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Sérgio Cabral

Sérgio Cabral Santos
27/5/1937 Rio de Janeiro, RJ

Biografia

Jornalista. Crítico Musical. Produtor Musical. Pesquisador. Escritor. Compositor.



Iniciou sua carreira profissional em 1957, como jornalista do "Diário da Noite".

Em 1961, começou a atuar como jornalista especializado em música popular, no "Jornal do Brasil", tendo sido demitido no ano seguinte por ter participado de uma greve de jornalistas.

Trabalhou como repórter, redator e cronista em quase todos os jornais do Rio de Janeiro, assim como nas emissoras de televisão da cidade.

Foi um dos fundadores, em 1966, do atual Teatro Casa Grande, onde atuou como diretor artístico, e um dos fundadores do "Pasquim", em 1969. No ano seguinte, foi preso pela ditadura militar vigente no país, juntamente com outros colegas dessa publicação, ficando detido durante dois meses.

Em 1972, foi editor da revista "Realidade" (Editora Abril).

Trabalhou como produtor de discos entre 1973 e 1981.

Eleito Vereador em 1982 e reeleito em 1988 e 1992, atuou na elaboração da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro e do Plano Diretor da Cidade, além de ter tido vários projetos de sua autoria transformados em lei.

Em 1993, foi apontado pela Câmara de Vereadores para exercer a função de Conselheiro do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro.

Publicou os seguintes livros: "As Escolas de Samba - o que, quem, onde, como, quando e porque" (1974), "Pixinguinha, Vida e Obra" (1977), com o qual venceu o concurso de monografias sobre música popular, instituído pela Funarte, "ABC do Sérgio Cabral", "(1979), "Tom Jobim" (1987), "No Tempo de Almirante" (1991), "No Tempo de Ari Barroso" (1993), "Elisete Cardoso, Vida e Obra" (1994), "As Escolas de Samba do Rio de Janeiro" (1996), "A Música Popular Brasileira na Era do Rádio" (1996), "Pixinguinha Vida e Obra" (1997), "Antonio Carlos Jobim - Uma biografia" (1997), "Livro do Centenário do Clube de Regatas Vasco da Gama" (1998), "Mangueira - Nação Verde e Rosa" (1998), "Nara Leão - Uma biografia" (2001). Em 2001, começou a elaborar a biografia de Waldir Azevedo.

Em 2002, foi o responsável técnico pelo festival "Fábrica do Samba", realizado no Rio de Janeiro, com semi-finalistas escolhidas por universidades e quadras de Escolas de Samba.

Compositor desde 1973, entre suas músicas de maior sucessos destaca-se o samba "Os meninos da Mangueira" (c/ Rildo Hora).

Em parceria com Rosa Maria Araújo, assinou a direção geral, pesquisa e roteiro do musical “Sassaricando – E o Rio inventou a marchinha”. O espetáculo foi encenado no Teatro Sesc Ginástico (RJ), em 2007, onde bateu recorde de público, com quase 21 mil espectadores em 40 apresentações, seguindo para o Teatro João Caetano (RJ). Nesse mesmo ano, doou para o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro seu acervo pessoal, composto de sua biblioteca, mais de mil discos (vinis e 78 rpms), material de jornais e revistas acumulados durante quase 50 anos, fotos e ainda suas crônicas sobre música popular brasileira publicadas em vários jornais do país.


BIBLIOGRAFIA CRÍTICA:     ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006. AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010. 3ª ed. EAS Editora, 2014.   COSTA, Cecília. Ricardo Cravo Albin: Uma vida em imagem e som. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2018.

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