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Paulo Sérgio Valle

Paulo Sérgio Kostenbader Valle
6/8/1940 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Em 1961, começou a escrever letras para as músicas de seu irmão Marcos Valle, que nessa época integrava um trio formado com Dori Caymmi e Edu Lobo.

Dois anos depois, teve registrado seu primeiro trabalho de compositor, com a gravação de sua canção "Sonho de Maria" (c/ Marcos Valle) pelo Tamba Trio.

Em 1965, trabalhou também como piloto comercial na linha Rio-Amazonas. Ainda nesse ano, sua composição "Samba de verão" (c/ Marcos Valle) foi gravada por Walter Wanderley e alcançou o 2º lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos, tendo recebido em seguida mais de 80 regravações nesse país.

Na década de 1970, começou a compor jingles para campanhas publicitárias e músicas para trilhas sonoras de novelas de televisão, como "Pigmalião 70" (Rede Globo).

Em 1971, participou da IV Olimpíada da Canção de Atenas (Grécia), com "Minha voz virá do sol da América", classificada em 1º lugar.

Entre os diversos sucessos da parceria com seu irmão destacam-se "Preciso aprender a ser só", "Terra de ninguém", "Viola enluarada" e "Mustang cor de sangue", entre outros.

Compôs, com Nelson Motta e Marcos Valle, o tema de Natal da TV Globo "Um novo tempo".

Mais tarde, começou a diversificar suas parcerias, escrevendo letras para José Augusto, como "Página virada", "Evidência", "Sábado" e "Separação", Chico Roque, como "Essa tal liberdade", e Eduardo Lages, como "Coisas do coração" e "Nunca te esqueci", entre outras.

Suas canções foram gravadas por diversos artistas como Elis Regina, Simone, Roberto Carlos, Chitãozinho e Xororó e Só Pra Contrariar, entre outros.

Em 1995, publicou o livro "Pedalando pelo caminho de Santiago".

Em 2001, recebeu o Prêmio Multishow de Música, na categoria Melhor Música, por "Se eu não te amasse tanto assim" (c/ Herbert Vianna), gravada por Ivete Sangalo.

Lançou, em 2011, o livro “O homem que venceu Getúlio Vargas – Uma batalha política, um acerto de contas” (Litteris Editora). Em 2010, ao lado de Erasmo Carlos e do maestro Eduardo Lages, compôs o samba-enredo “A simplicidade de um Rei”, em homenagem a Roberto Carlos, inscrevendo-o no concurso da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, que homenageou Roberto Carlos no carnaval de 2011. Mas não foi escolhido.  Em 2019 lançou livro autobiográfico, “Contos e letras: Uma passagem pelo tempo”, pela Litteris Editora, na Livraria Travessa do Leblon, no Rio de Janeiro. No livro, narra sua trajetória pública, o processo de suas principais composições, e histórias de seu cotidiano, como o da noite em que salvou o cartunista Henfil durante a ditadura militar no Brasil. Em entrevista à imprensa declarou: “fui escrevendo aos poucos o que vinha em minha mente, desde as experiências como piloto de avião, passando por encontros musicais, como com José Augusto, com quem fiz parceria na composição de “Evidências”. Também narro minha amizade com Herbert Vianna, histórias de jingles que viraram músicas de sucesso da MPB, e de como foi o processo de composição da canção “Novo Tempo”, tema de final de ano da rede Globo”. 

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