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Renato Borghetti

Renato Borghetti
23/7/1963 Porto Alegre, RS

Dados Artísticos

Um dos mais renomados artistas representantes da musicalidade sulista, costuma  apresenta-se no Brasil, em festivais e festas do Sul e, com o mesmo sucesso, em festas juninas no Nordeste, e em concertos em teatros de diversas capitais, inclusive o Teatro Amazonas, além de apresentacões no exterior, em cidades como  Munique e Stuttgart, entre outras. Aos 16 anos, subiu pela primeira vez em um palco profissionalmente, passando, a partir de então, a participar de diversos festivais de música. Foi nos festivais que começou a chamar a atenção do público e da crítica para a sua música. Tornou-se rapidamente popular, tanto pela sua música, como pelo seu jeito de se vestir, com cabelos longos, chapéu encobrindo os olhos, bombachas surradas e alpargatas de corda. Em 1984, lançou seu primeiro disco, que inicialmente seria um trabalho independente e para isso, Borghetinho, como também é chamado, alugou o estúdio Eger e convidou os músicos Ênio Rodrigues, Oscar Soares e Francisco Castilhos para participarem da gravação que teria 2.000 cópias. O produtor Ayrton dos Anjos, porém, levou a fita para a RBS Discos e esta lançou o disco, que rapidamente tornou-se um fenômeno de sucesso. Em três semanas o disco vendeu 60 mil cópias, um recorde absoluto no Rio Grande do Sul. Com rapidez, o disco atingiu a marca de 100 mil cópias vendidas, dando a Borghett o disco de ouro, o primeiro para um disco instrumental no Brasil, e o primeiro para a música nativista gaúcha. Destacaram-se no primeiro disco, as composições "Milonga para as missões", de Gilberto Monteiro, "Minuano", de Sadi Cabral e "Tio Bila no oito baixos", de Tio Bila. O disco foi posteriormente lançado em CD e atingiu a marca de 250 mil cópias, alcançando o disco de platina.
Em 1987, lançou seu terceiro disco, pela RCA Victor, com destaque para as composições "Belém novo", dele e Paulo Tomada; "Sétima do pontal", dele e Veco Marques; "Cambicho em Alegrete", de sua autoria; e outras, além da regravação de "Negrinho do pastoreio", clássico do compositor gaúcho Barbosa Lessa. No mesmo ano, apresentou-se  na Alemanha. Em 1988, participou em São Paulo do Free Jazz Festival e no Rio de Janeiro, do Projeto Pixinguinha. Em 1989, lançou "Esse tal de Borghetinho", também pela RCA Victor com destaque para as composições "Quebra-nós", dele e Deio Escobar, "Porto Alegre" de Veco Marques, "Oitavando no baião", dele e Veco Marques e "Sábado em família", dele e Veco Marques.
Alternando trabalhos mais simples e gauchescos com momentos de maior sofisticação, passando inclusive peo jazz e a música erudita, Borghetinho já na década de 80, depois de ganhar incontáveis prêmios  em festivais, tocou com artistas  como Leon Russel e Edgar Winter,  Na década de 1990 tocou no S.O.B.'s de Nova York  estabelecendo parceria com a Orquestra de Câmara do Teatro São Pedro, que logo geraria novos trabalhos nessa fronteira erudito-folclórica com a OSPA (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre), a Orquestra Unisinos e orquestras de todo o Brasil.
Em 1991, recebeu prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte pelo melhor disco do ano na categoria Regional e convite para integrar o Projeto Asa Branca, pelo qual fez shows por toda a década, ao lado de Sivuca, Dominguinhos, Elba Ramalho, Alceu Valença entre outros. Também em 1991, gravou "São Jorge", de Hermeto Pascoal e "Fantasia para gaita de ponto e orquestra de câmara", com regência do maestro Fred Guerling, no disco  "Borghett". Em 1992, lançou pela RBS Discos, o disco "Pensa que berimbau é gaita?", no qual interpreta, entre outras, as composições "Felicidade", clássico de Lupicínio Rodrigues; "Serrinha"; recolhido do folclore; "Energia", de Sivuca e Glorinha Gadelha; "Bebê", de Hermeto Pascoal e "Armando", que dá título ao disco, de sua autoria. Em 1993, gravou de Dominguinhos "Dona Alda" e de Hermeto Pascoal "Funga, funga no cangote". Em 1994, lançou um LP na Inglaterra pela Prestige Records, no qual interpreta , entre outras, "Bachianas brasileiras