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Renato Russo

Renato Manfredini Júnior
27/3/1960 Rio de Janeiro
11/10/1996 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Em 1978, criou o grupo de punk rock "Aborto Elétrico". Em 1982, abandonou o grupo e criou a "Legião Urbana". Em 1983, teve sua primeira composição gravada, "Química", pelo grupo Paralamas do Sucesso. Seu novo grupo começou a se destacar em 1984 com o lançamento do disco "Legião Urbana", do qual foram grandes sucessos as músicas "Será", parceria com Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, e "Geração Coca Cola". Em 1986, foi lançado o segundo LP da Legião Urbana, que o consagrou definitivamente como compositor. Destacaram-se nesse segundo disco músicas como "Eduardo e Mônica", "Tempo perdido" e "Índios". Em 1987, novos sucessos e polêmicas com "Que país é este?" e "Faroeste caboclo", que chegou a ter a execussão proibida nas rádios. Em 1989, obteve sucesso com "Pais e filhos" e "Meninos e meninas",  parcerias com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Em 1994, lançou o primeiro disco solo, "The Stonewal celebration concert", uma homenagem aos 25 anos do ativismo gay norte-americano e que destinou 50% de suas vendagens para projetos da Ação da Cidadania contra a Miséria e a Fome.  O disco, que trazia clássicos do cancioneiro americano com interpretações suas ao violão, vendeu cerca de 250 mil cópias. Em 1995, lançou seu segundo disco solo "Equilíbio distante", com músicas em italiano e que em dois anos vendeu cerca de um milhão de cópias. Os destaques do disco foram "La solitudine", de Cavlli, Cremonesi e Valsiglio, e "Strani amori", de Buti, Cheope, Marati e Valsiglio. Em 1997, foi lançado potumamente o CD "O último solo", com músicas que sobraram dos dois discos anteriores. Aparece ainda uma faixa interativa com o clipe de "Strani amore" e trechos de uma entrevista do artista. O cantor e compositor faleceu de broncopneumonia, sepicemia e infecção urinária decorrente da Aids, após seis anos como portador do HIV. Tornou-se um mito após a morte, recebendo uma série de homenagens em discos, livros e shows. Em 2000, a EMII Brasil lançou o CD duplo  "Bis", uma coletânea de seus trabalhos solo trazendo como novidades a regravação de "A carta", de Erasmo Carlos, gravada no disco "Homem da rua", de 1992, e "A cruz e a espada", de Paulo Ricardo, do disco Rock popular brasileiro. No mesmo ano foi lançado pela Relume Dumará o livro "Renato Russo - O trovador solitário", biografia do artista escrita pelo jornalista Arthur Dapieve, que segundo o autor "esquadrilha as mil faces de Renato Russo", considerado por ele como "a figura mais carismática, turbulenta e contraditória do Brock".  No mesmo ano, foi exibido pelo canal Multishow, dentro da série "por trás da fama", um especial sobre sua vida e obra. Em 2002, foi lançado pela Editora Hama o estudo "depois do fim - Vida, Amor e Morte nas canções da Legião Urbana", escrito em dupla pela professora Angélica Castilho e pela jornalista Erica Shlude, e que analisa a obra do letrita defendendo a idéia de que suas letras apresentavam uma visão neo-romântica da realidade.
Em 2003, foi lançado o CD "Renato Russo presente" que levou o cantor morto em 1996 de volta às paradas de sucesso com a música "Mais uma vez", de sua autoria e Flávio Venturini, gravada anteriormente pelo grupo 14 Bis e até então inédita na sua voz. Estão presentes ainda relançamentos de gravações do cantor como "A carta", de Raul Sampaio e Benil Santos, gravada em dueto com Erasmo Carlos; "Gente humilde", de Vinícius de Moraes, Garoto e Chico Buarque, com acompanhamento de Hélio Belmiro; "Hoje", com Leila Pinheiro e "Boomerang", entre outras. No mesmo ano, foi lançado o livro "A nossa geração perdida", de Escobar Maia, com reflexões a partir da obra do compositor. Em 2006, po ocasião dos dez anos de sua morte foi homenageado com o especial "Uma celebração", lançado em CD e DVD pela EMI, espetáculo gravado na Fundição Progresso no Rio de Janeiro com a presença de quatro mil pessoas e apresentado pelo canal Multishow. Tomaram parte no evento uma banda liderada por Fred Nascimento e que acompanhou os cantores Chorão na música "Canção do senhor da guerra", Fernanda Takai em "Eu sei" e "Toni Platão, em "Faroeste caboclo", além das bandas Titãs que interpretou "Fábrica" e "Que país é este?", Biquine Cavadão com "Eduardo e Mônica", Autoramas com "Tédio com um T bem grande pra você", e Capital Inicial com "Tempo perdido". Foram apresentadas ainda duas composições inéditas: "O grande inverno da Rússia", com Ico Ouro Preto, e "Fábrica 2" cantadas pela banda Titãs. Em 2006, foi homenageado com a peça "Renato Russo", um musical sobre a sua vida estrelado pelo ator Bruce Gomlevsky. A peça estreou com grande sucesso em Angra dos Reis durante o Festival de Teatro daquela cidade sendo assistida por mais de duas mil pessoas. Em seguida, foi apresentada no Centro Cultural dos Correios no Rio de Janeiro. Em 2007, a peça foi apresentada em Brasília. No mesmo período, foi lançado o DVD "Entrevistas MTV - Renato Russo", projeto idealizado pelo jornalista Marcelo Fróes que compilou material de entrevistas realizadas