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Sergival

José Sergival da Silva
9/4/1965 Nossa Senhora da Glória, SE

Dados Artísticos

Artista de grande versatilidade, atua em diversos campos artísticos. Em seu trabalho de percussionista faz pesquisa de novos sons inspirados na cultura nordestina. Fabrica seus próprios instrumentos utilizando materiais como sucatas, brinquedos e objetos do cotidiano, encontrados no artesanato sergipano. Em 1984, foi um dos fundadores da Band'Auê, grupo regional do qual fez parte como músico e que marcou época na história musical de Sergipe, atuando por quatro anos. Com o mesmo grupo, participou do Festival de Arte de São Cristóvão e do Projeto Pixinguinha. Em 1988 criou a dupla Sena & Sergival, que nasceu do encerramento das atividades da banda, iniciando daí uma longa temporada de sucesso em bares e casas noturnas, tendo representado Sergipe em vários festivais nacionais de música, iniciando, naquele período, os shows de abertura para estrelas da música nordestina, além de participação no Projeto Seis e Meia e no Canta Nordeste da Rede Globo. Em 1990 conquistou os prêmios de primeiro lugar e de melhor declamador da II Semana de Arte da Petrobrás. A partir de então, tem participado de diversos concursos e entrou em diversas antologias nacionais e internacionais, entre as quais o Prêmio Nacional Gregório de Matos, com três poemas classificados e a antologia "Hermanos", com poetas brasileiros e  cubanos, em livro publicado em Havana. Com o encerramento da dupla em julho de 1999, inicou nova trajetória em uma carreira solo fortalecida por seus trabalhos de pesquisa sobre a cultura popular e musicalidade folclórica do Nordeste e, em particular, de Sergipe. Em função desse trabalho participou como conferencista no I Seminário de Cultura Popular promovido pela Academia Sergipana de Letras, onde palestrou sobre o tema "O cancioneiro popular". Realizou shows musicais no Cultural de Pirambu e no I Encontro Cultural de Itaporanga D'Ajuda. Teve participações especiais em diversos shows de artistas sergipanos, entre os quais Chiko Queiroga, Antônio Rogério e Mingo Santana. Em 2000, realizou durante as festas juninas, juntamente com o grupo Pé de Serra o show "10 anos de forró e saudade", em homenagem a Luiz Gonzaga, resultado de suas pesquisas sobre a obra do Rei do Baião. O show também foi apresentado em cidades de Alagoas e Bahia. Foi escolhido como o melhor intérprete no Festival de Música do Clube dos Empregados da Petrobrás, com a música "Notícia do Nordeste", que obteve boa execução nas rádios locais. Ainda em 2000 estreou o show "As coisas dos caçuá". Sua versatilidade o levou a atuar profissionalmente em diversos campos artísticos, sempre voltados para a cultura popular nordestina, como forma de reunir elementos  para  a  sua  carreira  musical. Na    fotografia ( Diretor Cultural da ASAFOTO), por onde participou de concursos e safáris fotográficos, tendo realizado exposições individuais e coletivas ); no teatro ( Fundador, roteirista e ator do Teatral Retirantes, além de ter realizado ao vivo as sonoplastias de efeitos  de  peças de Arrabal e leituras de Bertolt Brecht ); na  literatura ( Poeta, Declamador e Dramaturgo, é Membro do Movimento Cultural da Academia Sergipana de Letras, onde ocupa a cadeira nº. 07). Lançou o livro de poesias e contos entitulado Sementear, além de ter participado de várias antologias, concursos literários, saraus lítero-musicais e proferido palestras sobre a música e a cultura popular do Nordeste em escolas, universidades e entidades diversas; na Petrobrás (Desenhista Industrial), também confeccionou cartazes, logomarcas e ilustrações para inúmeros eventos da Companhia. Criou a Semana de Arte da Petrobrás em Sergipe e Alagoas, onde a cada ano, durante uma semana, os funcionários apresentavam suas produções artísticas para os colegas em diversos segmentos como fotografia, música, literatura, artes plásticas e outras modalidades. Foi Agente Cultural da Petrobrás em Sergipe, difundindo a imagem da Empresa junto à comunidade. Fez diversas participações especiais como  solista em apresentações do Coral da Petrobrás); na televisão foi apresentador, durante 04 anos, do programa de música Casa de Taipa, da TV Caju, onde entrevistava ao vivo cantores e compositores de todo o Brasil, principalmente na transmissão do Forrocaju. Participou de inúmeros comerciais para televisão com sua autenticidade regional, no figurino e no falar. Ativo agitador cultural, essas atividades o credenciaram a receber inúmeros títulos em seu estado como a Medalha do Mérito Cultural Ignácio Barbosa, a Comenda Sílvio Romero e os troféus O Capital de Música