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Paulo Roberto

José Marques Gomes
10/10/1903 Dom Silvério, MG
13/2/1973 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Na cidade mineira de Montes Claros, onde iniciou sua vida de médico

profissional, escreveu crônicas para o jornal "A Gazeta do Norte". Sua carreira de radialista teve início na década de 1930, na Rádio Cazé. Atuou mais tarde, na Rádio Cruzeiro do Sul como Diretor Artístico, programador e apresentador. Nesta emissora criou e apresentou o programa "Bandeiras da Liberdade", no qual, durante o período da

Segunda Guerra Mundial atuou em defesa dos países invadidos e dominados pelo regime nazista. Recebeu por essa contribuição

medalhas e diplomas dos reis da Bélgica, Noruega, Dinamarca e Suécia. Atuou também, na Rádio Tupi. Em 1948, ingressou na Rádio Nacional onde trabalhou durante 18 anos, produzindo e apresentando,

entre outros, os programas "Obrigado, Doutor", "Honra ao Mérito", "Gente que brilha!", "Nada além de dois minutos" e "Lyra de Xopotó". Na mesma emissora. apresentava, diariamente, suas crônicas "Vamos viver a vida!". Em 1957, foi eleito o "Melhor Produtor de

Rádio" recebendo da Secretaria de Cultura do Estado da

Guanabara o troféu "Orfeu". Em 1964, por motivos poíticos,

foi demitido da Rádio Nacional pelo AI-1 do regime militar.

Foi contratado, em 1965, pela TV Globo. Em São Paulo atuou nas TVs

Paulista e Record. No Rio de Janeiro, atuou nas TVs

Continental e Rio. Em 1966, a convite de Ary Vasconcellos e R. C.

Albin, então Diretor do MIS, integrou o Conselho Superior de MPB, colegiado que, inclusive, escolhia os prêmios Golfinho de Ouro e Estácio de Sá. Em 1967, ingressou na Rádio MEC onde passou a produzir e apresentar os programas da série "Projeto Minerva". Atuou como ator em diversos filmes nacionais. Trabalhou como narrador em inúmeros discos de histórias infantís, tendo se destacado na

interpretação das diferentes personagens do conto musical "Pedro e o

Lobo", de Prokofiev. Atuou também, embora discretamente, como compositor e autor de "gingles", tendo escrito letra e música da toada "Vagalumeando", gravada por Elizeth Cardoso, nos anos 1950, e, posteriormente, por Luiz Claudio . Sua intensa atuação

pelo ressurgimento das Bandas de Música, em todo o Brasil,

através do programa "Lyra de Xopotó", proporcionou-lhe

a concessão do título de "Presidente de Honra" por dezenas

destas agremiações por todo o país. Morreu em 1973, por enfarte, recebendo homenagens da imprensa, de seus "amigos ouvintes", dos " A.A." e das centenas de mães a quem dedicou seus cuidados médicos. A Associação Brasileira de Imprensa deu o seu nome ao Departamento Médico que Paulo Roberto havia criado para a instituição. As comemorações ao seu Centenário de Nascimento, quer se iniciaram com uma missa Festiva, na Igreja da Candelária, no dia 10/10/2003, incluem concertos de Bandas de Música, da Orquestra Brasileira de Harpas - que contou com a participação do Mestre Altamiro Carrilho - programas em diversas emissoras de rádio, Sessão Solene na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, com proposta de nome de logradouro público, realização de CD's, vídeos e programas pelos alunos do Curso de Comunicaçao da Universidade Moacir Bastos e publicação de uma seleção de suas crônicas da Série "Vamos Viver a Vida!" Em 2014, seu acervo de textos de programas de rádio foi doado ao ICCA - Instituto Cultural Cravo Albin -por sua única filha, com dezenas    de   seus mais importantes programas campeões de audiência na Rádio Nacional.

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