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Poerner

Arthur José Poerner
1/10/1939 Rio de Janeiro, RJ

Biografia

Escritor, jornalista, letrista e professor.

Bacharel em Direito com pós-graduação em Comunicação, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Iniciou a carreira jornalística como repórter do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro em 1962. A seguir, sempre no Rio, foi redator da Standard Propaganda (1962/1963) e do Correio da Manhã (1963/1970); diretor da Folha da Semana (1965/1966) e articulista da Revista Civilização Brasileira (1965/1968). Após a suspensão dos seus direitos políticos por 10 anos, em 1966, e a prisão, em 1970, exilou-se, neste ano, na Alemanha, onde foi redator e locutor da rádio Voz da Alemanha (1972/1984) e correspondente do diário carioca Tribuna da Imprensa (1970/1971), do semanário Pasquim (1971/1984) e da revista Istoé (1981/1984). Depois da volta ao Brasil, em 1984, foi editor de Cultura da TV Globo (1984/1985) e escreveu para a revista Cadernos do Terceiro Mundo e para os jornais O Estado de São Paulo e Jornal do Brasil.

De 1987 a 1990, presidiu o Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro e, de 1991 a 1994, a Fundação MIS (Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro). Foi membro do Conselho de Carnaval do Rio de Janeiro e do Conselho Administrativo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e professor de Jornalismo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Em 2000, recebeu a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Em 2002, participou da criação do semanário O Pasquim21, do qual é articulista, como, também, do mensário Jornal Copacabana.

Membro titular do PEN Clube do Brasil.



Publicou diversos livros: "Assim marcha a família", com José Louzeiro e outros (Civilização Brasileira, Rio, 1965); "Argélia: o caminho da independência" (Civilização Brasileira, 1966); "O poder jovem: história da participação política dos estudantes brasileiros" (Civilização Brasileira, 1968), relançado em 1977, 1979 e 1995; "América, mito e violência", com Cândido Mendes de Almeida, Newton Carlos e outros (Correio da Manhã, Rio, 1968).

Em 1970, com Jorge Coutinho, Leléu da Mangueira e Haroldo de Oliveira, criou o espetáculo "Cartola convida", que se manteve em cartaz por dois meses no Rio de Janeiro. No mesmo ano, tornou-se parceiro de Candeia, com quem compôs "Saudade", gravada pelo parceiro no LP "Seguinte...: raiz Candeia" e relançada no CD "Candeia - filosofia do samba", e "Morro do Sossego", que, em virtude de problemas com a censura, só veio a ser regravada em 1987, por Cristina Buarque, por iniciativa de Hermínio Bello de Carvalho, na Funarte, em LP e, um pouco depois, no CD intitulados, ambos, "Candeia".

Em 1972, exilado em Berlim, compôs com Baden Powell, que morava em Paris e o visitava, "Meu lamento" e "Vou-me embora", gravada por Eliana Pittman no LP "Pra sempre", em 1976. Neste mesmo ano foi publicado em Lisboa, pela Arcádia, a coletânea "Memórias do exílio" (com Betinho, Márcio Moreira Alves e outros), reeditado no Brasil (Livramento, São Paulo), em 1978, quando o seu romance "Nas profundas do inferno" foi lançado, pela Bruguera, na Espanha, e, pela Mazzota, na Itália, onde recebeu o prêmio Verrina-Lorenzon de literatura. Com a anistia, no ano seguinte, o romance teve duas edições (Codecri, Rio) no Brasil, onde sua peça teatral "Feijoada" seria premiada, em 1981, pelo Serviço Nacional de Teatro. Em 1989, publicou "Brizola quem é" (Terceiro Mundo, Rio); em 1997, "Identidade cultural na era da globalização" (Revan, Rio); em 1998, "Leme: viagem ao fundo da noite", na coleção Cantos do Rio (Relume-Dumará, Rio), e, com Paulinho da Viola, Sérgio Cabral e outros, o livro-CD "Candeia: eterna chama" (Perfil Musical, Rio); em 2000, com Ricardo Cravo Albin, Aldir Blanc e outros, "Nossa paixão era inventar um novo tempo" (Rosa dos Tempos, Rio), coletânea de depoimentos sobre a resistência à ditadura militar.

Em 2002, a gravação original do samba "Vou-me embora", feita por Baden e Poerner em Berlim, foi lançada no CD "O tom do Leblon" (Guitarra Brasileira, Rio), produzido por Alfredo Herkenhoff e Renato Piau. Entre os seus parceiros, destacam-se ainda João do Vale, no coco "Pra multiplicar o bem" (ou Catirino), gravado por Vanja Orico, e Biafra e Cássio Tucunduva, com quem fez "Olga," uma homenagem à Olga Benário Prestes.



Bibliografia:



ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Edição: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006, RJ.

AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008.

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