de 2000, Talento Sergipano UNIMED e Troféu Gérson Filho de Cultura Popular. Por sua ampla atuação artística, passou ser convidado a parte do júri em diversas oportunidades como em Festivais de Música, Festivais de Sanfoneiros, Festivais de Violeiros, Festivais de Quadrilhas Juninas e Concursos Literários; Em dezembro de 2005, começou a desenvolver, com o luthier Elifas Santana, o projeto do instrumento Noviola, um híbrido semi-acústico de violão e viola caipira. No mesmo mês, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro. Seu primeiro CD "Sergival e as coisas do caçuá", lançado em 2008, traz repertório dedicado aos ritmos e folguedos nordestinos, revelando profunda intimidade de sua arte com a cultura popular da região nordeste. A maioria das faixas é de sua autoria. O disco conta com participações especiais de diversos artistas de Sergipe como: o Grupo Parafolclórico da Terceira Idade do SESC - Sergipe; Antônio Carlos do Aracaju e Aboiadores; Grupo Folclórico Reisado de Marimbondo -Povoado de Marimbondo (Japaratuba -SE); Marcos Guedes e seu trio de Forró Pé-de-Serra, João Sapateiro, Mestre Sabáu e Mingo Santana, entre outros, além de Dominguinhos,  Alcymar Monteiro, Chiko Queiroga & Antônio Rogério e músicos como Quartinha, Ary Collares e Renato Piau. Na sequência do repertório, as faixas: "As coisas do caçuá", de sua autoria com Léo Mittaraquis; "Notícias do Nordeste", de sua autoria; "Salada Tupiniquim", de Ismar Barreto; "Deslumbramento", de João Sapateiro; "Sempre boiadeiro", "Desfiles de jegue de Itabí", "Sementear", "Anagrama", "Maramar", "Mendigos', Canto de entrada", "Boi de reisado", Adeus, adeus", todas de sua autoria e "Carira", de Mingo Santana. Nesse ano intensificou sua atuação nos palcos do Rio de Janeiro. Entre outros shows, apresentou-se no Centro Cultural da Justiça, no encontro de cantadores nordestinos, tendo na platéia, como convidado especial, o presidente da república Luís Inácio Lula da Silva. Em 2009, entre outros, apresentou show na Academia Brasileira de Letras, e no Centro Cultural Carioca, no Rio de Janeiro. Em fevereiro de 2010, apresentou-se, com seu grupo na casa de shows Lapa quarenta graus, na Lapa, Rio de Janeiro, local marcado pela boemia do samba carioca. Em março de 2010, passou a produzir e apresentar o programa "Puxa o Fole", na Rádio Nacional (RJ), dedicado exclusivamente à música nordestina. No programa, além de mostrar uma pesquisa afiada da música popular do nordeste, trazendo grande diversidade de compositores, grupos, cantores e músicos representativos da música popular nordestina, homenageia nomes que se tornaram clássicos nessa vertente. Na edição de estréia, Sergival recebeu a cantora Carmélia Alves, conhecida como "A rainha do baião" e Ricardo Cravo Albin, pesquisador e escritor, além do grupo "Os primos do nordeste". O programa também abriga um bloco denominado "Encontro de sanfoneiros", que homenageia músicos renomados dessa área, além de trazer ao público nomes pouco conhecidos. Em 2013, apresentou-se mensalmente no evento “Quintas do forró”, no Centro Cultural Memórias do Rio, na Lapa, Rio de Janeiro. Em 2015, seu programa “Puxa o fole”, apresentado todos os domingos na Rádio Nacional, completou 5 anos. Na ocasião, recebeu, em edição comemorativa, no auditório da Rádio, no Rio de Janeiro (RJ), artistas como Maciel Melo, Geraldo do Norte, a cantora sergipana Amorosa, e o grupo carioca Fulano de quê?. Em 2016,completou 30 anos de carreira,e lançou, com o Trio Caçuá, o CD “Festança”.
O disco recebeu o prêmio Sanfona de Ouro, em Aracaju (SE), como o melhor do ano.
No mesmo ano, apresentou-se, como uma das principais atrações, em diversas festas em Aracaju (SE), como “Forrocaju”, no mercado central de Aracaju, e “Arraiá do povo”, na orla de de Atalaia, e também no Rio de Janeiro (RJ), no “Arraiá dus impoussivi”, na Lapa.
Em 2017, lançou o disco “Sergival - 30 anos”, produzido pela Laser Disc, com participações especiais de Zé Calixto, Rildo Hora, Leo Gandelman e Silvério Pontes. O CD, que apresentou uma música de sua autoria, “Adeus, adeus”, foi lançado em um show no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro (RJ). Em 2018, encerrou o show comemorativo do lançamento da exposição “João do Vale – 80 anos”, realizada pelo Instituto Cultural Cravo Albin, no Rio de Janeiro (RJ), com curadoria de Paulo Luna. O evento integrou a "Semana do Nordestino" do ano. No mesmo ano, comemorou um ano de organização do evento "Varejo Cultural", realizado mensalmente no Rio de Janeiro, em que reune artistas nordestinos radicados no Rio de Janeiro, com apresentações de música e poesia.

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