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Silvana


Circa 1940 Campos, RJ

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística no começo dos anos 1960, quando foi descoberta pelo compositor Miguel Gustavo, que a convidou a cantar jingles comerciais, com arranjos de Altamiro Carrilho. Contratada pela gravadora Copacabana, lançou seu primeiro disco em 1961, um 78 rpm, no qual interpretou o tango "Romance", de Eduardo Patané e Almeida Rego, e o bolero "Amor, fonte da vida", de Adelson dos Santos e Roberto Muniz. No mesmo ano, gravou a "Marcha do papagaio" e o samba "Parabéns à Guanabara", ambos de Américo Rodrigues. O samba "Parabéns à Guanabara", fazia alusão ao recém criado Estado da Guanabara, a partir da inauguração de Brasília como capital do país. Ainda em 1961, sua interpretação para o samba "Parabéns à Guanabara", de Américo Rodrigues, foi incluída na coletânea carnavalesca "Carnaval é Brasil", da gravadora Copacabana. Em 1962, gravou, em dueto com o cantor Rinaldo Calheiros, os tangos "Onde estás coração?", de L. Martinez e A. P. Berto, em versão de Ubirajara Silva, e "Jura-me", de Maria Grever, e versão de Osvaldo Santiago. Em seguida, lançou, com Rinaldo Calheiros, o LP "Ouvindo-te com amor - Silvana e Rinaldo Calheiros", no qual cantaram em dueto as músicas "Amor", de Antenógenes Silva e Ernâni Campos, que logo se tornaria grande sucesso nacional; "Cantando", de Mercedes Simone, em versão de Virgínia Amorim, dueto com o cantor Rinaldo Calheiros, os tangos "Onde estás coração?", de L. Martinez e A. P. Berto, em versão de Ubirajara Silva; "Jura-me", de Maria Grever, e versão de Osvaldo Santiago, e "Eternamente", de Nelson Castro e Rossini Pacheco. Interpretou em solo nesse disco as músicas "Romance", de Eduardo Patané e Almeida Rego; os boleros "Amor, fonte da vida", de Adelson dos Santos e Roberto Muniz, e "Agora é tarde", de Irany de Oliveira e Altamito Carrilho. Também em 1962, gravou o paso doble " Novilheiro", de Maria Tereza Lara e Fernando Barreto, e o bolero "Quando o amor chegar", de Altamiro Carrilho e Jair Amorim. Ainda no mesmo ano, sua gravação para o tango "Romance", de Eduardo Patané e Almeida Rego, foi incluída no LP "16 seleções - Ao compás de tangos y boleros", da gravadora Som/Copacabana. Em 1963, lançou, pela gravadora Copacabana, o LP "Silvana - A versátil", no qual cantou "Nossa canção", de Moacir Braga e Enzo Riettio; "Doçura", de Alcyr Pires Vermelho e Maria Isabel; " Novilheiro", de Maria Tereza Lara e Fernando Barreto; "Quando se tem amor", de Altamiro Carrilho e Armando Nunes; "Terezinha de Jesus", de Britinho e Fernando César; "Desenhei corações", de Collid Filho e Oldemar Magalhães; "O dia em que me queiras", versão de Haroldo Barbosa, para o clássico tango de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera; "Chama da paixão", de Fred Jorge e Archimedes Messina; "Siboney", de Ernesto Lecuona, em versão de Braguinha; "Sonho de amor", de Waltel e Joluz; "Quando o amor chegar", de Altamiro Carrilho e Jair Amorim, e "O amor que sonhei", de Marco Aurélio. Ainda em 1963, duas gravações suas fizeram parte de coletâneas de sucessos: o bolero "Amor", de Antenógenes Silva e Ernâni Campos, lançado em dueto com Rinaldo Calheiros, incluído no LP "As 14 maiorais", e "O que será", que fez parte do LP "As 14 maiorais Nº 3", ambos da gravadora Copacabana. Em 1964, fez sucesso com a canção "Pombinha branca", de C. Concina e B. Cherubibi, em versão de Genival Melo, em disco que tinha no lado B a rumba "Siboney", de Ernesto Lecuona, em versão de João de Barro, o Braguinha. Nesse ano, estava no auge da carreira e lançou dois LPs. O primeiro foi "Silvana canta para você", no qual interpretou uma série de versões para boleros, guarânias e canções: "Violetas imperiais", de F. Lopes e M. Brocey, em versão de Ariovaldo Pires; "Pombinha branca", de C. Concina e B. Cherubibi, em versão de Genival Melo; "Em mim soa uma canção (Vibra em mim uma canção)", uma letra de Silvino Neto para música de Frederic Chopin; "Vingança (Venganza)", de A. Parra, em versão de Francisco Bezerril; "O meu primeiro amor", de H. Jimenez, e versão de José Fortuna e Pinheirinho Jr.; "Amar outra vez (To love again)", de  M. Stoloff e G. Sidney, e versão de Ricardo Macedo; "Um