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Pierre Barouh

Pierre Barouh
19/2/1934 Paris, França
28/12/2016 Paris, França

Dados Artísticos

Em 1959, atuava como chansonier numa cantina italiana de Lisboa juntamente com o músico brasileiro Sivuca, que o apresentou ao disco "Chega de saudade", de João Gilberto. Encantou-se com a Bossa Nova e resolveu ir para o Brasil, onde logo fez amizade com os principais cantores e compositores da Bossa Nova. Em 1965, tornou-se íntimo de artistas como Baden Powell e Vinícius de Moraes, entre outros. Nesse mesmo ano,Vinícius e Baden, num bar do bairro carioca do Leblon, lhe mostraram o "Samba da benção". Ele ali mesmo começou a fazer a versão francesa, que se chamaria "Samba saravah", logo incluído na trilha sonora do filme "Um homme et une femme", de Claude Leloche, e que ele protagonizaria, além de escrever as letras para as músicas de Francis Laí, ao retornar para a França em 1966, Além de "Samba saravá", foi sucesso da trilha sonora deste filme o tema principal, que, com influências da bossa nova, receberia inúmeras gravações mundo afora". Também fez sucesso com a música "La bicyclette". Teve composições gravadas por estrelas da música francesa como Yves Montand e FrancoiseHardy. Em 1969, retornou ao Brasil para dirigir um documentário sobre a música popular brasileira. Ao chegar ao Brasil no entanto, não conseguiu encontrar vários artistas por motivos políticos: Vinícius e Chico Buarque exilados na Europa, e Caetano Veloso e Gilberto Gil, presos. Foi então que Baden Powell lhe apresentou a Pixinguinha e João da Baiana, além dos iniciantes Paulinho da Viola e Maria Betânia. Em três dias ele filmou o documentário "Saravah", considerado um filme antológico no qual aparecem as únicas imagens coloridas de Pixinguinha tocando saxofone, no choro "Lamentos", dele mesmo, com Baden Powell fazendo solos de violão, e também acompanhando João da Baiana em pontos de candomblé como "Que quere que que" e "Yaô". Já Paulinho da Viola e Maria Betânia, além de apresentarem o repertório deles mesmo cantaram sambas clássicos. Baden Powell e a cantora Marcia apresentaram afro-sambas. Dirigiu ainda outros três filmes e, como ator, atuou em 20 filmes, o último em 2010, "Le Marais Criminels". Fez a versão para "A noite do meu bem", de Dolores Duran, "La nuit de monamour", e "Lesnuitsdes masques", para "A noite dos mascarados", de Chico Buarque, Em 2005, concedeu entrevista ao jornalista Hugo Sukman, para o jornal O Globo, na qual declarou ao falar de sua versão francesa para o "Samba da benção": "Essas são as próprias palavras de Vinícius de Moraes, poeta e diplomata, autor  desta canção e, como  ele mesmo diz, o branco mais preto do Brasil, E eu que sou talvez o francês mais brasileiro da França adoraria lhes falar do meu amor pelo samba, como um apaixonado que não ousa revelar seu amor ao ser amado mas que fala desse amor a qualquer um que encontrar". Foi considerado uma espécie de embaixador da música brasileira na Europa. De volta ao Brasil em 2006 doou ao ICCA - Instituto Cultural Cravo Albin a fita com o documentário "Saravá".

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