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Roberto Corrêa

Roberto Corrêa
11/3/1957 Campina Verde, MG

Dados Artísticos

  Em seus trabalhos sempre procurou explorar as potencialidades da viola além de seus limites já estabelecidos. É professor e pesquisador da Escola de Música de Brasília. Em 1982, publicou "Viola caipira". Desde 1983, vem realizando com a viola caipira e a viola de cocho, instrumento típico de Mato Grosso, recitais e oficinas no Brasil e no exterior. Como pesquisador das tradições musicais do Brasil, realizou, além de trabalhos independentes, pesquisas com o apoio do CNPq e do INF/Funarte. Já se apresentou em 25 países, em todos os continentes, levando o som da viola e da música caipira, tendo recebido no Japão a observação de que a viola faz lembrar de uma antiga relação universal do homem com a terra. Em 1988, publicou "Viola de cocho". Em 1994, gravou o CD "Uróboro". Em 1992, registrou em vídeo sua pesquisa sobre o instrumento. Em 1996, lançou o CD "Crisálida" com rabeca, executada por José Eduardo Gramani em participação especial. No mesmo ano, no disco "Viola de fato", gravou, também, em dueto com Renato Andrade. Ainda no mesmo ano gravou com Inezita Barroso "Voz e Viola". Em 1997, publicou, pelo Arquivo Público de Uberaba, "Folia de Reis em Uberaba". No mesmo ano, produziu o CD "Meu céu", com faixa homônima de Zé Mulato e Cassiano, que recebeu o Prêmio Sharp. Também nesse ano, recebeu o Prêmio Sharp pelo CD "Caipira de Fato", gravado com Inezita Barroso. Participou da coletânea "Violeiros do Brasil", ao lado de outros 13 colegas do gênero, em 1998. No ano seguinte, lançou o CD "Sertão Ponteado".  Ainda em 1999, lançou, pela Kuarup, o CD "No sertão", com o Quinteto de Cordas. Também em 1999, produziu o CD "Navegante das Gerais", da dupla Zé Mulato e Cassiano. Apresentou-se ainda no mesmo ano, em eventos na Alemanha, Argentina, Chile, China, Cuba, Itália, Japão, México e outros países. No Brasil apresentou-se no Paraná, São Paulo, Brasília, Minas Gerais e outros estados. Ainda naquele ano, em Goiânia, fez a trilha sonora e a direção musical da peça "Cara de bronze", de Marcos Fayad, sobre o conto de Guimarães Rosa. Em 2001, participou do Projeto Rio Sesc Instrumental - Encontro de gerações e raízes, no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro. Nesse ano lançou o livro "A Arte de pontear Viola". Em 2002, percorreu 36 cidades de oito estados brasileiros pelo projeto "Violeiros do Brasil", com o show "Esbrangente", criando arranjos originais e tocando com Paulo Freire e Badia Medeiros. O trio casual alcançou grande aceitação de público, resolvendo, então, gravar um CD homônimo do show em que juntaram modas, ponteados, causos e sapateados. Em dezembro do mesmo ano, apresentou o espetáculo Extremosa Rosa , na Sala Loyola, em Brasília, em que brindou o público com o solo de três violas distintas, marcando o lançamento do CD homônimo, primeiro em que o violeiro canta. Isso se dá em oito das 15 faixas. O CD une tradição e contemporaneidade e apresenta dez músicas de autoria do violeiro e cinco obras clássicas da música caipira. As peças foram executadas em viola solo ou tiveram as participações de Alex Queiroz (contrabaixo acústico) e Siba, do grupopernambucano Mestre Ambrósio (rabeca). O show Extremosa Rosa foi apresentado em diversos teatros, passando de Brasília a outras cidades brasileiras. Em maio de 2003 o CD "Esbrangente" foi lançado em Brasília, no Itaú Cultural, merecendo crítica elogiosa do Jornal Correio Braziliense e do Jornal O Popular, de Goiânia. Nessa ocasião, o programa Sintonia, da TV Câmara, realizou uma entrevista com o músico. Ainda nesse ano, participou da vigésima terceira edição do Festival de Música de Londrina, com oficina de Viola Caipira e recital de solo. Ainda em outubro do mesmo ano, apresentou o show "Esbrangente" em terceto com Badias Medeiros e Paulo Freire e, em novembro, apresentou, em dueto com Paulo Freire, dois shows de abertura da "Mostra Viola Brasileira", em Curitiba, evento