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Peterpan

José Fernandes de Paula
21/1/1911 Maceió, AL
28/4/1983 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Destacou-se como compositor de marchinhas e sambas para o carnaval. Teve composições gravadas por Aracy de Almeida, Quatro Ases e Um Coringa

Um e seus principais parceiros foi Afonso Teixeira, com quem compôs entre outras o sambas "Lenda do lago", "Quem disse que eu não caso" e "Resignação".

Já no final da década de 1930, começou a compor. Em 1937, teve a batucada "O batuque começou", com Oscar Lavado, gravada na Victor por J. B. de Carvalho. Em 1938, fez com Ariovaldo Pires a marcha "Oh! Bela!" gravada por Alvarenga, Bentinho e Capitão Furtado e sua charanga na Odeon. Nesse ano, teve gravados na Victor os sambas "Era ela", com Russo do Pandeiro, por Sílvio Caldas e "Nosso amor não convém", com Príncipe Pretinho, por Carlos Galhardo. Em 1939, Odete Amaral gravou na Victor o choro "Quando eu vejo" e Ranchinho, também na Victor, o samba-canção "Nosso amor vai morrer".

No ano seguinte, teve gravadas por João Petra de Barros na Victor a valsa "Última inspiração", que fez bastante sucesso e a marcha "Olha ela", com Russo do Pandeiro. Nesse ano, Aracy de Almeida gravou o samba "Tudo foi surpresa", com Valzinho. Teve duas composições gravadas pelo Quarteto de Bronze em 1941, a marcha "Firim-fim fonfon", com Milton de Oliveira e o samba "Vamos dançar", com Vilarino. Em 1943, fez com Afonso Teixeira a marcha "Quem disse que eu não caso?" gravada por Aracy de Almeida na Odeon e com Valdemar de Abreu, o Dunga, o samba "Os teus olhos falam" gravado por Déo na Continental. No ano seguinte seus sambas "Lenda do morro", com Afonso Teixeira e "Dinheiro, saúde e mulher", com Ari Follain foram gravados pelos Quatro Ases e Um Coringa na Odeon.

No carnaval de 1945, destacou-se com "Eu quero é sambar", parceria com Alberto Ribeiro e gravada por Dircinha Batista pela Continental. Nesse ano, os Quatro Ases e Um Coringa gravaram na Odeon o samba "Canção nacional", com Ari Monteiro; Emilinha Borba na Continental a marcha "Ganhei um elefante", com Russo do Pandeiro e os sambas "Se eu tivesse com que...", com Afonso Teixeira; "Como eu sambei", com Afonso Teixeira e "Você e o samba ", com Ari Monteiro e João Petra de Barros, também na Continental a marcha "Moça bonita", com Afonso Teixeira e o samba "A vingança o palhaço", com João de Barro. Também nesse ano, registrou sua única gravação, acompanhando de sua orquestra com as valsas "Lena e o lago" e "Raio de sol depois da chuva", de sua autoria.

Em 1946, Emilinha Borba gravou na Continental o samba "Madureira", com Jorge de Castro. Em 1947, sua cunhada Emilinha gravou pela Continental a marcha "Tico-tico na rumba", em parceria com Haroldo Barbosa, os sambas "Já é de madrugada", com Antônio Almeida e "Se queres saber", um de seus maiores sucessos e a marcha "Telefonista". Nesse ano, seu samba "Resignação", com Afonso Teixeira foi gravado por Aracy de Almeida na Odeon e a marcha-frevo "Todo homem quer", com José Batista, foi lançada por Luiz Gonzaga na RCA Victor. Fez com René Bittencourt os sambas "Quem quiser ver, vá lá" e "Meu branco" gravadas por Emilinha Borba. Duas de suas marchas foram gravadas em 1949, "Cabeleira de verão", parceria com Ari Monteiro foi gravada na RCA Victor por Gilberto Milfont e "Negócio da China", com Afonso Teixeira por Ruy Rey na Continental.

Em 1950, compôs "Eu já vi tudo", com Amadeu Veloso, que Marlene e Emilinha gravaram em dupla pela Continental, desfazendo os boatos, difundidos pela imprensa da época, sobre a rivalidade entre as duas. Nesse ano, teve gravados na RCA Victor o samba "Garota do café", com Ari Monteiro, por Gilberto Milfont; o samba "Você não me beija", com Ari Monteiro e a valsa "Última inspiração", por Carlos Galhardo; a toada "Minha santa", com Ari Monteiro, por Gilberto Alves e o xote "Um vaqueiro na cidade", com Ari Monteiro, por Bob Nelson e seus rancheiros. Nesse ano, Aracy de Almeida gravou o samba "Falta do que fazer" e a rumba "Toca a rumba", parcerias com Ari Monteiro.

Em 1951, destacou-se com "Marcha do caracol", com Afonso Teixeira, lançada pelo grupo Quatro Ases e um Coringa, pela RCA Victor. No mesmo ano, seu samba "Se você se importasse" lançou para o estrelato a cantora Dóris Monteiro, que gravou o primeiro disco pela Todamérica. Teve ainda a "Marcha do relógio", com José Batista gravada na Odeon pelos Vocalistas Tropicais e os sambas "Ela tem que se humilher", com José Batista gravado por Nelson Gonçalves na RCA Victor e "Vou pedir ao Senhor" gravao pelo Trio Madrigal na Continental. Em 1952, os Vocalistas Tropicais gravaram o baião "Se é do norte é meu", com José Batista, na Odeon e os Quatro Ases e Um Coringa na RCA Victor a "Marcha da fumaça", com Afonso Teixeira. Na Continental Emilinha Borba gravou o samba "Fora do samba", com Amadeu Veloso e Paulo Gesta. Em 1953, em concurso promovido pela "Revista do Rádio" para eleger os melhores do ano, na categoria compositor, recebeu a segunda maior votação popular com 22.597 votos, perdendo por apenas 265 votos para Ary Barroso. Nesse ano, sua marcha "Polonesa", com Afonso Teixeira, foi gravada pelo Quatro Ases e Um Coringa na RCA Victor. No ano seguinte, sua valsa "Noite nupcial" foi gravada em dueto por César de Alencar e Emilinha Borba na RCA Victor. A mesma Emilinha Borba gravou na Continental o bolero "Noite de chuva", com José Batista e o samba-canção "Os meus olhos são teus", outro sucesso na época em que foi lançado.

Compôs o samba "Ninguém me compreende", gravado por Linda Rodrigues e o bolero "Que vamos fazer", gravado por Vera Lúcia, as duas na Continental em 1955. Nesse ano, teve mais três obras gravadas por Emilinha Borba, o cântico "Saudações aos peregrinos", o samba "Nova Canaã" e a "Toada do amor".

No ano seguinte, a mesma cantora gravou o fandango "Fandango", com Flora Matos e o "Samba moderno". Teve os samba "Só não vejo você" e "Não há remédio", com Mari Monteiro gravados em 1957 por Emilinha Borba que no ano seguinte gravou o também samba "Canção de agosto". Nuno Roland gravou em 1959 a marcha "Lua caprichosa" e o samba "É proibido assobiar", parcerias com Amado Régis.

O compositor chegou a assinar algumas composições como José Fernandes ou José Borba.

Em 1977, seu samba "Se queres saber", foi gravado por Nana Caymmi. Em 1983, esse samba-canção foi tema da mini-série da TV Globo "Quem ama não mata", numa interpretação da cantora Nana Caymmi.

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