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Ruy Castro

Ruy Castro
26/2/1948 Caratinga, MG

Dados Artísticos

Iniciou sua atividade profissional em 1967, como repórter do "Correio da Manhã". Trabalhou - como redator, repórter especial ou editor -, para várias publicações, como "Manchete", "Seleções", "Jornal do Brasil", "Isto É", "Playboy", "Folha de S. Paulo" e "Veja", entre outras.

Colaborou com dezenas de revistas do Rio de Janeiro e de São Paulo, escrevendo quase sempre sobre música brasileira e americana do período clássico.

Em 1978, atuou como redator do especial mensal "Brasil pandeiro" (Rede Globo).

Publicou os livros "Chega de saudade: A história e as histórias da bossa nova" (1990), "O anjo pornográfico: A vida de Nelson Rodrigues" (1992), "Saudades do século 20" (1994), "Estrela solitária: Um brasileiro chamado Garrincha"(1995), "Ela é carioca: Uma enciclopédia de Ipanema" (1999), "A onda que se ergueu no mar: Novos mergulhos na Bossa Nova" (2001) e "O vermelho e o negro: Uma pequena grande história do Flamengo" (2001).

Editou três antologias de frases mordazes ("O melhor do mau humor", 1989; "O amor de mau humor", 1991; e "O poder de mau humor", 1993), resumidas e atualizadas em "Mau humor: Uma antologia definitiva de frases venenosas" (2002).

Na área da ficção, escreveu dois romances para o público jovem: "Bilac vê estrelas" (2000) e "O pai que era mãe" (2001). Traduziu e adaptou os clássicos "Frankenstein", de Mary Shelley, e "Alice no país das maravilhas", de Lewis Carroll, também para jovens. Foi ainda coordenador do relançamento da obra completa não-teatral de Nelson Rodrigues para a Companhia das Letras.

Produziu duas coletâneas de Bossa Nova em CD: "Chega de saudade" (1992), para a EMI, e "A onda que se ergueu no mar" (2001), para a Universal.

É autor também de numerosos textos de encartes e releases de discos.

Recusa-se a usar a expressão "MPB", exceto para, em suas próprias palavras, "definir uma certa música insossa e invertebrada, tipo toada ou guarânia, em voga nos últimos 30 anos". Para o escritor, "De Chiquinha Gonzaga em diante, o que de melhor se fez em música no Brasil chamou-se apenas - e com muito orgulho - música popular.".

Lançou, em 2003, o livro "Carnaval no fogo: Crônica de uma cidade excitante demais" (Companhia das Letras).

No ano seguinte, publicou o livro "Amestrando orgasmos" (Objetiva).  Ainda em 2004, tornou-se cidadão benemérito do Rio de Janeiro, ao receber, na Câmara Municipal desta cidade, o Conjunto de Medalhas Pedro Ernesto. Nesse mesmo ano, publicou, com Carlos Heitor Cony, Aldir Blanc, Marcelo Madureira, Bráulio Pedroso e Geraldo Carneiro, o livro "Meu querido canalha" (Editora Objetiva).

Sua pesquisa sobre a cantora Carmen Miranda gerou o livro "Carmen: uma biografia" (Companhia das Letras), publicado em 2005.

Em 2006, publicou o livro “Rio Bossa Nova – Um roteiro lítero-musical” (Casa da Palavra). O lançamento foi celebrado na casa Estrela da Lapa, no Rio de Janeiro, com show do grupo Os Cariocas e entrevista concedida pelo autor ao radialista Fernando Mansur. Nesse mesmo ano, produziu, para a Universal alemã, o CD "Bossa Nova - The sound of Ipanema".

Produziu, em 2007, a série "Ruy Castro apresenta" (EMI), com quatro CDs temáticos de Carmen Miranda: "Carmen canta sambas", "Os Carnavais de Carmen", "Carmen no Cassino da Urca" e "Carmen canta Ary Barroso", a partir de 64 matrizes originais da Odeon. Lançou, nesse mesmo ano, o livro "Tempestade de ritmos - Jazz e música popular no século XX" (Companhia das Letras).

Escreveu o ensaio “A bossa nova – Brigas, nunca mais”, para o livro “Canções do Rio” (Casa da Palavra, 2010), organizado por Marcelo Moutinho.

Em 2010, estreou, no Teatro João Caetano (RJ) o espetáculo “Era no tempo do Rei”, baseado no livro homônimo de sua autoria, com roteiro assinado por Heloisa Seixas e Julia Romeu, direção geral de João Fonseca, direção musical de Délia Fischer, trilha sonora de Carlos Lyra e Aldir Blanc, cenografia de Nello Marrese, figurino de Ney Madeira e um elenco formado por Leo Jaime, Alice Borges, Isabella Bicalho e Soraya Ravenle, entre outros. Nesse mesmo ano, ministrou o curso “A ciência e a arte da biografia” na Estação das Letras (RJ).

Publicou, em 2013, o livro “Morrer de prazer – Crônicas da vida por um fio” (Editora Foz Impressos e Digitais Ltda.).   Em 2015, seu livro “Bilac vê estrelas” deu origem ao musical homônimo, apresentado no Sesc-Ginásio, no Rio de Janeiro. Com roteiro de Heloísa Seixas e Júlia Romeo e direção de João Fonseca, o espetáculo, uma trama cômica,  misturou ficção e fatos históricos. As músicas foram compostas por Nei Lopes, sugestão do autor.   No mesmo ano, lançou o livro “A noite do meu bem: a história e as histórias do samba-canção”, uma biografia do ritmo. Resultado de uma pesquisa de três anos, durante a qual investigou a noite carioca, acabou por traçar um perfil da classe alta que frequentava as boates da época e trazer curiosidades sobre a vida na primeira metade do século XX. E surpreendeu ao mostrar que o samba canção surgiu bem antes dos anos 50, como se supunha. Ao longo de 560 páginas, o livro trouxe ainda muitas referências a grandes nomes como Elizeth Cardoso, Doris Monteiro, Jamelão, Aracy de Almeida, Ary Barroso, Dorival Caymmi, Dalva de Oliveira, Herivelto Martins, entre outros.    BIBLIOGRAFIA CRÍTICA:   ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006. AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010. 3ª ed. EAS Editora, 2014. COSTA, Cecília. Ricardo Cravo Albin: Uma vida em imagem e som. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2018.

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