desejo imenso de amor", com letra de Correia Leite, para música de J. Offenbach; "Sonho de amor (Rêve d'amour)", letra de Ary Kerner Veiga de Castro, para música de Franz Liszt, e "Alma Llanera", de P. R. Gutierrez, em versão de Edman Ayres de Abreu, além de "O que será", de Gomes Cardim; "Só em teu braços encontrei amor", de Carlos Cruz e Almeida Rego, e "Canção de ninar", de Enock Figueiredo. O segundo disco lançado por ela em 1964 se chamou "Cada vez mais". Nele, interpretou "Não há mais tempo", de Fernando César e Britinho; "Amanhã", de Paulo Borges; "Cada vez mais", de Armando Nunes; "Sei quem és", de Waldemar Athayde e Enzo José, e "Prisioneira", de Nazareno de Brito, além das versões dos boleros "Lua verde", de Osvaldo Santiago, para "Verde luna", de V. Gomes; "Papéis mortos", de Nuno Soares, para "Papeles muertos", que no selo do disco saiu sem a indicação de autoria; "Até sempre amor", de Genival Melo, para "Hasta siempre amor", de D. Racciatti e F. Silva; "Teu perdão e o meu", de Oiram Santos, para "Perdonarsi in due", de Pinchi; "Maria Dolores", de Caribé da Rocha, para composição do mesmo nome de F. Garcia e J. Morcillo; "Confissão", de Lourival Faissal, para "Confesión", de Enrique Santos Discépolo e Luis César Amadori, e "Cada noite um amor", de Celso Guimarães Filho, para "Cada noche um amor", de Agustin Lara. Ainda nesse ano, que talvez marque o auge de sua carreira, apareceu em quatro coletâneas da gravadora Copacabana: "Tudo de mim - Poemas e canções de Jair Amorim", cantando "Quando o amor chegar"; "As 14 maiorais - Nº4", interpretando "Pombinha branca"; "As 14 maiorais em boleros", com "Vingança", e "As 14 mais em boleros - Nº. 2", com "Lua verde". Em 1965, participou de três coletâneas pela gravadora Copacabana: "As 14 maiorais - Nº 6", na qual interpretou com o cantor Marco Aurélio, seu marido, a guarânia "Lencinho querido"; "Maiores em boleros Nº 3", com "Cada noite de amor", e "14 Maiorais Nº 8", cantando "Nossa canção de amor". Em 1968, sua interpretação para "Em Aranjuez com teu amor" foi incluída na coletânea "14 maiorais Nº 11". Em 1970, gravou a canção "O fim do mundo", incluída na coletânea "As 14 Pra frente - Vol. 8", da gravadora Continental. Em 1971, gravou a marcha "Ainda é tempo", de Bethane, M. Gomes e M. Aurélio, incluída no LP "Carnaval Copacabana - 1972", da gravadora Copacabana. Em 1972, duas gravações suas foram incluídas em coletâneas de sucessos: o bolero "Se Deus me ouvisse", de Almir Rogério, incluído no LP "As  14 maiorais - Nº 16", e "Adeus amor adeus", uma adaptação de Sebastião Ferreira da Silva, para o "Concerto para piano e orquestra Nº 21 em dó maior", de W. A. Mozart, incluída no LP "14 maiorais Nº 17", também da gravadora Copacabana. Em 1973, teve mais duas gravações suas incluídas em coletâneas de sucessos da gravadora Copacabana: "Se tem que ser adeus adeus", de César e Cirus, incluída em "As 14 maiorais - Nº. 18", e "A canção que eu fiz para você", que fez parte de "As 14 maiorais - Nº 19". Em 1974, gravou o LP "Silvana internacional" com as interpretações de "Volta", de Alvarenga e Ranchinho; "Meu maior suplício é esperar", de Dora Lopes e Clayton; "Como vai você", de Antônio Marcos e Mário Marcos; "Você é o maior amor da minha vida", de Rogério e Jean Pierre; "Se eu pudesse te dizer tudo que sinto", de Silvio César; "Você não chegou", de M. A Porto e Marcos Galasso, e "Amor fonte da vida", de Adelson Santos e Roberto Muniz, além das versões "Não virás", para "No vendrás", de Alicia Rivera; "Que vou fazer", para "Que devo hacer", de Marin Garcia, e "Dá-me tua vida", para "Acercate a mim vida", de Rafael Ramirez, todas de Sam; "Fumando espero", de J. Viladomat e J. Garco, em versão de Eugênio Paes, e "Concierto de amor para ti", de Carlos Bonani e Curet Alonso. Seu maior período de sucesso foi no começo dos anos 1960, quando o bolero dominava as paradas de sucesso. A partir de meados da década de 1960, com a eclosão da Jovem Guarda e dos Festivais da Canção, seu sucesso começou a declinar. Além disso, muitos consideravam sua voz parecida com a de Angela Maria. Ao longo da carreira, gravou mais de dez discos, além de ter interpretações incluídas em inúmeras coletâneas de sucessos.

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