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Paulo Freire

Paulo Freire
Amarante, Portugal

Dados Artísticos

  Por volta de 1980, passou a integrar o grupo de teatro "Vento Forte", com o qual participou da montagem de "Histórias de lenços e ventos", de Ilo Krugli, espetáculo que recebeu os prêmios Mambembe e APCA, de melhor espetáculo do ano. Excursionou com o grupo à França. Mudou-se para Paris e estudou com o mestre uruguaio Betho Davesaky, recebendo uma medalha no "Concours des Classes Supérieurs de Paris". Foi o mestre uruguaio quem lhe disse que devia tocar viola. Excursionou pela Europa e norte da África com grupos musicais brasileiros.  De retorno ao Brasil, fez a trilha sonora para episódios das séries de TV "Malu Mulher" e "Obrigado, doutor", ambos na Rede Globo. Tocou viola e participou das composições da trilha sonora da minissérie "Grandes Sertões: Veredas", também pela Rede Globo. Compôs trilhas para matérias do programa Globo Rural da Rede Globo. Sua composição "Escola de peão" recebeu o Prêmio Vladimir Herzog e "O Umbu" recebeu o Prêmio Febraban. Realizou excursão, tocando viola-solo, na Europa, apresentando-se  nos mais importantes festivais de World Music da Bélgica e Holanda. Sendo também guitarrista, formou o grupo "Trem fora do trilho". Em 1988, escreveu "Canto dos pássaros". Em 1993, escreveu "Zé Quinhão e Zé Cão ... Vai ouvindo" e em 1996, a biografia "Eu nasci naquela serra", falando da obra dos compositores Serrinha, Raul Torres e Angelino de Oliveira. Fez composições em parceria com Swami Júnior, entre elas,"Bom-dia", gravadas por Zizi Possi e Virgínia Rosa. Em 1995 e 1996, recebeu o Prêmio Sharp de revelação instrumental pelo CD "Rio abaixo", Neste disco, mostrou-se exímio intérprete de temas ligados à vida na roça, como se pode verificar na faixa "Suíte da Lagartixa", no qual apresentou três movimentos, sugerindo três momentos da vida do bicho: "Com fome", "Dando o bote" e "Comendo", nos quais elaborou andamentos e harmonias respectivos.  Em 1998, Integrou a Orquestra Popular de Câmara, com a qual participou da gravação de um CD. No mesmo ano participou do CD "Violeiros do Brasil", com a faixa "Seca", de sua autoria. O CD foi gravado durante o projeto "Violeiros do Brasil" (SESC - Núcleo Contemporâneo). Desse CD também participaram os violeiros Roberto Corrêa e Braz da Viola, entre outros. Produziu os CDs "Feito na raça", da Orquestra de Viola Caipira de São José dos Campos, e "Ana Salvagni". Participou de discos de diferentes artistas brasileiros, tais como Arnaldo Antunes, Luiz Tatif, Braz da Viola e Pereira da Viola. Em 2002, realizou uma  turnê por 36 cidades e oito estados brasileiros, no projeto "Violeiros do Brasil", com o show "Esbrangente", tocando com Roberto Corrêa e Badia Medeiros.  Em 2003,  Em função de grande aceitação do público, os três violeiros resolveram gravar um  CD homônimo do show,  em que  apresentaram modas, causos, ponteados, toques, com arranjos originais. Para o disco entraram "Seca" e "Catira Ás de Ouro", de sua autoria.  Ainda em 2003 apresentou, em dueto com Roberto Corrêa, os 2 shows de abertura da "Mostra Viola Brasileira", em Curitiba. O  evento contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba e da TV Educativa, entre outros. Em 2004, o CD "Violeiros do Brasil", de 1998, foi relançado pelo selo Revivendo. Em  novembro de 2005, foi lançado, por Andrea Carneiro,o livro de partituras "Viola Instrumental Brasileira", resultado da pesquisa campo e análise de um universo de 257 músicas de diferentes regiões e  que registrou toques, temas e cerca de 35 ponteados, característicos