pelo cantor em 1993 e 1994 e que resultaram num total de 124 minutos com direção artística de João Augusto nos quais o líder da Legiaõ Urbana fala sobre sua carreira e detalhes de sua vida. Ainda em 2007, foi homenageado pela TV Globo com um especial sobre sua vida e obra na série "Por toda minha vida". Também em função dos 11 anos de sua morte foram revelados mais quatro projetos cinematográficos sobre susavida ou aspectos de sua obra. Antônio Carlos Fontoura vai filmar "Religião urbana" sobre a vida do cantor entree os 16 e 22 anos, o paulista Renê Sampaio resolveu filmar os personagens da música "Faroeste caboclo" e a atriz Denise Bandeira resolveu adaptar a letra de "Eduardo e Mônica". Há ainda a idéia de trransformar em filme a peça "Renato Russo" que até abril de 2007, levou mais de 40 mil pessoas ao teatro numa verdadeira celebração ao ídolo. Em 2009, teve lançada pela editora Agir sua biografia, "O filho da revolução", autoria do jornalista Carlos Macedo, que para escrevê-la fez cerca de cem entrevistas, além de acrescentar letras inéditas e documentos inéditos que ajudam a traçar um painel da turma da colina que gerou o rock da década de 1980, na cidade de Brasília. Em 2011, começou a ser filmado em Brasília pelo diretor Antonio carlos Fontoura o longa metragem "Somos tão jovens" tendo como protagonista o ator Thiago Mendonça revivendo o cantor e compositor desde o início de sua carreira em fins dos anos 1970, assim como toda a cena do rock brasiliense daquele período e que daria origem às bandas Legião Urbana e Plebe Rude. Também em 2011, estreou nas telas brasileiras o filme "Rock Brasília", de Wladimir de Carvalho, no qual sua vida e imagens são muito enfocadas. Em 2013, estreou o longa metragem "Somos tão jovens", dirigido por Antônio Carlos da Fontoura, registrando a juventude do compositor, vivido no filme pelo ator Thiago Mendonça. No mesmo ano, estreou especialmente na cidade de Brasília o longa metragem "Faroeste caboclo", dirigido por Renê Sampaio que levou oito anos para terminar o roteiro, inspirado na música homônima, composta quando o líder da Legião Urbana tinha apenas 18 anos, em 1979. No mesmo ano, foi homenageado em Brasília, no show "Renato Russo sinfônico", idealizado por seu filho Giuliano Manfredini, e que reuniu cerca de 45 mil pessoas no estádio Mané Garrincha, com suas músicas sendo interpretadas por 14 convidados  acompanhados pela Orquuestra Sinfônica de Brasília. Em 2014, seu filho Giuliano Manfredino fretou um avião para trazer de Brasília para o Rio de Janeiro 400 quilos de material inédito do acervo do pai incluindo poemas, canções, fanzines, desenhos, roupas e objetos pessoais. O material foi catalogado e em seguida uma exposição itinerante ficou de percorrer o país contando a história do líder da Legião Urbana. Em 2015, foi lançado o livro "Só por hoje e Para Sempre", pela Companhia das Letras, um diário feito pelo cantor durante o período de 29 dias em que esteve internado em uma clínica de dependentes químicos no Rio de Janeiro. Segundo seu filho e herdeiro Giuliano Manfredini, "O livro é o diário escrito pelo meu pai, durante o período que ficou internado." Em 2016, por ocasião dos 20 anos de sua morte recebeu diferentes homenagens. Foi lançado o livro "The 42nd St. Band", livro sobre uma banda imaginária escrito por ele aos 15 anos de idade e somente agora lançado. Foi também remontado pelo ator Bruce Gomlevsky o espetáculo "Renato Russo - O musical" que estreou por ocasião dos anos de m0rte do músico e teve mais de 200 mil espectadores. Foi também lançado o álbum tributo "Viva Renato russo 20 anos" com bandas da nova geração do rock brasileiro interpretando músicas do artista. Finalmente, foi lançada pela Universal Music uma caixa com os cinco álbuns solo lançados pelo cantor.  Em 2017, foi feita pelo ator e cantor Bruce Gomlevsky, a 467º apresentação do musical "Renato Russo", escrita por Daniela Pereira de Carvalho e dirigida por Mauro Mendonça Filho, com acompanhamento musical da banda Arte Profana. O tributo ao fundador da banda Legião Urbana ocorreu nos Arcos da Lapa, tradicional região da boemia carioca, e foi franqueada ao público que ouviu sucessos como "Pai e filhos", "Eduardo e Mônica", "Que país é este?" e "Tempo perdido". No mesmo ano, foi lançado o "Livro das listas", com um apanhado de anotações sobre suas preferências culturais e sentimentais. Foi também inaugurada no Museu da Imagem e do Som de São Paulo a exposição "Renato Russo", a maior da história do MIS com cerca de mil dos três mil itens que o artista guardava em seu apartamento. Segundo reportagem do jornal O Globo: ""Renato Russo", que ocupa dois andares do MIS, foi dividida em várias salas, como a Manfredini Junior (com registros da infância e adolescência), Renato Russo (manuscritos, roupas, instrumentos e outros itens da vida do músico), ídolo nacional (com a memorabilia dos tempos de Legião Urbana e carreira solo), Artista imaginário (que trata da banda de ficção que ele criou na adolescência, a 42nd Street Band, e dos filmes que pensava fazer) e Infinito de Influências (discos, livros, filmes, revistas que o moldaram)".

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