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Portinho

Antônio Porto Filho
27/9/1925 Rio Grande, RS
2000 São Paulo

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística em São Paulo e tocou em diversas orquestra e regionais. Na década de 1940, fez parte do regional de Claudionor Cruz, e na década de 1950, fez parte do regional de Antonio Rago. Fez sua primeira gravação solo como instrumentista em 1952, quando lançou pela Continental um disco no qual interpretou em solo de clarineta os choros "Meu doce chorinho", de sua autoria, e "Chorinho da saudade", de Francisco Reis. Em 1954, gravou ao saxofone o bolero "Beijo nos olhos", de sua autoria, e a valsa "Deves esquecer", de Antônio Rago. Em 1955, tocou em solo de saxofone pela Odeon a valsa "Folhas soltas" e o bolero "Superstição", parcerias com Wilson Falcão. No mesmo ano, gravou em solo de sax-alto o beguine "Prova de amor" e o fox-trot "Quem é?", ambos com Wilson Falcão. Em 1956, teve o samba-canção "Superstição", com Wilson Falcão, gravado por Cauby Peixoto no LP "Canção do rouxinol". No mesmo ano, gravou ao sax alto a valsa "O casamento da princesa", com Wilson Falcão e Machado Filho, e o tango "Romance no Brás", com Wilson Falcão. Teve ainda o bolero "Fortuna", com Wilson Falcão, registrado por Osvaldo Rodrigues na Odeon, e gravou com Olivar de Souza e sua orquestra e solos seus de sax alto para os boleros "Nunca jamás", de L. Guerrero, e "Tudo foi ilusão", de Laert Santos e Arcilino Tavares. Em 1957, lançou pela Odeon o LP "Beijo nos olhos" interpretando os boleros "Beijo nos olhos", "Superstição", e "Prova de amor", de sua autoria e Wilson Falcão,  "Para que recordar", de Fernando César e Carlos César, e "Nunca jamais", de L. Guerrero; os sambas-canção "Folha morta", de Ary Barroso, e "Tudo porque", de Antônio Rago, e a valsa "O casamento da princesa", também de sua autoria e Wilson Falcão. No mesmo ano, lançou em gravação solo ao saxofone o bolero "Chove lá fora", de Tito Madi, e o samba "Requerimento", com Machado Filho. Em 1958, lançou o LP "Ritmo das América - Portinho e seu saxofone", disco no qual interpretou seis sucessos brasileiros e seis norte-americanos: "No Rancho Fundo", de Ary Barroso e Lamartine Babo, "Vivo a Cantar", de Cícero Nunes e Bruno Marnet, "Quero-te assim", de Tito Madi, "Este é samba", de Getúlio Macedo e Almeida Batista, e "Cidade grande" e "Coração apaixonado", de sua autoria. No ano seguinte, seu samba-canção "Fale baixinho", com Heitor Carrilho, foi gravado na Copacabana pelo Quarteto Marabá. Em 1959, gravou ao trompete o afro-bolero "Noite má", de Betinho e Heitor Carrilho, e o samba-canção "Fale baixinho", com Heitor Carrilho. Em 1960, gravou dois LPs. Pela RCA Candem lançou "Festa de brotos - Portinho e sua orquestra" com as músicas "Romântica", de R. Rascel e D. Verde, "I'll never fall in love again", de J. Ray, "Buena noches mi amor", de H. Giraud e M. Fontenoy, "La Montaña", de A. Anguero e J. Moreu, "Violino cigano", de C. A. Bixio e Cherubini, "Pillow talk", de B. Pepper e I. James, "Libero", de Modugno e Migliacci, "Marcianita", de Marcone e Alderete, "O vagabundo", de V. Simon, "Tintarella di luna", de Migliacci e B. de Fillippi, "Marina", de R. Granata, e "Arrivederci", de U. Bindi e G. Calabrese. Já pela Todamérica, dentro da série sax de ouro lançou o LP "Tangos" interpretando os tangos "Uno", de Enrique Santos Discépolo e Mariano Mores, "Fumando espero", de Viladomat e F. Garso, "Nada", de Sanguinetti e J. Dames, "Adiós muchachos", de J. Sander