Busca:

Salomé Parísio

Dulce de Jesus Parísio de Lira
3/6/1921 Bonito, PE
19/6/2013 São Paulo, SP

Dados Artísticos

Começou a carreira de cantora em 1939, quando se inscreveu no concurso de calouros "Valores desconhecidos", da Rádio Clube de Pernambuco, interpretando a valsa "Minha adoração", de Nelson Ferreira, acompanhada ao piano pelo próprio Nelson Ferreira. Sendo bastante aplaudida, o diretor geral da emissora Oscar Moreira Pinto ligou para a Rádio e mandou contratá-la. Inicialmente, apresentou-se com seu nome verdadeiro, mas, devido ao fato de que, naquele momento, a Itália era governada por Benito Mussolini, conhecido como "Duce", e para evitar confusão com seu nome, foi sugerido a ela pelo maestro Nelson Ferreira, que utilizasse outro nome artístico. O escolhido foi Salomé Parísio, parte do nome de sua mãe, Josefa Salomé Parísio de Lira. Do maestro Nelson Ferreira recebeu os slogans "A garota da voz doçura" e "Rouxinol do Norte". Pouco depois, Nelson Ferreira organizou com ela, Aline Branco, Creuza de Barros e Iracema Batista, o Quarteto Irakitan, que se apresentava na Rádio Clube, com as quatro vestidas iguais e cantando temas do folclore brasileiro, com harmonias vocais feitas pelo maestro Nelson Ferreira. Na Rádio Clube de Pernambuco, apresentou-se em diferentes programas, entre os quais, "Hora Azul das Senhoritas". Formou também um trio com as irmãs Alaíde e Maria. Durante toda a década de 1930, apresentou-se naquela Rádio. Em 1940, participou de espetáculo no Teatro Santa Izabel, em Recife, mas tendo que cantar escondida atrás das cortinas, devido ao fato de ser mulata. O preconceito sofrido teve grande repercussão e o diretor do teatro acabou sendo afastado. Em 1941, recebeu convite para fazer uma temporada no Palace Hotel, de Salvador. Despediu-se de Recife num recital assim anunciado por jornais da cidade: "O adeus do Rouxinol de Pernambuco". Recital de canto pela estrela Salomé Parísio". Em 1943, fez apresentações, juntamente com outros artistas, em bases militares norte americanas sediadas no Brasil, devido à Segunda Guerra Mundial. Em 1946, viajou ao Rio de Janeiro para participar de um teste para cantora lírica no Teatro Municipal. Foi aprovada, mas acabou não contratada pois o teatro não aceitava cantoras líricas negras. No mesmo ano, foi contratada para uma temporada de duas semanas na boate Clipper, em São Paulo, mas que durou cinco meses. Ainda em 1946, retornou à Bahia e voltou a se apresentar no Palace Hotel e na Rádio Sociedade, de Salvador. Em 1947, contratada pelo diretor teatral Chianca de Garcia, estreou no espetáculo "Um milhão de mulheres", de J. Maia e Humberto Cunha. Fez sucesso nesse espetáculo, recebendo inúmeros elogios da imprensa carioca. No mesmo ano, atuou na revista "O Rei do Samba", de Chianca de Garcia e J. Maia. Em 1948, estrelou em São Paulo a revista "O mundo em cuecas", de Chianca de Garcia. No mesmo, atuou na revista "Nós, os palhaços", também de Chianca de Garcia. Em 1949, estreou no cinema, atuando no filme "Prá lá de boa", de Luis de Barros. Pouco depois, realizou uma temporada pela América do Sul, cantando em diversos países. Em 1950, voltou ao Rio de Janeiro, para atuar no espetáculo "Mão boba", de Chianca de Garcia e Luiz Peixoto, apresentado no Teatro Carlos Gomes. Em 1951, em São Paulo, atuou na revista musical "Folias brejeiras", na boate Hugo. No mesmo ano, fez excursão por várias capitais brasileiras. De retorno à São Paulo, foi contratada pela Rádio América. Em 1952, fez sua primeira gravação, registrando pela Odeon, os sambas "Rainha do mar", de Valfrido Silva e A. Amaral, e "Sinhá da Bahia", de Vicente Paiva e Luiz Iglésias. No mesmo ano, integrando a Companhia Folclórica Brasileira, fez diversas apresentações em