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Rui Torneze

Rui Torneze de Araújo
6/3/1963 São Paulo, SP

Dados Artísticos

Começou a estudar música formalmente aos 11 anos de idade, aperfeiçoando--se em violão erudito com o maestro Carmelo Crisafulli e estudando no Conservatório Marcelo Tupinambá. Aos 20, conheceu a viola caipira, quando trabalhava como auditor  pelo interior do Brasil, trocando aí seu violão pela viola caipira. A partir de então, tornou-se um dos pioneiros no ensino estruturado da viola caipira por música, possuindo três livros didáticos publicados pela editora Irmãos Vitale. Foi, durante 13 anos, professor de viola caipira da Universidade Livre de Música (ULM) , hoje denominada Escola de Música do Estado de São Paulo - EMESP Tom Jobim. Em 2008, foi nomeado, por um mandato, membro do Conselho Estadual de Cultura, no cargo de Conselheiro da Comissão de Cultura de Raiz, além de membro estatutário da Comissão Paulista de Folclore. De 2001 a 2010, formou, em projetos de parceria com a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e de iniciativa própria, mais de 25 orquestras de viola caipira, a maioria  em cidades do estado de São Paulo, como Itapira , Monte Alegre do Sul, Socorro, Bragança Paulista, Mogi Mirim, Andradina, Joanópolis, Bom Jesus dos Perdões, Piracaia, Guarulhos, Mairiporã, Atibaia, Nazareth Paulista, Tuiuti, Pedra Bela, Piracuara de São José dos Campos; além de orquestras em outros estados do sul do país, como as do Rio Grande do Sul, em Araricá e Sapiranga; Paraná, em Cascavel e Londrina; e Santa Catarina , em Blumenau, onde, através destas agremiações, floresceram núcleos de ensino do instrumento e, conseqüentemente, da cultura caipira, as quais estavam latentes naquelas regiões. Desde 2002, é Diretor Presidente do Instituto São Gonçalo de Estudos Caipiras, ONG direcionada ao estudo e difusão da cultura tradicional caipira, e que abriga as atividades administrativas e técnicas da Orquestra Paulistana de Viola Caipira e congrega inúmeros violeiros da tradição caipira em São Paulo. Em consequencia da excelência de seu trabalho junto à cultura caipira, uma das funções que se tornou destaque do Instituto é a capacitação e a inclusão de grupos situados à margem do convívio social, que são didaticamente ligados às atividades da Orquestra, entre elas pessoas da terceira idade e, já em pauta de atuação, em parcerias com o setor industrial, adolescentes em situação de vulnerabilidade. É fundador e regente da Orquestra Paulistana de Viola Caipira, que em 29 de outubro de 2010 completou 13 anos de atividades. Com a Orquestra, gravou, em outubro de 2002, um CD e um DVD ao vivo no Teatro São Pedro. O CD obteve uma indicação ao Grammy Latino no ano de 2004. Desde 2006, é também regente da Orquestra de Viola Caipiraquara, de São José dos Campos (SP). Em 2008, gravou, novamente com a Orquestra Paulistana de Viola Caipira, o CD e DVD "Viola in Concert", no Teatro Pedro II, em Ribeirão Preto (SP). Para o álbum, foram destacados arranjos de peças eruditas e da MPB para orquestra de violas, conquistando à viola um público de alta exigibilidade. Desde então, a OPVC realiza cerca de 40 concertos anuais , boa parte destes para a Secretaria de Estado da Cultura , sendo o grupo musical mais solicitado pelas prefeituras do estado , segundo dados da própria Secretaria. Em maio de 2010, a OPVC realizou sua primeira turnê internacional, tocando durante 20 dias em diversas cidades de Portugal. No mesmo ano, participou, como convidado, de duas mesas de debates, no seminário do primeiro festival Voa Viola, um projeto de amplitude nacional, que visa mapear, valorizar e difundir o uso da viola caipira no Brasil, trazendo à luz as diferentes inserções do instrumento na música popular brasileira Junto com ele, na primeira mesa, cujo tema foi "Políticas públicas, educação, patrimônio e associações de violeiros", estiveram o antropólogo Marcus Vinícius Carvalho Garcia, como mediador, e Edilberto Fonseca e Pereira da Viola, também como convidado. Na segunda mesa, cujo tema foi "Aspectos sócio-culturais da música de viola no Brasil e em Portugal", participou juntamente com os convidados Romildo Sant’Anna, Chico Lobo e João Matias, e o mediador Roberto Corrêa.

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