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Silvinha Araújo

Sílvia Maria Vieira Peixoto Araújo
16/9/1951 Mariana, MG
25/6/2008 São Paulo, SP

Dados Artísticos

Iniciou na vida artística aos 12 anos de idade cantando no coral organizado por sua mãe em São João Del Rey (MG) fazendo apresentações em rádios e programas culturais. Em 1965, recebeu convite de Aldair Pinto e foi para Belo Horizonte (MG) a fim de se apresentar no "Programa só para mulheres". Dois anos depois, foi para o Rio de Janeiro e foi lançada no programa do Chacrinha. Contratada pela TV Excelsior, de São Paulo, cantou algum tempo no programa do conjunto Os Incríveis. Começou a aparecer no cenário nacional junto com a turma da Jovem Guarda, e durante algum tempo, naquele período, foi considerada a Rita Pavone brasileira.  Profissionalizou-se aos 14 anos, quando participou da coletânea "Introdução", da gravadora Mocambo, com diversos artistas jovens. Na ocasião, interpretou a música "Maria Moita", de Carlos Lyra, no ano de 1965. Em 1966, passou a cantar no programa de Eduardo Araújo, "O Bom" que, em pouco tempo, deixou de ser colega de trabalho e tornou-se seu marido. No começo da carreira, utilizava o nome artístico de Silvinha. Em 1967, gravou seu primeiro disco solo, um compacto simples com as músicas "Vou botar pra quebrar" e "Feitiço de broto", ambas de Carlos Imperial. Em seguida gravou um compacto duplo com as músicas "Minha primeira desilusão", de Sissi; "Ri melhor quem ri por último", de Eduardo Araújo e Chil Deberto; "Nunca mais", de Carlos Imperial, e "A gatinha", de Édson Borges. No mesmo ano participou, com o então futuro marido Eduardo Araújo, do LP "Peruzzi e sua Banda Jovem", da Parlophone/Odeon, cantando com Eduardo Araújo as músicas "Rock around the clock", de Freedman e De Knight; "Tutti Frutti", de Penniman, Lubin e La Bostrie; "Minha prima Dayse", de Carlos Imperial; "Jambalaya", de Hank Williams; "My Bonnie", tema tradicional norte americano; "Let's twist again", de Mann e Appell; "(Baby) Hully Gully", de Smith e Goldsmith; "Quero que vá tudo pro inferno", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos; "Help", de John Lennon e Paul McCartney, e "Goiabão", de Carlos Imperial e Eduardo Araújo. Esse LP, que se tornou uma raridade, fez parte de uma campanha publicitaria do lançamento de uma moda que se chamava "bazzaz Charleston", que foi feita pela agência de publicidade Macan Herinson. Contratada pela Odeon, lançou, em 1968, o LP "Silvinha" interpretando as músicas "Professor particular", de Carlos Imperial e Paulo Silvino; "Playboy", de G. Thomas, e versão de Alf Soares; "Bem mais (Do que deveria gostar)", de Luis Vagner e Tom Gomes; "Jure por mim (Tell him)", de B. Russell, e versão de Alf Soares; "Só porque não consigo existir sem ter você", de Alf Soares; "Não posso ser feliz", de Luis Vagner e Tom Gomes; "Minha primeira desilusão" e "Meu namorado", de Síssi; "Banho de sorvete", de Carlos Imperial e Nenéo; "Aconteceu (The happening)", de E. Holland, B. Holland, Dozier e De Vol, em versão de Alf Soares; "Sabe meu amorzinho (Sadie the cleaning lady)", de Gilmore, Madura e White, e versão de Lilian Knapp, e "A mais linda flor", de Álvaro Muniz. No mesmo ano, participou da coletânea "Tesouro musical", da Odeon, interpretando as músicas "Playboy", de Thomas, com versão de Alf Soares, e "Minha primeira desilusão", de Sissi. Ainda em 1968, fez excursão com o show da Rhodia cantando na Fenit, de São Paulo, e no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e em outras capitais do país. Em seguida, foi contratada pela TV Tupi, e voltou a participar do programa dos Incríveis. Pouco depois, foi contratada pela TV Record. Lançou em 1969, o LP "Caminho sobre nuvens", no qual interpretou as músicas "Palavras de amor", versão de  Paulo Sidney, para a canção italiana "Parole d'amore", de Casa e Baldazzi; "Adeus", versão de "Goodbye", de John Lennon e Paul McCartney, feita por Fred Jorge; "Estes meus olhos (These eyes)", de Bachman e Cummings, e versão de Pedro Lopes; "Aquele olhar", de Santos Dumont; "Chá-lá-la", de Arthur Neto; "O último abraço", de Carlos Acre; "Caminho sobre nuvens (Cammino sulle novole)", de Panzeri, Pace e Colonnello, e versão de Hyldon; "Este nosso amor (Questo nostro amore)", de Wertmuller e Enriquez, em versão de Miguel; "Hoje mais do que ontem (More today than yesterday)", de P. Upton, e versão de Pedro Lopes; "Não resisti (Irresistiblement)", de G. Aber e J. Renard, e versão de Rossini Pinto; "Espere por mim (I'm a whole new thing)", de J. Goldstein e R. Regan, e versão de Pedrinho, e "Mas não deixe de ir", de Cury. Participou em 1970, da coletânea "A juventude", da gravadora