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Sexteto Rex



Dados Artísticos

Grupo formado no começo dos anos 1950 no interior de Minas Gerais pelos músicos mineiros Geraldo Silva Gomes, no piano; Cesar Mattos, no sax-tenor; Juvenal Silva, na bateria; Helio Couto Gomes, no contra-baixo; Moacir Pedro Ferreira, no violão, e Dercílio Neiva, no ritmo. O grupo começou a carreira artística tocando em festas particulares e logo conseguiu mudar-se para o Rio de Janeiro onde começou a ganhar espaço e foi contratado pela gravadora Rádio. Em 1956, lançaram o primeiro disco, o LP "Ritmos favoritos de dança Nº 1 -  Sexteto Rex", que incluiu os boleros "Ruega por nosotros", de R. Fuentes e A. Cervantes; "Tudo foi ilusão", de Laerte Santos e Arcilino Tavares, e "Calla", de Pablo Longo; os foxes "Maria Mari", de Di Capua; "Temptation", de H. Brown e A. Freed, e "Estou ficando sentimental", de N. Washington e G. Bassman; os beguines "Anadalucia", de Ernesto Lecuona, e "Beguin the beguine", de Cole Porter; o samba "Dó ré mi", de Fernando Cesar, e os sambas-canção "Abandono", de Nazareno de Brito e P. Barros; "Amendoim torradinho", de Heitor Beltrão, e "Inquietação", de Ary Barroso. Na contra capa do disco, a apresentação, cujo autor não está indicado, está escrito sobre o sexteto: "Reparem no estilo desses rapazes mineiros. São mestres do "soft-music". Tocam para dançar. Sua execução é típica da penumbra das "boites" de luxo.Suas melodias inspiram os sussurros e as súplicas à meia-luz indecisa das madrugadas. São artistas admiráveis, cada um no seu instrumento favorito. E guardem estes nomes, porque começam agora a brilhar através desse "long-play" que a marca "Rádio" orgulha-se em lançar, no firmamento musical do Brasil." Em 1957, o sexteto lançou o LP "Ritmos favoritos de dança Nº 2 - Sexteto Rex" com as "Joá", de A. Amaral e A. Cordeiro; "Meu benzinho", de G. Howe e D. Gussin; "Tu precio", de P. Lango; "Charmaine", de E. Rapee e Pollack; "História de un amor", de Carlos Almarán; "Mona Lisa", de Jay Livingston; "Conceição", de Jair Amorim; "Nunca jamais", de L. Guerrero; "In the moon", de G. Rozaf; "I love You", de Cole Porter; "La mer", de Charles Trenet, e "Noturno de Chopin", de Frederic Chopin. O sexteto prosseguiu tocando na noite carioca e ainda em 1957, lançou o terceiro disco, o LP "Ritmos favoritos de dança Nº 3 - Sexteto Rex" com as músicas "Sertão da agonia", de Daler Reis; "Esperame en el cielo", de Francisco Lopez Vidal "Paquito"; "Saudades da Bahia", de Dorival Caymmi; "My prayer", de Boulanger e Kennedy; "Johnny Guitar", de Lee e Young; "Este samba é meu sonho", de Walter Rocha; "Pelo amor que eu tenho a ela", de Antônio Almeida e Ataulfo Alves; "Corazon de Dios", de Don Fabian; "É meu destino amar", de J. M. Hugh e D. Fields; "Angelitos negros", de M. A. Maciste e A. E. Bianco; "Não tenho você", de Paulo Marques e Ari Monteiro, e "Perdoarei", de Fortunato Benchimol. Ainda em 1957, participou da coletânea "A seleção do melhor" da gravadora Rádio e que incluiu gravações de astros como Rosina Pagã, Fats Elpidio, Onéssimo Gomes, Trio Nagô, Rosita Gonzalez, Gaúcho e Seu Conjunto, e Waldir Calmon, entre outros. Nesse disco o sexteto interpretou o clássico "In the mood". Em 1958, o sexteto foi contratado pela Odeon e lançou o LP "O que se dança" com a interpretação das músicas "Caravan", de Duke Ellington, J. Tizol e Mills; "Luna rossa", de Vian e De Crescenzo; "Dora me disse", de Jota Júnior e Oldemar Magalhães; "Pagode no Sumaré", de Orlando Silveira; "Arrancame la vida", de Agustin Lara; "Love is a many splendored thing", de Paul Francis Webster e S. Fain; "Fracassos de amor", de Tito Madi e Milton Silva; "Torna a Surriento", de Curtis; "Can't I", de L. Lovett; "Ave Maria no morro", de Herivelto Martins; "Obsesion", de Pedro Flores, e "It's not for me to say", de R. Allen e A. Stillman. Em 1959, o conjunto lançou, também pela Odeon, o LP "O que se dança - Vol. 2" com as músicas "Lamento", de Djalma Ferreira e Luis Antônio; "O apito do samba", de Luis Bandeira; "Despedida de Mangueira", de Benedito Lacerda e Aldo Cabral; "Favela", de Roberto Martins e Waldemar Martins; "Chega de saudade", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes; "Tudo ou nada", de Fernando César; "Soy", de A. Parra; "I could have danced all night", de F. Loewe, A. Jay e Lerner; "Anastacia", de Paul Francis Webster e A. Newman; "Mente", de Fernando César; "Cry me a river", de A. Hamilton, e "Summertime in Venice", de Icini. No mesmo ano, o grupo participou do LP "Dance com os ases" da Odeon do qual participaram ainda as orquestras Osvaldo Borba e Sua Orquestra; Gaya e Sua Orquestra; Astor e Sua Orquestra; Hector Lagna Fietta e Sua Orquestra; Luis Arruda Paes e Sua Orquestra; Quincas e Os Copacabanas; Conjunto Melódico Norberto Baldauf; Irany e Seu Conjunto; Orlando Silveira e Seu Conjunto; Steve Bernard e Seu Conjunto e Mário Gennari Filho e Seu Conjunto. Nesse disco o conjunto interpretou o samba "Dora me disse", de Jota Júnior e Oldemar Magalhães. Com as mudanças ocorridas no final da década de 1950 e começo da década seguinte, com a decadência das boates, o conjunto acabou entrando em decadência. Ao todo o sexteto lançou três Lps pelo selo Rádio e mais dois pela gravadora Odeon.

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