Portugal. Em 1953, gravou, também pela Odeon, o fox-canção " Boa noite meu anjo", de Guillar , Danpa e Paresi, em versão de Ariovaldo Pires, e o baião "Jacarandá", de Groose. Em 1954, gravou dois discos pela gravadora pernambucana Mocambo, o primeiro com o bolero "Nossa felicidade", de Ruth Amaral e Manoel Ferreira, e o fox "Canção do fim", de U. Monucci e R. Jordan, em versão de Paulo Rogério e, no segundo, o tema folclórico israelita "Abraça teu irmão", adaptado por Maurício Welta, e o samba "Amarga recordação", de Gracinha de Souza e Sócrates. No mesmo ano, estreou no Rio de Janeiro, na revista "Eu quero é me badalar", de Walter Pinto e Luiz Iglesia, apresentada no Teatro Recreio. Em 1955, viajou com o elenco da revista "Eu quero é me badalar", para apresentações em São Paulo, Santos, Argentina e Uruguai. Em 1958, apresentou-se na Rádio Farroupilha, em Porto Alegre. Em 1959, atuou nos programas "Belle epoque" e "Folias do Golias", na TV Paulista. Em 1960, fez parte da caravana de artistas brasileiros que se apresentaram em Nova York, no Rádio City Music Hall, em espetáculo dirigido por Carlos Machado. Ainda em 1960, participou do LP "Valsa, divina valsa", lançado pela gravadora Copacabana, no qual interpretou, acompanhada pela orquestra do maestro Gustavo Carvalho, as valsas "Primavera em meu coração", com letra de Osvaldo Santiago, para música de J. Strauss; "Contos dos bosques de Viena", de J. Satrauss; "Valsa do Imperador", de J. Strauss e Lamartine Babo; "Sob o céu de Paris", de H. Giraud e J. Drejac, em versão de Lamartine Babo, e "Straussiana", valsa da opereta "Viva o amor", de Lamartine Babo. Em 1963, gravou, em compacto simples, os sambas "Bem bom" e "Porque será", ambos de Maurício de Oliveira. Nas décadas de 1950 e 1960, fez parte das Caravanas Vigorelli, fábrica de máquinas de costura que patrocinou caravanas para a realização de shows populares, com artistas do Rádio paulista e carioca. Ainda em 1963, acompanhada de Osvaldinho da Cuíca, Escurinho do Pandeiro e Dó Um do Pandeiro, realizou excursão à Argentina e ao Uruguai. Em 1960, gravou a marcha "Eu vou gritar", de Erasmo Silva e Getúlio Macedo, incluída na coletânea carnavalesca "Hot carnaval 69", da gravadora Hot/Rioson. Em 1969, foi convidada a atuar como atriz na novela "Sangue do meu sangue", na TV Excelsior.  Em 1970, atuou no espetáculo "Perdidos na noite", de Meira Guimarães, apresentado na boate Hoffman's, em São Paulo. Em 1973, foi contratada pela Rádio e TV Jornal do Commercio, de Recife. No mesmo ano, gravou o frevo "Aquela ponte", incluído no LP "Na transa do frevo", da gravadora Rozenblit. Em 1977, gravou o samba "Perdão amor", de Xangô, Pachá, R. Fernandes e Paulo Rodrigues, para o LP "Carnaval 77", uma produção independente. Em 2002, com arranjos do maestro Celso Henrique, gravou o CD "Salomé Parísio ao vivo", no qual interpretou "Ave Maria", de Vicente Paiva e Jaime Redondo; "Teu nome", "Menina" e "Divina essência", todas de Biano; "Bian-tá-tá", de Hekel Tavares; "Sob o céu de Paris", de H. Giraud e J. Drejac; "Fascinação", de Marchetti e Armando Louzada; "Salve o baiano Caymmi", de Dr. Rossi; "Babalú", de Margarita Lecuona; "Magia da paixão", de sua autoria, e "Fica comigo", de Marcos Siqueira. Em 2004, foi homenageada com o documentário "Salomé Parísio", dirigido por Jefferson Cardoso. Em 2012, foi lançado, pela BR Editora, o livro escrito por Thais Matarazzo, Diego Nunes e Fábio Siqueira, "Salomé Parísio - O Rouxinol do Norte". No mesmo ano, apresentou-se com destaque no "Programa do Jô", na Tv Globo.

Mais visitados
da semana

1 Durval e Davi
2 Tiee
3 Gilberto Monteiro
4 Teresa Cristina
5 Alceu Valença
6 Creone e Barrerito
7 Festivais de Música Popular
8 Gilberto Gil
9 Noel Rosa
10 Martha Rocha