apoiado, dentre outras instituições, pela TVE do Paraná e Prefeitura Municipal de Curitiba. No início de 2004, apresentou recital solo, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional em Brasília. O recital fez parte da programação do Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília e teve como tema a viola caipira e a viola de cocho. Em outubro de 2004, o CD "Violeiros do Brasil" foi relançado pelo Selo Revivendo. A edição apresenta importantes artistas da viola caipira das várias regiões do Brasil,  entre os quais, Almir Sater, Zé Gomes, Adelmo Arcoverde, Renato Andrade, Paulo Freire, Ivan Vilela,  Pereira da Viola, Josias Dos Santos, Angelino de Oliveira, Renato Andrade, Tavinho Moura, Heitor Villa-lobos, Zé Mulato e Cassiano e  Zé Coco do Riachão. O projeto foi idealizado pela produtora Myriam Taubkin e a gravação do disco foi sugerida pelo músico e produtor Benjamim Taubkin. Participou, também em 2004, da coletânea "Os bambas da viola", lançada pela Kuarup, que reuniu num CD 6  renomados violeiros, para representar a viola das regiões do Brasil. Além dele, o CD traz as violas de Renato Andrade, Almir Sater, Helena Meirelles, Haroldo do Monte e Chico Lobo. Neste álbum, participou das músicas "Noites do sertão", na qual tocou viola junto com o Quinteto de cordas; "Extremosa-Rosa", na qual cantou e tocou viola; e "Futrica infinita", na qual tocou viola. No final do mesmo ano, participou do projeto Violas do Brasil, apresentando-se no Teatro II do CCBB, em alternância com outros quatro mestres do instrumento: Pena Branca, Chico Lobo, Almir Sater e Roberto Corrêa. Seu trabalho se estende em diversas iniciativas além da discografia, conforme a seguinte disposição fornecida pelo site www.violacorrea.com.br publicado pelo próprio. Pesquisa: "Viola Caipira", Roberto Corrêa, livro, Viola Corrêa/ 1983. "Cururu e outras danças", Vinil, INF/Funarte/ 1988. "Viola de Cocho", livro, INF/ 1988. "Viola Caipira", vídeo, CPCE-UnB/ 1992. "Folia de Reis de Uberaba", Roberto Corrêa, livro, Arquivo Público de Uberaba/ 1997. "Sertão Ponteado - Memórias Musicais do Entorno do DF", CD, Viola Corrêa/ 1998. Outros: "Villa-Lobos", Vinil ( participação), JCB/ 1987. "Drummond de Andrade", Vinil, JCB/ 1989-(declamação Lima Duarte, trilha Roberto Corrêa). "Viola Andarilha", Roberto Corrêa, Vinil, 1989. "Nino Rota por Solistas Brasileiros", CD ( participação), JCB/ 1991. "Solistas Brasileiros", CD (participação), JCB/ 1996. "Violeiros do Brasil", CD ( participação), gravado durante o projeto "Violeiros do Brasil" (SESC/1997), Núcleo Contemporâneo/ 1998. Produção: "Viola Andarilha", Roberto Corrêa, Vinil, Viola Corrêa/ 1989. "Uróboro", Roberto Corrêa, CD, Viola Corrêa/ 1994. "Crisálida", Roberto Corrêa, CD, Viola Corrêa/ 1996. "Méu Céu", Zé Mulato e Cassiano, CD, Velas/ 1997 (Prêmio Sharp/1997). Arranjos: "Viola Andarilha", Roberto Corrêa, Vinil, Viola Corrêa/ 1989. "Uróboro", Roberto Corrêa, CD, Viola Corrêa/ 1994. "Crisálida", Roberto Corrêa, CD, Viola Corrêa/ 1996. "Voz e Viola", Roberto Corrêa e Inezita Barroso, RGE/ 1996. "Caipira de Fato", Roberto Corrêa e Inezita Barroso, RGE/ 1997 (Prêmio Sharp/1997). "Méu Céu", Zé Mulato e Cassiano, CD, Velas/ 1997 (Prêmio Sharp/1997). Direção Musical: "Crisálida", Roberto Corrêa, CD, Viola Corrêa/ 1996; "Méu Céu", Zé Mulato e Cassiano, CD, Velas/ 1997 (Prêmio Sharp/1997). "Sertão Ponteado - Memórias Musicais do Entorno do DF", CD, Viola Corrêa/ 1998. Deu consultoria, juntamente com Paulo  Freire, ao projeto"Viola Instrumental Brasileira" realizado pela pesquisadora Andrea Carneiro, que coordenou uma equipe de estudiosos e que, através da pesquisa e análise de um universo de 257 músicas de diferentes regiões, registrou toques, temas e cerca de 35 ponteados, característicos do instrumento, geralmente transmitidos pela tradição oral. A pesquisa resultou num livro de partituras com CD encartado, trazendo 11 violeiros selecionados e gravados in loco. A obra foi editada pela ArtViva Editora e teve lançamento em show na Modern sound, no Rio