Busca:

Plácida dos Santos

Plácida dos Santos
1853 Rio de Janeiro, RJ
[Circa 1935] Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Iniciou a carreira de cantora apresentando-se em cabarés e cafés-cantantes que existiam no Rio de Janeiro no final do século XIX. Em 1895, fez sucesso quando se apresentava no café Eldorado na atual Rua Teotônio Regadas, na Lapa, centro do Rio de Janeiro e então intitulada de Rua do Império. Na ocasião cantava com o cançonetista Mr Brunet, e se destacou com a canção "Mazurca". Segundo jornais da época: "Sucesso indescritível de Mme. Plácida na apetitosa Mazurca!".
Alguns anos depois, quando se apresentava no Teatro Santana, situado no local onde atualmente se acha o Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, centro do Rio de Janeiro, foi ouvida com agrado pela cançonetista Dzelma, natural da Martinica que a aconselhou a tentar a sorte em Paris onde, dizia, teria sucesso e ganharia muito dinheiro. Entusiasmada com a idéia embarcou para Paris.
Na capital francesa, visitou o diretor teatral do jornal Gil Blas e conseguiu com que o mesmo a colocasse numa sessão beneficente. Com o agrado obtido nessa sua primeira apresentação em terras francesas, conseguiu ser contratada pelo famoso Follies Bergères onde se apresentou cantando e dançando maxixe.
Algum tempo depois retornou ao Brasil e em 1900 estreou no Alcazar Parque, apresentando-se ao lado de nomes como Geraldo Magalhães e Jenny Cook. Em 1903, passou a atuar no Jardim-Concerto Guarda Velha na Rua Senador Dantas, centro do Rio de Janeiro, e no mesmo ano passou para o Teatro Cassino, na Rua do Passeio, onde foi apresentada como "Uma brasileira que já fez furor em Paris".
Em 1910, resolveu encerrar a carreira artística com duas apresentações, uma no Tetaro Apolo e outra no Cabaret-Concert.
Em 1933, foi entrevistada pelo jornal "A Noite Ilustrada" e na ocasião, afirmou: "Fui eu quem primeiro cantou em Paris a música brasileira!".
Era grande apreciadora do violão e sua casa era frequentada por artistas como Luiz Brandão, Quincas Larangeira, Néco, Henrique Rosa, Sátiro Bilhar, Catullo da Paixão Cearense, Mario Cavaquinho e Galdino Cavaquinho, entre outros.
Sobre ela, assim escreveu o memorialista Alexandre Gonçalves Pinto, o Animal, em seu livro "O choro": "Digna de admiração, foi em seu tempo uma garganta de ouro. Sabia cantar com gosto as modinhas brasileiras, lundús bahianos apimentados e buliçosos, e também dizer com arte os monólogos humorísticos. Ela foi uma estrela que brilhou em todos os palcos brasileiros do Sul ao Norte. Fez a sua época de admiração e deslumbramento no antigo Eldorado, sito ao Becco do Imperio na Lapa, onde tornou-se o idolo das platéias. Era a Placida dos Santos nesta ocasião uma bela morena cor de jambo com todos os requisitos de uma artista consumada".

Mais visitados
da semana

1 Música Sertaneja
2 Dorival Caymmi
3 Caetano Veloso
4 Tom Jobim
5 Noel Rosa
6 Lupicínio Rodrigues
7 Assis Valente
8 Hermeto Pascoal
9 Chico Buarque
10 Gilberto Gil