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Plínio Marcos

Plínio Marcos de Barros
29/9/1935 Santos, SP
19/11/1999 São Paulo, SP

Dados Artísticos

Ator. Diretor. Dramaturgo. Escritor. Humorista. Jornalista. Palhaço. Iniciou sua carreira artística aos 16 anos como palhaço de circo, era o palhaço Frajola.  Em 1953 percorreu o interior paulista com a Companhia Santista de Teatro e Variedades, atuando como palhaço, humorista e dirigindo shows. Atuou como humorista da Rádio Atlântico e da Rádio Cacique, de Santos. Nos anos de 1958 e 1959 trabalhou como ator e produtor de várias peças teatrais, como “Pluft, o Fantasminha”, “Verinha e o Lobo”, “O rapto das Cebolinhas”, “Fando e Lis”, entre outras.   Sua peça de teatro “Barbarela”, encenada em uma única vez em 1959, foi proibida pela Censura Federal por vinte e um anos. Na década de 1960 entrou para a Companhia de Teatro Cacilda Becker.  Foi autor de peças como “Dois perdidos numa noite suja”, “Navalha na carne”, “O abajur lilás”, “Jesus-Homem”, entre outras. Em 1964 escreveu um texto para o espetáculo de música popular brasileira “Nossa gente, nossa música”, realizado pelo Grupo Quilombo e dirigido por Dalmo Ferreira, no Teatro de Arena. Foi um divulgador do trabalho dos sambistas das escolas de samba de São Paulo, através de seus programas nas rádios e na TV Tupi.  Durante vários anos fez a cobertura dos desfiles das escolas de samba de São Paulo para o jornal, rádio e televisão. No ano de 1970 escreveu e dirigiu o espetáculo “Balbina de Iansã”, cuja trilha sonora contou com músicas de compositores tradicionais do samba paulista como Talismã, Sílvio Modesto e Jangada. Essas músicas foram gravadas e lançadas em LP no ano seguinte. Foi o fundador da Banda Bandalha, a primeira banda carnavalesca de São Paulo, em 1972. A banda saía na quinta-feira da semana anterior ao carnaval e no sábado de Aleluia, concentrando-se em frente ao Teatro de Arena, no Bar Redondo, reunindo artistas, intelectuais e sambistas de várias escolas de samba. Em 1974 lançou o LP “Plínio Marcos em prosa e samba, nas quebradas do mundaréu - com os sambistas Geraldo Filme, Zeca da Casa Verde e Toniquinho Batuqueiro”. O disco, considerado fundamental para quem deseja estudar o samba paulista, foi resultado de um show que vinha realizando com esses e outros sambistas e recebeu diferentes nomes como “Plínio Marcos e os Pagodeiros”, “Humor grosso e maldito das quebradas o mundaréu”, “Deixa pra mim que eu engrosso”. Em 1976 seu peça escrita em forma de romance “Uma reportagem maldita - Querô” ganhou o “Prêmio APCA” de “Melhor Romance”.  Foi autor do romance “Barra do Catimbó” e da novela “Dentro da noite” e “Nas quebradas do mundaréu”, que virou livro. Escreveu vários contos, dentre os quais “Canções reflexões de um palhaço”, “O assassinato do anão do caralho grande”, “Prisioneiro de uma canção”.

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