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Saraiva

Luiz Saraiva dos Santos
8/3/1929 Belo Monte, AL

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística na cidade de Santos, onde nas horas vagas tocava em bailes de gafieira, nos quais acabou desenvolvendo sua apurada técnica. Chamado para uma entrevista com o diretor artístico da Rádio Clube de Santos, Arnaldo Dias, chamou a atenção não apenas dele, mas de todos os funcionários da Rádio tocando ali mesmo com grande maestria e sendo imediatamente contratado. Em 1964, gravou, pela Continental, o LP "Sobre o ritmo das ondas",  no qual interpretou, em solo de clarineta, doze composições de sua autoria, com diferentes parceiros, a saber: "Bodas de ouro", com Alfredo Celso; "Corintiano" e "Mulher fingida", com Palmeira; "Célio no baião", com Nairson Menezes; "Não me toque assim", com Leonel Cruz; "Galera do Nelson", com Teixeira Filho; "Relembrando o passado", com Ivanildo José da Silva; "Selma", com Nelson Machado; "É disso que eu gosto", com Milton José; "A natureza", com  J. Luna; "Morada perdida", com Waldemar Pimentel, e "Foi de lá que eu vim", com Victor Settanni. Em 1965, lançou, ainda pela Continental, o LP "Saraiva é sucesso", com as músicas "Parabéns Rio de Janeiro", com J. Pires, homenagem ao Quarto Centenário de fundação da cidade do Rio de Janeiro, então comemorados naquele ano, "Acompanhe se puder" e "De um amigo só lembranças", de sua autoria; "Lágrimas de namorados", com J. Luna, e que seria um de seus maiores sucessos;"O sapato do Zé", com Ivanildo José, também grande sucesso; "Alegria de campeões", com Jair Gonçalves; "Chapéu de couro", com Waldemir Farias; "Vida ingrata", com Palmeira; "És vaidosa", com Milton José; "Soluço de amor", com Alfredo Celso, e "Estela", com Layre Giraud, além de "Bate papo", de Palmeira e Ângelo Apolônio, o "Poly". No mesmo ano, também pela Continental, lançou o LP "Saxosoprando pelo Brasil", com os choros "Milagre de Deus", com Hélio de Araújo; "Coração sem amor", com Teixeira Filho; "Mambo da Bahia", com José Messias; "Bodas de Ouro", com Alfredo Celso; "Um passeio em Petrópolis", com Apolonio R. Pinheiro; "Noites em Olinda", com Enzo Almeida Passos; "Reconciliação", com J. Luna; "Peixeiro no choro", com Ivanildo José da Silva; "Homenagem a Paulo Afonso", com Jorge Paulo, e "Saudade do Ceará", com Milton José, além de "Gigante mosqueteiro", de Anselmo dos Santos e Palmeira, e "Seresta paulista", de César Bartolotto e Jair Gonçalves. Em 1966, registrou, pela Continental, o LP "Mar de melodias", com os choros "Balanço do Garrincha", de Palmeira e Celso dos Santos, uma homenagem ao jogador de futebol Garrincha, que naquele ano estaria representando a seleção brasileira na Copa do Mundo da Inglaterra. Estão presentes também "A bossa na Bahia", com J. Luna; "Soprano de gafieira", com Reni Perone; "À procura de você", com Edu Aldi; "Chorei por você", com Nairson Menezes, e "Morais Sarmento", com José Russo, homenageando o radialista paulista Morais Sarmento. Ainda nesse disco gravou "Quem me viu", de Jair Gonçalves; "Saudade do meu Paraná", de Olegário Mazzer; "Na Rua Augusta o ritmo é assim", de João Borges e Teixeira Filho; "Verão santista", de Hylário Geraud e Mário Sabino; "Sinos de Santa Cecília", de J. M. Alves, e "O choro na Guanabara", de Apolonio R. Pinheiro e Gerselino Oliveira. Em 1967, lançou dois LPs, pela Continental, "Cascata de melodias" e "Saraiva". No mesmo ano, participou da coletânea "Festival de sucessos", da Continental, que contou com nomes como Dilermando Reis; Trio Nordestino; Anastácia, Gerson Filho e Geraldo Vandré, entre outros. Nessa coletânea foi incluída seu choro "A bossa na Bahia", com J. Luna. Em 1968, deixou a Continental e ingressou na gravadora Copacabana na qual estreou com o LP "Sucesso em alta tensão", com os choros "Saraivando pelo Brasil", com Walter Sperandeo; "Sobre o céu da Bahia" e "Ana