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Quarteto de Bronze



Dados Artísticos

Grupo vocal. O grupo foi no final da década de 1930 e era formado pelas irmãs Eulina, Eulália e Osmarina e, pelo violonista Euclides Machado, também responsável pelos arranjos vocais. No início da década de 1940, o grupo fez apresentações nas Rádios Mayrink Veiga, Nacional, Tupi e outras. Gravaram pela primeira vez em 1940, pela Odeon cantando com a cantora sertaneja Nhá Zefa a canção "Adeus, palavra malvada", de Arlindo Marques Júnior e Luiz Batista Júnior. O lado B desse disco trazia uma gravação de Nhô Pai e Nhá Zefa. Em 1941, assinaram contrato com a gravadora Victor e gravaram com Mário Petra de Barros e Napoleão Tavares e Sua Orquestra os sambas "Nega, meu bem" e "Sapateia morena", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira. No mesmo ano, gravaram com Cyro Monteiro os sambas "Ai, ai, ai, ai, ai! Eu gosto de você" e "Chica, Chica, bum, chic", de H. Warren e Osvaldo Santiago. Pouco depois gravaram o primeiro disco solo com a marcha "Firim-fim fonfon", de Peterpan e Milton de Oliveira e o samba "Vamos dançar", de Paquito e Vilarinho.

Em 1942, o quarteto gravou o corta-jaca "Trem do ferro", de Buci Moreira, Carlos de Souza e E . De Almeida e o batuque "O barco virou", de Constantino Silva. Para o carnaval do ano seguinte gravaram a marcha "A vontade do papai", de Roberto Martins e Mário Rossi e o samba "Já não sinto saudades", de Luiz Soberano, Orlando M. Braga e Vasco Gomes. As dificuldades da Segunda Guerra Mundial fizeram com que muitos artistas ficassem afastados das gravações. È o que parece ter acontecido com esse quarteto, que somente voltou a gravar em 1945, lançando pela Odeon a canção "Rio Amazonas", de Alberto Montalvão e o batuque "Ogum", de Milton Bittencourt.

Por volta de 1948, fizeram longa excursão ao Uruguai e à Argentina. De retorno ao Brasil em 1949, voltaram a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga. Nesse ano, gravaram com a cantora Carmélia Alves o choro "Tic-Tac do meu coração", de Valdemar de Abreu, o Dunga e que foi um dos destaques daquele ano.

Depois de gravar nove discos com 16 músicas pelas gravadoras Victor, Odeon e Continental ao aldo de astros como Cyro Monteiro e Carmélia Alves, ogrupo se dissolveu no começo dos anos 1950.

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