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Raquel Valença

Raquel Teixeira Valença
18/6/1944 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

A experiência como professora de Língua Portuguesa durante 13 anos, entre o Rio de Janeiro e Brasília, lhe valeu a publicação, em 1970, de um Caderno de Português, editado pela Fundação Educacional do Distrito Federal, contando também com colaborações de outros professores. Em 1972, participou da equipe que preparou o Dicionário Ilustrado da Academia, publicado pela Editora Bloch. Em 1974, publicou, pela editora Três, uma biografia de Martinho Lutero, na coleção"Grandes Personagens de Todos os Tempos". Também publicou, a partir de 1976, traduções, do alemão, de obras como "O Tambor" e "Gato e Rato", de Günter Grass, além de "O ciclo épico dos cangaceiros na literatura popular do nordeste", de Ronald Daus. Em 1981, publicou, pela Livraria José Olympio, o livro Serra, Serrinha, Serrano: o império do samba, escrito em parceria com Suetônio Valença.

Continuando as atividades de professora, defendeu título de Mestrado em Letras, em 1983, pela UFF- Universidade Federal Fluminense, com a dissertação "Palavras de Purpurina -Estudo Lingüístico do Samba-enredo: 1972-1982" Em 1977, ingressou por concurso no corpo de pesquisadores da Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, no setor de Filologia do Centro de Pesquisa daquela instituição. Lá, fez parte da equipe que elaborou um vocabulário histórico-cronológico do Português Medieval. Editou ainda obras de autores como Artur Azevedo e João do Rio. Publicou em 2004 a reunião de crônicas de Lima Barreto, em dois volumes, sob o título Toda a crônica. Tornou-se, a partir de 1999, diretora do Centro de Pesquisa da Casa de Rui Barbosa. Como tal, promoveu diversos cursos e eventos culturais e acadêmicos, reunindo intelectuais do mundo das letras e das artes.A pesquisadora é freqüentemente convidada para eventos e programas de rádio e TV sobre música popular, especialmente sobre o carnaval e o samba, assunto sobre o qual pesquisa e escreve, já tendo publicado vários trabalhos em revistas e jornais especializados a respeito, sempre propondo novas reflexões. Sua pesquisa, que se volta para o estudo da norma lingüística do compositor popular, verificando como e no que ela se afasta da língua culta e o que fascina o compositor ao criar sua obra, conta, também, com sua participação efetiva no mundo do samba. Milita no Império Serrano desde 1972. De 1980 a 1993 como responsável pela Ala das Crianças e de 1994 em diante como ritmista. No final dos anos 1980, passou a integrar também a bateria da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, da qual foi diretora cultural, na gestão que levou a escola ao grupo especial. Ocupa atualmente a vice-presidência cultural. do Império Serrano. Elaborou e faz a curadoria do site do Império Serrano na Internet. Colaborou ativamente na criação do Centro de Memória da Liga Independente das Escolas de Samba e é membro do comitê executivo do Instituto do Carnaval da Faculdade Estácio de Sá.

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