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Planet Hemp



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Dados Artísticos

Grupo formado na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1993. Inicialmente foi integrado por Marcelo D2 (voz), B Negão (voz), Skunk (voz), Rafael (guitarra), Formigão (baixo) e Bacalhau (bateria), além de outros que também passaram pela banda, tais como Speed, Black Alien, Zé Gonzáles, Jackson, Ganjaman, Pedrinho, Carlos Rasta, Seu Jorge e Apollo.   A banda foi uma das primeiras a unir o rap ao hardcore. O nome do conjunto foi tirado da revista americana High Times, especializada na cultura cannabis, e significa "planeta maconha". Em 1994 um de seus criadores, o rapper Skunk (Luís Antônio), faleceu em decorrência da Aids. No ano de 1995 o grupo lançou o primeiro disco, "Usuário". O tema principal das músicas do disco girava em torno da maconha, o que trouxe uma série de problemas legais para o grupo. Em abril do mesmo ano, o clipe da composição "Legalize já" teve seu horário de exibição restrito após às 23hs pela Censura Federal. Em outubro, a polícia apreendeu 53 CDs do grupo em Goiânia e o promotor do show na cidade ficou preso por uma semana. No ano seguinte, os problemas com a justiça prosseguiram. Em julho, uma liminar expedida pela juíza da 1ª Vara Privativa de Tóxicos da Bahia cancelou a apresentação do grupo em Salvador. A suspensão em cima da hora provocou tumulto no local do show e 62 pessoas foram presas. Em outubro, a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes de Brasília recolheu quase 500 CDs do grupo por ordem de um promotor que acusava a banda de fazer apologia às drogas. No mês seguinte, em Petrópolis, uma juíza da 2ª Vara do Menor proibiu a presença de menores de 18 anos no show do Clube Petropolitano. Os que foram barrados ficaram na entrada do clube gritando "maconha, maconha...". Apesar, ou devido a esses problemas, o disco vendeu mais de 150.000 cópias. Em 1997, lançou o segundo CD "Os cães ladram mas a caravana não pára". Seguindo a mesma linha do primeiro, o verso inicial de "Queimando tudo" ('Eu canto assim porque eu fumo maconha') dava o tom do disco. De modo que quando saíram em turnê pelo Brasil para lançamento do disco, o grupo teve vários shows proibidos no nordeste e em Curitiba. Mas foi em novembro que o cerco ao grupo se fechou. Quando se apresentavam num ginásio de Brasília, foram presos em flagrante por apologia às drogas pela DRE (Divisão de Repressão a Entorpecentes) e escoltados até a uma delegacia na qual ficaram detidos por cinco dias. O disco acabou vendendo mais de 500.000 cópias. No mesmo ano lançaram um mix com seis versões diferentes para "Queimando tudo". Após a prisão, o grupo ficou um bom período sem se apresentar, tendo Marcelo D2 se lançado em carreira solo.  Em 2000, lançou o quarto disco, "A invasão do sagaz homem fumaça", CD caracterizado pela mistura de rap com rock e letras críticas com referências ao que se convencionou chamar nos meios jornalísticos de banda podre da polícia carioca. No ano de 2001 apresentou-se no Circo Voador, na turnê "MTV - Planet Hemp". No ano de 2002 o grupo apresentou-se no Galpão da Barra, no Rio de Janeiro. Na ocasião, fazendo o último show da turnê que passou por várias capitais brasileiras, além de cidades dos Estados Unidos (Boston e Nova York) e Canadá (Quebec), comemorando dez anos de carreira, divulgando o disco "Planet Hemp - MTV ao vivo", lançado neste mesmo ano. Alguns de seus integrantes, desenvolveram carreiras paralelas durante o ano de 2003: Marcelo D2 participou de diversas coletâneas de hip hop e ainda lançou o disco solo "À procura da batida perfeita" e B Negão participou do disco do grupo Instituto e lançou o primeiro disco solo, "Enxugando gelo - ;B Negão e Os Seletores de Frequência", disco produzido por Lobão para o Selo Universo Paralelo. Neste mesmo ano, a banda lançou o CD "Planet Hemp - MTV ao vivo" em show na cidade de Linhares, no Espírito Santo. Na ocasião houve passeata contra o show e a presença da banda na cidade. No final de 2003 a banda partiu em turnê pela Europa, apresentando-se em Portugal e na Inglaterra. Em 2004 a banda voltou a se apresentar, desta vez no Circo Voador, no Rio de Janeiro. No show contou com diversos convidados, entre eles, Marcelo D2, B Negão e Banda Delux. Em 2010 o grupo fez um pequena participação na festa de aniversário de 20 anos da MTV, contudo, não foi configurado um retorno propriamente dito. Segundo o próprio D2 a banda teve 18 formações diferentes entre os anos de 1993 e 2012, ano em que Marcelo D2 reformulou e reuniu alguns integrantes para uma nova formação, apresentando-se no Circo Voador, no Rio de Janeiro, onde foi inciada a turnê nacional (Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul e Nordeste) de retorno do grupo com a seguinte formação: Marcelo D2, B Negão, Black Alien (vocal), Rafael Crespo (guitarra), Formigão (baixo) e Pedrinho (bateria). Em 2017 a banda voltou a atividade, inclusive, com a presença de Marcelo D2, apresentando-se no Circo Voador, na Lapa, no show de pré-lançamento de "Legalize Já - A Amizade Nunca Morre", um filme de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé sobre a trajetória da banda. No ano de 2018, foi lançado em circuito nacional o filme "Legaliza Já - A Amizade Nunca Morre", dos diretores Johnny Araújo e Gustavo Bonafé, com direção de fotografia de Pedro Cardilho e roteiro de Felipe Braga, baseado em argumento do próprio Marcelo D2. Estrelado pelos atores Renato Góes (no papel de Marcelo D2) e Ícaro Silva (no papel de Skunk), o filme contou a história do início da banda, no Rio de Janeiro, na década de 1990. No ano de 2019 com a seguinte formação: Marcelo D2 e Bnegão (voz), Formigão (baixo), Bruno Pederneira (guitarra) e Pedro Garcia (bateria), a banda fez apresentação no palco do Morro da Urca, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em show no qual executou diversos de seus sucessos, entre os quais "Queimando tudo", "Legalize já", "Mantenha o respeito" e "Dig dig dig".

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