rádio Nacional no qual os ouvintes tinham que adivinhar uma música que era assobiada por ele. Por sugestão de Cláudio Ramos passou a utilizar o nome artístico de Sílvio Silva. Seu sucesso como assobiador foi tão grande que quase prejudicou sua carreira de cantor pois na Rádio Nacional somente queriam que ele ficasse no programa que se chamou "O garoto assobiador". Por essa época cantou como crooner da orquestra de Orlando Silveira. Em 1958, estreou em disco pela Odeon com o bolero "Razão de um querer" de Mário Gennari e Alfredo Caruso e o samba-canção "Não há de quê", de Osmar Navarro e Fausto Guimarães. Em 1959, gravou de Umberto Silva e Fausto Guimarães o tango "Razão da minha dor" e de Bidu Reis e Murilo Latini o samba-canção "Balada do amor". No mesmo ano gravou as canções "Conversa", de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, e a "Canção do pequeno polegar", de Paul Lee, e versão de Jicê da Silva. Essa última de um filme do mesmo nome lhe rendeu muito sucesso e foi então convidado a realizar uma excursão pelo norte do país. Ainda no mesmo ano, gravou o samba-canção "Sua volta", de Romeu Nunes, e o bolero  "Prefiro duvidar", de Fernando César. De volta ao Rio de Janeiro, gravou pela Odeon o LP "Uma voz e um assobio dentro da noite". Em 1960, gravou o tango "Uma lágrima tua", de sua autoria e Romeu Nunes; a valsa "Se é um sonho", de Nilton Pereira e Evaldo José; os boleros "A força do amor", de Diplomacia, e "Amargura", de Antonio Correia, Hilton Simões e Toso Gomes; o samba-canção "Felicidade para dois", de Umberto Silva e Wilson Falcão, e a marcha-rancho "Cuidado, coração" de sua autoria e Romeu Nunes. Por essa época, apesar de cantor de fama trabalhou como vendedor de artigos masculinos na loja Barbosa Freitas, na Avenida Rio Branco. Em 1961, gravou a toada "Açucena" de Luiz Bandeira, e a guarânia "Guarânia da lua nova" de Luiz Vieira; o bolero "Palavras ao vento", de Umberto Silva, Toso Gomes e Antonio Correia, e "... E o céu também chorou", de G. Elias e I. Reid, e versão de Romeu Nunes. Em 1962, gravou os boleros "Quero você" de sua autoria e Almeida Rego, e "Tinha que ser" de Sidney Más e Roberto Silva. Na mesma época, participou como convidado dos programas de Paulo Gracindo e César de Alencar na Rádio Nacional, além de apresentar um programa semanal na TV Excelsior de São Paulo. Em 1963, gravou "Desolação" de Paulo Aguiar, Inácio Heleno e Umberto Silva, e "O que foi que eu fiz" de Romeu Nunes e Almeida Serra. No mesmo ano, o samba-canção "Intrigas", com Jair Amorim, foi gravado pela cantora Edith Veiga no LP "Noite Sem Ninguém". Por essa época casou e abandonou a carreira artística trabalhando no comércio até 1966, quando passou a trabalhar como motorista de táxi. No início da década de 1970, voltou a cantar e foi convidado a atuar na boate Michel na qual atuou durante 25 anos. Pouco depois gravou um LP pela Top Tape interpretando músicas de sua autoria e de Fernando César, e sucessos da época como "Viagem", de Paulo César Pinheiro e João de Aquino. Em 1988, uma reportagem do jornal Última Hora dava conta de que ele ainda cantava na boate Old Bristot, novo nome dado à antiga Michel. Por essa época passou a utilizar o nome artístico de Silvinho. Seu LP mais representativo foi "Silvio Silva - O garoto assobiador", lançado pela Odeon.

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