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Paulo George

Paulo George Merhy de Souza
31/5/1956 Rio de Janeiro, RJ

Biografia

Poeta. Letrista. Produtor Cultural. Jogador de Futebol Amador. Nasceu no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro,  passando boa parte de sua infância e adolescência na Ilha do Governador, entre pescarias e futebol, ao lado do irmão, Márcio André, jogador profissional de futebol da Portuguesa e ex-presidente da Escola de Samba União da Ilha. Formou-se em Português-Literatura pela UFRJ. Aos 16 anos já havia vencido quatro concursos de poesias na cidade do Rio de Janeiro. Integrou a Ala de Compositores da Escola de Samba União da Ilha do Governador. Em alguns discos de parceiros usou o pseudônimo Paulinho Poeta. Na década de 1970, a convite do sociólogo Herbet de Souza (Betinho), coordenou a parte artística do projeto "Terra e Democracia: Brasil Sem Fome". Em 1971 lançou o livro de poemas "Fim do começo". Três anos depois, em 1974, o livro "Corpo único" (poesias). No ano de 1977 lançou "Punhal de estrelas no peito" (poesias). Sobre sua poesia escreveu, em 1978, Carlos Drummond de Andrade:   "Paulo George meu caro e jovem poeta: Como manter-se criador, sem egoísmo, antes se dedicando aos outros, quantos serão capazes de realizar esse seu destino de maior simplicidade e pureza."   Em 1980 lançou o livro de poesias "O que importa morrer?". Dois anos depois, em 1982, o livro de poesias "Brincando de escrever a divina miséria brasileira", com prefácio de Antônio Houaiss, do qual destacamos o seguinte trecho:   "Sua arte tem tal sabedoria congênita e adquirida com amor, é tão prenha de recursos, e tão humana, e tão gente, que passa a ser um curso ou fonte viva de poesia... Dando a chave da salvação humana e brasileira em todos os lugares algum dia e para sempre."   Sobre o livro também escreveu Jorge Amado - trecho:   "Paulo George, parabéns pelos poemas da 'Divina Miséria' realmente 'Estão devastando o homem' e somente os poetas podem redimi-lo."   Ainda sobre "Brincando de escrever a divina miséria brasileira", escreveu o amigo poeta Thiago de Mello:   "Já sabes que o dever do artista é trabalhar, humilde e sério, todos os dias, para ser capaz do testemunho poético da vida do seu povo, é isso aí, Paulinho: e tu estás conseguindo, cada dia mais. Poucos, muito poucos escritores jovens encontrei no Brasil depois do meu retorno, donos de um poderoso compromisso com a vida como tu, meu irmãozinho."   Neste mesmo ano de 1982 lançou "Em nome do amor" (poesias). Lançou o pôster/poema "Do meu corpo para todos os corpos" em 1985. No ano de 1987 lançou o livro "Arte Poemas". Segundo o crítico literário Walmir Ayala (trecho):   "Paulo George, o poeta lida com as palavras como um encantador de serpentes, arma e desarma seus sistemas verbais com a leveza irônica de uma dança de leques. Alternando as letras, tira da mesma expressão significados novos, como predigitador, lidando com o coelho à cartola: Fazendo a arte de tear."   Em 1991 lançou o pôster-poema "Rio sinfonia entre luzes e sombras".  Em 2012 lançou "O Redentor", pôster-poema. No ano de 2014, pela Editora Vidráguas, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, lançou o livro de poesias "As sílabas do afeto", com arte, projeto gráfico e apresentação de Augusto Jatobá, da qual destacamos o seguinte trecho:   "Paulo George, além de estudioso, educado e educador, é um grande artista das letras. Eu poderia chamá-lo de 'Inventor de Poemas'. Sua poesia e conteúdo são um reinvento de tudo o que conheço. Seus projetos de desmistificação e popularização da poesia são muito importantes para os nossos jovens."   Dentre os seus principais prêmios literários constam o 1º lugar na "V Bienal Internacional do Livro" com o poema "Rio sinfonia entre luz e sombras", prêmio recebido das mãos do então Secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro Carlos Eduardo Novaes e do poeta e tradutor Ivan Junqueira, Presidente da Academia Brasileira de Letras; 1º lugar no "Prêmio Trem do Corcovado" com o poema "O redentor"; 1º lugar no "Prêmio Ministério da Poesia", de Portugal, com o livro "O Parto das Águas" e 1º lugar no "Concurso de Poesias do Rio de Janeiro", com o livro "O Fim do Começo", além "Prêmio Barbosa Lima Sobrinho de Jornalismo", concedido pela ALERJ e a "Moção de Louvor e Reconhecimento por seu Trabalho Artístico pela Cidade do Rio de Janeiro", oferecida pela Câmara Municipal da Cidade do Rio de Janeiro.   Sobre sua obra escreveram os críticos literários Lêdo Ivo:   "Paulo George está na linha de frente dos poetas das décadas de 70 e 80, e bem acima de muitos que ganharam fama gratuitamente."   e José Paulo Paes:   "Paulo George com a arte dos seus versos faz os concretos serem líricos, os líricos serem modernos, e os modernos serem eternos."   Sobre a sua obra poética também opinaram Ferreira Gullar, Wally Salomão e Aldir Blanc.   Como jogador foi frequentador assíduo do campo de Chico Buarque, tornando-se um dos principais artilheiros do time Polytheama, ao lado de outros craques do futebol amador como Chico Buarque, Vinícius França, Paulinho da Viola, Hyldon e Carlinhos Vergueiro, além do jogador Afonsinho (Afonso Celso Garcia Reis, ex- Botafogo), com o qual também atuava como centroavante no time Trem da Alegria, formado por Afonsinho.

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