sempre te amei", ambos com o radialista baiano  J. Luna; "Tabú Corintiano", com Neilor de Oliveira; "Náutico Capibaribi", com Santos Jr.; "Mágoas de acordeonista", com R. Caruso; "Coração de mulher", com Gentil da Silva; "Caserna em festa", com Norberto de Freitas; "Sofro por causa dela", com G. da Costa, e "Saudade dos meus conterrâneos", com Apolonio R. Pinheiro, além de "Sem você", de Clóvis de Lima e Ubirajara, e "Miranda no choro", de Ivan Pires e Miranda. No mesmo ano, gravou o LP "Saraiva, o sax e o mar"  interpretando os choros "Sax soprano magoado", com Patrasca; "Merenque na Ponta Negra", com Neilor de Oliveira; " Quem és tu", com Batista Linardi; "Aguenta Felipe", com Nascim Filho; "Nasci para te amar", com J. Luna; "Peixeiro no mambo", com Mário Baraçal; "Confusão no baião", com R. Caruso, e "No Ceará o frevo é assim", de sua autoria, além de "Procure não chorar", de Clóvis de Lima e Luis Alcides Zanatelli; "Doce lembrança", de G. da Costa e Nenê; "Eu e o sax", de Ivan Pires e A. Miranda, e "Largo da Matriz", de Olegário Mazzer e Osvaldo Aude.  Ainda em 1968, a gravadora Continental lançou o LP "Saraiva... da de sucessos" que reuniu sucessos gravados por ele naquela gravadora, entre os quais, os choros "Corintiano", "Relembrando o passado", "Acompanhe se puder", "O sapato do Zé" e "Balanço do Garrincha". Em 1969, lançou o LP "Saraiva fenomenal" no qual foram registrados os choros "Sax soprando na Pilantragem", com F. da Silva, que fazia alusão à pilantragem, espécie de movimento musical que vigorou em fins dos anos 1960; "Onde está você", com Dilmar Parrela; "Sonho de namorados", com Geraldo Ozorio; "Roda de bamba", com Pakrauskas; "Saudades de Dona Eugênia", com Morais Sarmento; "Saravá Xangô", com Carlos José Rodrigues; "Saudades do Forró do Luna", com J. Luna; "Balanço da mulata", com Teixeira Filho, e "Eu e você", com Duda, e mais três composições de outros autores: "A vida vou levando", de Carlos de Carvalho e Clóvis de Lima; "Loucura", de Rubens Caruso, e "Flagrante", de Geraldo Barbosa, Amauri Alves e Rubem Gerardi. Em 1970, trasferiu-se para o selo Tropicana, da CBS, na qual estreou com o LP "O Rei do improviso" no qual gravou alguns clássicos da música popular brasileira como "Copacabana", de João de Barro e Alberto Ribeiro; "Luis Americano na PRH", de Luiz Americano; "Ai que saudades da Amélia", de Ataulfo Alves e Mário Lago; "Vassourinha"; "Até amanhã" e "Feitiço da Vila", de Noel Rosa; "Está chegando a hora", de Henricão e Rubens Campos, e "Pedacinho do céu", de Waldir Azevedo. Em 1971, de volta à gravadora Continental, lançou o LP "Esqueças de mim", com os fonogramas: "Não esqueças de mim", com Sylzomar Medeiros; "Traiçoeiro", com Joceval Costa Lima; "Deixe a coroa passar", com Carlos José Rodrigues e Nilton Furtado; "Linda", com J. Luna; "Saudades do Rio São Francisco", com Paulo Soares; "Chora violão", com Milton José; "Tarrabufado", com Nascim Filho; "Cuidado motorista", com Dilmar Parrela, e "Noite de Iemanjá", com Candango do Ypê, e mais dois sucessos daquele momento: "Oh meu imenso amor", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, e "Paixão de um homem", de Waldick Soriano, além de "Soprano que chora", de Geraldo Nunes. Em 1972, foi para o selo Entré, da CBS, e gravou o LP "Até o sol raiar", no qual registrou em forma de choro grandes sucessos da música popular brasileira, de diferentes épocas e estilos, além de um grande sucesso internacional da época. Foram elas: "Moreninha linda", de Tonico; "Feijão queimado", de José Rielli e Raul Torres; "Luar do sertão", de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco; "Tristeza do Jeca", de Angelino de Oliveira; "Casinha pequenina", motivo tradicional; "Rio de Piracicaba (Rio de Lágrimas)", de Lourival dos Santos, Piraci e Tião Carreiro; "Até o sol raiar", de Roberto Stanganelli e Francisco Barreto; "A banda", de Chico Buarque; "A Saudade vai", de Tonico e Tinoco; "A praça", de Carlos Imperial; "As pastorinhas", de Noel Rosa e João de Barro, e "Tema de Lara", de Maurice Jarre. No mesmo ano, lançou pelo selo Tropicana, da CBS, o LP "Saraiva e seu sax-soprano" com várias composições já gravadas anteriormente.  