de Janeiro, em outubro de 2005. Em maio de 2006,  apresentou o espetáculo "Cantigas caipiras" na Sala Cássia Eller da Funarte, em Brasília. Nesse show, mostrou a diversidade e a riqueza rítmica da música caipira acompanhado por Fernado Netto (violão e voz) e Klaus Wurmbauer (baixolão). Canções da música caipira e ponteados de viola alternam-se com comentários do violeiro e pesquisador acerca de cada ritmo. No repertório, composições próprias como o cururu "Moda destrambelhada", parceria com Hermínio Bello de Carvalho, e o pagode-de-viola "Urubu-rei" se unem a clássicos da música caipira como o batuque "Rio de lágrimas", dde Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Piraci, a moda-de-viola "Boi soberano", de Carreirinho, Isaltino Gonçalves e Pedro Lopes, e o rasqueado "Siriema", de Nhô Pai e Mario Zan, interpretado na viola de cocho. Em maio de 2007, lançou o vídeo-documentário musical, um curta-metragem de 30 minutos:  "Modinhas de Goiás", resultado de trabalho de pesquisa, coordenada por ele, nas cidades de Pirenópolis, Goiás e Goiânia. Além do vídeo, o projeto "Modinhas de Goiás - registro em imagem e som" gerou acervo sobre o tema, organizado por Mônica Monteiro, passando a ficar disponibilizado para consulta na COEPI (www.coepi.org.br). Participaram do documentário nomes de destaque no cenário cultural goiano, como Ely Camargo, Marcelo Barra, Maria Augusta Calado e Goiandira. A direção do vídeo é sua e de Juliana Saenger, fotografia e roteiro de Angélica Del Nery e Eduardo Garcia. A realização é do Ponto de Cultura COEPI - Comunidade Educacional de Pirenópolis e a produção da Viola Corrêa Produções Artísticas e da Sinhá Produções Educação e Cultura. O projeto foi desenvolvido com recursos do Fundo Nacional de Cultura / MINC. Em agosto de 2007, apresentou recital solo - com a viola caipira e a viola de cocho - em Campinas/SP, no Espaço Cultural CPFL. Ainda, nesse mês, fez o "Retrato Sonoro da Viola Caipira", em projeto promovido pela Fundação Cultural Capitania das Artes, em Natal/ RN. O evento foi realizado no Teatro Sandoval Wanderley. No mesmo ano, tocou viola no álbum "Viola brasileira em concerto", na música "Prelúdio para Viola brasileira nrs 01 a 07", de Theodoro Nogueira. O disco, produzido pelo também violeiro João Araújo, teve participações de outros violeiros, tais como Cacai Nunes, Miltinho Edilberto, Chico Lobo, Fernando Sodré, entre outros. Desde 2010, é curador, ao lado de Paulo Freire, do festival Voa Viola, um projeto de amplitude nacional que visa mapear, valorizar e difundir o uso da viola caipira no Brasil, trazendo à luz as diferentes inserções do instrumento na música popular brasileira. Na edição desse ano, participou das apresentações em Brasília, tocando viola e cantando, sozinho e ao lado do cantor e rabequeiro Siba. .na mesma edição do festival, participou, como mediador, da mesa redonda, realizada em Belo Horizonte, com o título "Aspectos sócio-culturais da música de viola no Brasil e em Portugal". Da mesa, participaram Rui Torneze, Chico Lobo, Romildo Sant´Anna, João matias e Pedro Mestre. Em 2011, apresentou-se mais uma vez no programa "Viola, minha Viola", comandado por Inezita Barroso, na Tv Cultura. Na ocasião, tocou viola e cantou as músicas "Extremosa-rosa" e "Ingrisia na folia", ambas de sua autoria. No mesmo programa, também tocou em parceria com o violeiro Arnaldo Freitas.   Em 2012, como curador, ao lado de Paulo Freire, do Voa Viola, foi anfitrião de todos os shows do evento, realizados em quatro capitais diferentes: Rio de Janeiro, Cuiabá, Manaus e Porto Alegre. Também no Voa Viola, no seminário realizado em Belo Horizonte (MG), foi mediador da mesa de debates com o tema "Tocando a carreira - caminhos de produção e divulgação para violeiros e violeiras". Da mesa, participaram como convidados a curadora e diretora musical Myriam Taubkin, e a jornalista e produtora cultural Ângela Lopes. No mesmo ano, lançou o CD "Viola de arame", de forma independente.    

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