nº 5", de Villa-Lobos; "Minuanio", de Sadi Cardoso e "Vira-virou", de Kleiton e Kledir. Em 1995, apresentou-se com Hermeto Pascoal e tocou no CCBB, no Rio de Janeiro, em show no qual resultou o disco "Instrumental no CCBB". Em 1996, lançou o disco "Gaúcho", com destaque para "Valsa da coroa", dele e Paulo Silveira, "Rasgando em dobro", com Hilton Vaccari e "Entardecer no pontal", com Hilton Vaccari. Em 1997,  voltou a se apresentar no Free Jazz Festival em São Paulo. Entre 1995 e 96, tocou por todo o país como representante sulista no projeto Brasil Musical, ao lado de artistas já renomados como Paulo Moura, Hermeto Pascoal, Wagner Tiso e Egberto Gismonti. Também começou a estabelecer uma ponte com o Uruguai e a Argentina, tocando e realizando parcerias com artistas de ambos os países. Passou também a ter cada vez mais sucesso em excursões européias, chegando a gravar e lançar por lá discos seus e participações em trabalhos de outros artistas.
Em 1998, lançou "Gauderiando", no qual interpretou diversos clássicos da música gaúcha, tais como "Prenda minha", que conta com a participação especial de Milton Nascimento, "Felicidade" e "Danças gaúchas". Contou, também, com a participação do instrumentista argentino Lúcio Yamal na composição "Negrinho do pastoreio" e com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre gravou o "Hino Rio grandense". O disco foi dedicado ao compositor e folclorista gaúcho Barbosa Lessa. Já tocou também com a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, de Porto Alegre, a Orquestra de Câmara de Blumenau, Santa Catarina e a Orquestra de Câmara de Curitiba. Apresentou-se ao lado de importantes nomes da música brasileira e internacional, entre os quais, Sivuca, Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Kleiton e Kledir, Sivuca, Adriana Calcanhoto, Stephane Grapelli e Ron Carter. Sua música tem como base o folclore gaúcho, misturando as influências trazidas por imigrantes portugueses, espanhóis, alemães e italianos.  Em seus discos mescla xotes, rancheira, milonga,  polca, vaneira, chamamé, tango, forró, samba e baião.
Em 1999, lançou o CD "Ao Ritmo de Tio bilia", dois anos depois lançou o CD "Paixão no peito".
Em 2000, apresentou show no Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Em 2001, participou do Primeiro Festival de sanfona do Maranhão juntamente com Dominguinhos, Sivuca, Waldonys, o argentino Antonio Tarragô e os norte americanos Geno Delafose e Mingo Saldival. No mesmo ano, participou do Projeto Rio Sesc Instrumental - Encontro de gerações e raízes, realizado no Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro.
Em 2002, tocou com Hermeto Paschoal no show "Cantos da Cidade", realizado durante o II Fórum Social Mundial no  Anfiteatro Pôr-do-Sol, eletrizando a platéia. No mesmo ano, lançou três álbuns: "Renato Borghetti, ao vivo em Viena"; Umberto Petrin e Renato Borghetti - Reunião; e  "A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes", pelo selo SESC São Paulo. Em 2003, teve participação especial, juntamente com Gino e Geno, na música "Paixão dupla", de Lourival dos Santos, Chicão Pereira e Pardinho, no album "Meu Reino encantado II", de Daniel, do selo Warner Music Brasil, produzido por Daniel e Manoel Nenzino Pinto.
Em 2004, lançou seu 15º disco e foi selecionado para participar do grupo de 10  artistas que representaram a música produzida no sul do país na Mostra "O Brasil dos Gaúchos", realizada pelo Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF). Em 2007, lançou o seu primeiro DVD, "Fandango", que também deu origem a um CD, com o mesmo nome. Em 2010,  tem novamente vários shows agendados em vários países da Europa, como Portugal, Itália, Inglaterra, Hungria, Finlândia, Áustria e Bélgica. No fim de 2010, participou do 2º Festival Internacional da Sanfona, em Juazeiro (BA), apresentando-se no mesmo dia que Laudiston Bagagi, Sexteto Pernambucano de Acordeon, Dominguinhos e Cezinha. Na virada de 2015 para 2016, apresentou-se como uma das principais atrações da festa de réveillon oficial da cidade de Porto Alegre (RS).

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