Em 1973, ingressou na gravadora Beverly, e gravou o LP "Recanto do Saraiva" que incluiu os choros "Chorando por ti", "Saudades do teu olhar", "Recanto do Saraiva", "Você nunca mudou foi sempre assim" e "Hélio no choro", todos só de sua autoria; "Dançando em Manaus", com Carapeta; "Sei que me amas e eu não posso te amar", com Dilmar Parrela; "Soprano de Gafieira", com Renil Perone; "Traiçoeiro", com Joceval Costa Lima; "O Balanço do Chacrinha", com Túlio Ricardo, e "Saudades dos meus pais", com J. Luna, além de "Você mudou demais", de Dick Júnior. Em 1975, ainda na Beverly, lançou o LP "Saraiva" interpretando os choros "O sacudido da baiana", com Ivani Maia Luna; "Dançando com ela", com Túlio Ricardo; "A natureza", com J. Luna; "Eu peço para não esquecer de mim", com Luis de Souza; "Mulher tentação", com Jair Amaral; "Porque choras Corintiano", com Jogimas; "A crioula é filha de Yemanjá", com Neder; "Não quero brigar com você", com J. Luna; "O mundo de Ataulfo Alves", com Noé Rosa, e "Porque fugiste de mim", com Túlio Ricardo, além de "Merengão", de Artulio Reis e Monalisa, e "Chorando em São Paulo", de Magda Santos e Alfredo Pó. Em 1977, lançou o LP "Saraivadas de sucessos" no qual interpretou "Não fale mal de mim", de Antônio Barros e Ramos; "Onde ela anda", de Antônio Barros; "Não tenho sossego", de Genival Santos e Zé Mamede; "Cadeira vazia", de Bartô Galeno e Carlos André; "Você me iludiu", de Cláudio Fontana; "Não volto atrás minha palavra (Tua maldade)", de Lino Reis e Monalisa; "Véu e grinalda", de Rogério e Martini; "Vou dormi no chão", de Gilson Carlos e Carlos André; "Coração de plástico" e "Sendo assim", de Jacinto José; "Figura de mulher", de Justino Varriol e Gerson Filho, e "Recordações de Ypacaraí (Recuerdos de Ypacaraí)", de Zulema de Mirkin e Demetrio Ortiz, versão de Juraci Rago. Em 1978, pela gravadora Japoti, lançou o LP "Saraiva", que incluiu os choros "Corintiano", com Palmeira; "Lágrimas de namorado", com J. Luna; "Revendo o passado", de Freire Júnior; "Violetas imperiais", de F. Lopez, M. Brocey e J. M. Arozamena; "Sob o céu da Bahia", "Balanço da mulata" e "Saudade de Ouro Preto", de domínio público; "Pinicadinho" e "Saxofone porque choras", de Severino Rangel, o  "Ratinho"; "Uma grande dor não se esquece", de A. S. e Ernane Campos; "Favela", de Roberto Martins e Waldemar Silva, e "Roda de bamba", de sua autoria. Em 1980, participou do LP "Valsas brasileiras instrumentais - VOL. 1", da gravadora Continental, que contou com nomes como Radamés Gnattali; Ângelo Apolônio "Poly"; Dilermando Reis; Conjunto Época de Ouro, e Waldir Azevedo, entre outros. Nesse LP, interpretou de sua autoria e J. Luna, a valsa "Saudades da minha mãe". Em 1981, no selo Nossa Terra, gravou o LP "O Rei do sax-soprano", com as músicas "Milagre de Deus", com Hélio de Araújo; "Reconciliação", com J. Luna; "Saudades do Ceará", com Milton José; "Homenagem a Paulo Afonso", com Jorge Paulo; "Over the rainbow", de Harold Arlen e E. Y. Harburg; "Nossos momentos", de Haroldo Barbosa e Luis Reis; "Maria Bonita", de Volta Seca; "Jarro da saudade", de Daniel Barbosa, Mirabeau e Geraldo Blota; "Chorando por alguém", de Sebastião do Rojão e Cícero Constância; "Pra seu governo", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e "Bis para o amor" e "Lágrimas de quem ama", de Roberto Stanganelli. Ao longo da carreira gravou cerca de 19 LPs, além de coletâneas de sucessos, pelas gravadoras Copacabana, Continental, CBS, Beverly e Japoti. Foi autor de mais de 90 músicas. Grande virtuose do sax-soprano recebeu o título de "Rei do sax-soprano".

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