Odeon, interpretando as canções "Um tipo especial de amor (I'm gonna get married)", de Christie e Herbert, e versão de Alf Soares, e "Você amor", de Eduardo Araújo e Chil Deberto. Em 1971, ainda pela Odeon, gravou o LP "Silvinha",  apresentando as músicas "Você já morreu e se esqueceu de deitar", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos; "O que fazer pra te esquecer", de Zapatta; "Estou pedindo baby",  "É minha opinião", e  "Seu amor ainda é tudo pra mim", de Eduardo Araújo e Carvalho; "Deixa o cinza deste inverno passar", de Tom e Dito; "Pra toda a geração" e "Nossos filhos serão pais", de Eduardo Araújo; "Paraíba", de Humberto Teixeira e Luis Gonzaga; "Risque", de Ary Barroso, e "Leve a vida", de Pancho e Marcelo Gastaldi. Nesse disco se destacou e foi muito elogiada sua interpretação para o baião "Paraíba", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e que na época lhe rendeu comparações  com a cantora americana Janis Joplin. Em 1972, foi contratada pela RCA Victor, gravadora na qual gravou dois compactos simples e um duplo até 1975. Nesse ano, participou com Eduardo Araújo do espetáculo "Pelos caminhos do rock" no Teatro Bandeirantes, de São Paulo.  Em seus discos pela RCA Victor gravou as músicas "Tudo"; "Pinte de amarelo a sua janela"; "Você está aqui", de Fernando e Zaga; "Baião", de Luis Gonzaga e Humberto Teixeira; "Fórmula 1 de viver", de Djalma Mellin e Eduardo Araújo; "Meu problema por um sorriso", de Tony Osanah; "Baby (Ask Me)", de Bárbara Gaskins, versão de Tony Osanah, e "Homem contra homem", de Tony Osanah. Em 1976, gravou com o marido Eduardo Araújo o LP "Sou filho deste chão - Eduardo Araújo e Silvinha", pela gravadora Beverly. Nesse LP, os dois cantaram as músicas "Sou filho deste chão", de Eduardo Araújo e Guilherme Lamounier; "Círculo vicioso" e "Ter o que eu tenho sem você", de Guilherme Lamounier; "Girassol", de Luguita e Jaime Sodré; "Capoeira", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia; "O tempo que esse tempo tem" e " Opanigê", de Eduardo Araújo e Luguita; "Manda embora a tristeza", de Eduardo Araújo e Chil Deberto; "Misturando rock com baião", de Eduardo Araújo; e "Capoeira", de Eduardo Araújo e Dirceu Medeiros. Em 1978, lançou um compacto simples com as músicas "Noites vazias", de Eduardo Araujo, e "Mãe Terra", de sua autoria e Eduardo Araujo. Estando afastada dos palcos, começou a fazer algumas vocalizações e backing vocals em jingles e discos, mas sem maiores pretensões, até que, certo dia em 1978, a cantora que deveria gravar uma peça faltou. Foi então convidada a substituí-la e agradou bastante. A partir de então, passou a ser uma das cantoras mais requisitadas para gravação de jingles. Por mais de 20 anos tornou-se uma estrela dentro dos estúdios e certamente a voz mais ouvida no Brasil em campanhas para Mc Donald’s, Coca-Cola, Unibanco, Varig, entre milhares de outras. É só pensar em uma campanha de um grande anunciante, que a sua voz estará lá. Por essa época, participou do grupo vocal 4 x 4, criado por Edgard Gianullo, e que contava ainda com Ângela Márcia e Faud Salomão, todos cantores de jingles. Em 1981, lançou, com Eduardo Araújo, o LP "Rebu geral - Eduardo Araújo e Silvinha", pela gravadora Fermata, em disco que incluiu oito parcerias da dupla Eduardo Araújo e Lula Martins: "Imagens"; "Rebu geral"; "Lança menina"; "Irradia"; "Rancho alegre"; "Sapataria progresso"; "Sob o ouro desse eterno sol", e "Queima como fogo", além de "Paixão de um cowboy", de Hugo Terçarolli Filho e Marcos Gasparini, e "Porta aberta", de Eduardo Araújo. Entre os anos 1970 e 1980, foi jurada de programas de calouros apresentados por Silvio Santos. Em 1983, gravou, pelo selo Pointer, um compacto simples com as músicas "Que as crianças cantem livres", de Taiguara, e "Desejo desejado", de Filó e Zé Maurício. Em 1985, lançou, pelo selo Pointer, o LP "Grita coração", no qual interpretou as músicas "Não precisa de palavras", de Dom Beto e Albino; "Grita coração", de Dom Beto; "Oh Boy", de Marcão; "Nos dias de hoje", de Eduardo Araújo e Maurício; "Calmaria", de Dom Beto e Pedrinho, faixa que contou com a participação especial de Dom Beto; "You light up my life", de J. Brooks; "Cidade grande", de Jane Duboc e Luca Salvia; "Só quero ter você", de Dom Beto; "Forma natural", de Brenda e Ciro; e "Sal da terra", de Beto Guedes e Ronaldo Bastos. Afastou-se da publicidade e passou a dedicar-se, juntamente com o marido Eduardo Araújo, à gravadora do casal, a Number One. Em 2001, lançou o CD "Suave é a noite", repleto de músicas românticas e participações especiais. Em 2005, lançou com Eduardo Araújo o CD "40 anos de Jovem Guarda".

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