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Quitandinha Serenaders



Dados Artísticos

Conjunto vocal com repercussão nos anos 1940. De curta porém marcante atuação, era formado pelos gaúchos Alberto Ruschell, Francisco Pacheco, Luiz Bonfá, e Luiz Telles, em 1946. O nome do conjunto foi dado pelo produtor musical Carlos Machado quando o mesmo se apresentava no Hotel Quitandinha em Petrópolis, RJ. Com o fim dos cassinos em 1946 por decreto do então presidente Eurico Dutra, o conjunto buscou novos rumos para a carreira e rumou para a cidade do Rio de Janeiro onde se apresentaram em Rádios como a Nacional e outras. Estrearam em disco em 1948, pela Continental, com a toada "Alecrim", de Dilu Melo e Ovídio Chaves, e o beguine "Eu, você e o mar", de Luiz Bonfá, com o qual o grupo atingiu as paradas de sucesso. No ano seguinte, lançaram a moda do sul "Gauchinha", de Luiz Cosme e Josué de Barros, e a valsa "El abandonado", um motivo popular mexicano. Nesse ano, atuaram no filme "É com esse que eu vou", dirigido por José Carlos Burle, e que contou ainda com as participações de Oscarito, Grande Otelo, Marion, Catalano, Heloisa Helena, Madame Lou, e números musicais que contaram, além deles, com as participações de Luiz Gonzaga, Emilinha Borba, Adelaide Chiozzo, Alvarenga e Ranchinho, Ciro Monteiro, e Ruy Rey. Em 1949, participaram juntamente com Ruy Rey, Luiz Americano, Aracy Costa, e Juliana Yanakiewa e seu corpo de baile, dos números musicais do filme "E o mundo se diverte", dirigido por Watson Macedo.

Contratados pela Odeon em 1950, gravaram disco interpretando os sambas "Sabiá cantô", de J. B. de Carvalho e Amado Régis, e "O amor é assim", de Luiz Bonfá e Luiz Teles. No mesmo ano, gravou as toadas "Quando você voi-se embora", e "Xô! Xô! Passarinho", de autoria do cineasta José Carlos Burle. Nessa época, era considerado um dos melhores conjuntos vocais brasileiros. Em janeiro de 1951, foi lançado novo disco, gravado em novembro do ano anterior, com os sambas "Sansão e Dalila", de Zé Dantas e Péricles, e "É ordem do rei", de Assis Valente e Castor Vargas. Ainda no mesmo ano, gravaram o son huasteco "El soldado de Levita", de H. Gonzales, A. Roses e Nino Sosa, o bolero "No lo digas no", de Luiz Bonfá e Alberto Castel, o baião "Qual o que!", de Guio de Morais e Jucatá, e o aboio "Vaqueiro nordestino", de Zé Dantas. Para o carnaval de 1952, o grupo lançou as marchas "Nero", de Sebastião Lima, Marinho Lima e Valdir Dália, e "Morena da praia", de Luiz Bonfá e Luiz Teles. No mesmo ano, gravaram a rancheira "José do rancho", de Assis Valente, e o samba "Prece ao Senhor do Bonfim", de Luiz Bonfá. Para o carnaval de 1953, o quarteto lançou a marcha "Tormento", de Luiz Bonfá, e o samba "Meu lamento", de Lourival Faissal, Marinho Lima e Sebastião Lima, em disco gravado em outubro de 1952. Nesse mesmo período, o grupo se dissolveu, depois de gravar dois discos pela Continental e oito pela Odeon.

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