e C. Vendani, "El dia que me quieras", "Volver",  e "Mi Buenos Aires querido", as três de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera, "Mano a mano", de Carlos Gardel, Razzano e E. Flores, "Caminito", de Feliberto e Gabino Coria Peñaloza, "Cristal", de Contursi e Mariano Mores, "Amarras", de Marchisio e C. Santiago, e "Jurame", de Maria Grever. Em 1961, na RCA Candem, acompanhou com sua orquestra o cantor Roberto Vidal na gravação do samba-canção "Maria Helena", de Adelino Moreira, e da valsa "Serenata", de Adelino Moreira e Nelson Gonçalves, e nos sambas "Dois amores" e "Ofensa", ambos de Adelino Moreira. Também em 1961, lançou com sua orquestra o LP "Encontro dançante - Portinho e Sua Orquestra" pela  RCA Camden com, entre outras, as músicas "Meu sonho predileto", com Itamy, e "Minha canção de amor", de sua autoria. No ano seguinte voltou a acompanhar Roberto Vidal, na gravação dos sambas "Quatro velas", de Sereno e Hubaldo Silva, e Fim de jornada", de Paulo Rogério. Em 1963, gravou com sua banda a polca "Festa na roça", de Mário Zan e Palmeira, e o maxixe "Pinta brava", de Décio Pacheco Silveira. No mesmo ano, lançou com sua orquestra pela Philips os sambas "Volta por cima", de Paulo Vanzolini, e "Oba (Bafo da Onça", de Osvaldo Nunes. Ainda em 1963, gravou pela RCA Candem o LP "Toca a Banda Maestro - Portinho e Sua Banda" interpretando "Maxambombas e maracatus" e "Pinta brava", de Décio Pacheco Silveira; "Rio antigo", de Altamiro Carrilho; "Levanta poeira" e "Sururu na cidade", de Zequinha de Abreu; "Acordei cansado", de Euclides da Cunha e Arlindo Pinto; "Ora bolas", de sua autoria; "Festa na roça", de Mário Zan e Palmeira; "Odeon", de Ernesto Nazareth; "Puladinho", de Mário Zan e Piraci; "Quarto centenário", de Mário Zan e J. M. Alves, e "Gostoso", de Mário Zan e Messias Garcia. Continuou sua atuação musical com apresentações em programas de Rádio e de Televisão além de shows e gravações. No mesmo ano, acompanhou com sua orquestra o cantor Noite Ilustrada em LP gravado por ele pela Philips. Em 1969, acompanhou com sua orquestra as gravações do LP "Samba", lançado por Noite Ilustrada na Continental. Formou a orquestra "Portinho e sua orquestra Escaldante" com a qual lançou a série "Fogo nos metais" cujo primeiro LP foi lançado em 1971, com a interpretação das músicas "O cafona", de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle; "Pé de manacá", de Hervé Cordovil e Mariza Pinto Coelho; "Ai, que saudades da Amélia", de Ataulfo Alves e Mário Lago; "um pout-pourri de sambas com "Foi um rio que passou em minha vida", de Paulinho da Viola, e "Festa para um Rei negro", de Zuzuca; "Shirley Sexy", de Fred Falcão e Arnald Medeiros; "Odete", de Herivelto Martins e Dunga; "Menina da ladeira", de João Só; "Esta noite serenou", de Hervé Cordovil; "Tema da Gaiola de ouro", de Alfredo Borba, e "Tema de fogo nos metais", de sua autoria.  Em 1974, o bolero "Aconteceu em meu caminho", com Waldick Soriano, foi gravado no LP "Segue o teu caminho" e lançado na RCA Victor pelo cantor Waldick Soriano. Atuou também como arranjador, tendo feito arranjos para artistas como Ângela Maria, Paulo Vanzolini, Nelson Gonçalves,  Waldick Soriano e Cláudia Barroso, cantora que, aliás, foi descoberta por ele. Em 2016, seu samba inédito "Ninguém pode negar", com Adoniram Barbosa, foi gravado por Eduardo Pitta, para o CD e DVD "Se assoprar posso acender de novo", com 14 composições inéditas do compositor paulista.

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