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Quincas


Circa 1920 Rio de Janeiro

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística na década de 1940. Em meados daquela década, atuou, juntamente com o clarinetista Kunz, na boate "Meia-noite", do Copacabana Palace. Em 1947, juntamente com Kuntz, criou a orquestra Os Copacabana, idealizada por eles como  um grupo orquestral, cuja forma de instrumentação soasse como a de uma grande orquestra, permitindo, no entanto, atuar em pequenos ambientes. Logo em seguida, rumaram para São Paulo, onde foram contratados pela boate Marabá. Em 1951, gravou o primeiro disco com Os Copacabana, interpretando o fox-blue "Wabash blues", de D. Ringie e F. Meinken, e o fox-trot "Three litte words", de H. Ruby e B. Kalmar. Em 1955, seu grupo Os Copacabana tornou-se a atração exclusiva do "Casablanca", na Praia Vermelha e da Rádio Mundial, no Rio de Janeiro. Em 1958 e 1959, atuou com Os Copacabana no Dancing Brasil. Com a mesma orquestra, tocou ainda nas boates "Night and Day", "Acapuldo", "Flair" e "Vogue" no Rio de Janeiro, "Lor" e "Eve", em São Paulo. A partir de 1958, assumiu a direção da orquestra, quando foram contratados pela gravadora Odeon. Assumindo novo nome, o grupo lançou o LP "Fim de semana - Quincas e Os Copacabana" no qual foram interpretadas as músicas "Falsa baiana", de Geraldo Pereira; "A mulher do bode", de Osvaldo C. de Menezes; "Night and day", de Cole Porter; "Só pode ser você", de Noel Rosa e Vadico; "Cherokee", de R. Noble; "Paisagem" e "Vamos fazer um samba", de Astor Silva; "Feirabend", de J. Rixner; "Melancholy rhapsody", de Heidors e Cahn; "Ai que saudades da Amélia", de Ataulfo Alves e Mário Lago; "Singapura", de sua autoria, e "Atraente", de Chiquinha Gonzaga. Em 1959, também pela Odeon, foi lançado o LP "Das 11 às 4 - Quincas e Os Copacabana", com as interpretações das músicas "O apito no samba", de Luis Bandeira; "Rico Vacilon", de Rosendo Ruiz; "Tenderly", de J. Lawrence e W. Gross; "Vai Astor", de Vadico; "Torero", de R. Carosone e Nisa; "Pigalle", de G. Ulmer; "Jambrando", de José Marinho; "El reloj", de Roberto Cantoral; "Harlem nocturne", de D. Rodgers e E. Hagem; "Natureza bela", de Felisberto Martins e Henrique Mesquita; "Andalucia", de Ernesto Lecuona, e "La vie em rose", de Louiguy e Edith Piaf. Em seguida, tranferiu-se com o seu grupo para a gravadora Philips, pela qual lançou, em 1961, o LP "Ritmos sob medida com a orquestra dançante - Quincas e Os Copacabana". O disco apresentou as gravações das seguintes canções: "Chorinho de gafieira", de Astor Silva; "Trumpet mambo", de Jo Brik; "Greenfields", de Gilkyson, Dehr e Miller; "Rosa morena", de Dorival Caymmi; "Bájate de esa nube", de Ernesto Duarte; "Tema para dois", de Nazário Cordeiro e Damásio José; "Trumpet talk", de P. Laine; "A felicidade", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes; "Botijão", de Hamilton Pereira Cruz; "Perfídia", de A. Dominguez; "Gin-kana", de Emílio Batista e Ruy Rey, e "Angelique", de A. Rasmussen e B. Sten. Em 1968, o grupo acompanhou o cantor Zezinho na interpretação do samba-enredo "Tiradentes", de Mano Décio da Viola, Penteado e Estanislau Silva, para o LP "Pequena História do samba", lançado pelo Museu da Imagem e do Som. Ao longo da carreira, gravou nove discos em 78 rpm e mais quatro LPs com o grupo Os Copacabana, um dos mais importantes grupos musicais do Rio de Janeiro nas décadas de 1950 e 1960 e do qual foi um dos fundadores.

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