do instrumento, geralmente transmitidos pela tradição oral. O trabalho foi realizado por uma equipe de estudiosos, coordenada por Andrea Carneiro. O livro vem acompanhado de CD encartado, trazendo 11 violeiros selecionados e gravados in loco. O projeto teve curadoria de Paulo Freire, e revisão de Roberto Correa. O prefácio ficou por conta do etnomusicólogo Carlos Sandroni. A obra foi editada pela ArtViva Editora e teve lançamento em show na Modern sound, no Rio de Janeiro, com apresentações ao vivo de violeiros como Leo Rugero e Marcos Ferrer, além da própria Andrea Carneiro e de Roberto Correa e Paulo  Freire. Nesse ano, participou da banca de júri do 2º Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola realizado no Teatro Alfa de São Paulo. Em 2008, realizou participação especial, juntamente com Rolando Boldrin e Téo Azevedo, no CD "Imaginário Roseano". O disco, que foi produzido por João Araújo, Rodrigo Delage e Maestro Geraldo Vianna, trouxe canções brasileiras em comemoração ao ano do centenário do escritor Guimarães Rosa  Em 2009, participou do Circuito Syngenta de Viola Instrumental, que percorreu 11 cidades brasileiras entre junho e julho, ao lado de artistas como Renato Teixeira, Ivan Vilela, Zeca Collares entre outros. Desde 2010, é curador, ao lado de Roberto Corrêa, do festival Voa Viola, um projeto de amplitude nacional, que visa mapear, valorizar e difundir o uso da viola caipira no Brasil, trazendo à luz as diferentes inserções do instrumento na música popular brasileira. Na edição desse ano, participou da apresentação em São Paulo, junto com artistas como Zé Mulato & Cassiano, Inezita Barroso, Mônica Salmazo e Fernando Sodré. Também participou, no mesmo festival, como mediador, da mesa redonda realizada em Belo Horizonte, com o tema "Violeiros pesquisadores apresentam os mestres". A sessão de debates contou com a presença de Rogério Gulin, Cacai Nunes e Josino Medina. Em 2012, como curador, ao lado de Roberto Corrêa, do Voa Viola, foi anfitrião de todos os shows do evento, realizados em quatro capitais diferentes: Rio de Janeiro, Cuiabá, Manaus e Porto Alegre.  Também no Voa Viola, no seminário realizado em Belo Horizonte (MG), foi mediador da mesa de debates com o tema "A viola machete no recôncavo baiano - mestres e ações de continuidade" da mesa, participaram o violeiro, pesquisador e produtor cultural Cassio Nobre, e o vaqueiro e  tocador de viola machete Mestre Celino. Em 2014, lançou o CD “Alto Grande”, pela Vai ouvindo/Tartore, cujo título faz referência a um local no sertão mineiro onde as mulheres iam esperar os maridos que viajavam nas comitivas de gado, segundo o próprio Paulo Freire.  No disco, fez uma homenagem ao seu mestre Manoel de Oliveira, de quem gravou a faixa “A cobra e a onça”, contou com a participação do violeiro Levi Ramiro, em “Viola e o baraio”, registrou causos musicados, como “Ferveu”, “É meu”, e “Causo Angelino”, que teve acompanhamento de Benjamim Taubkin no piano. Em 2015, lançou o álbum “Violinha Contadeira”, pelo selo Vai Ouvindo, e com apoio do FICC (fundo de investimentos culturais de Campinas). O repertório foi concebido a partir de anos de apresentação de contação de causos para crianças, trouxe suas composições “Curupira e os Passarinhos”, “Doce, Não, Doze! Tabuada do 4”, “Rairu e Caro Sacaibo”, “O Sapo e o Veado”, “Pato, Pinta - Tabuada do 6” e “Mapinguari e o Capetinha”, e teve participação especial das cantoras Ana Salvagni e Elisa Manzano, dos músicos Tuco Freire, Adriano Busko, Marco Scarassatti, Marcel Rocha e Oluap Oliveira. Em 2016, lançou o CD “Pórva“, distribuído pela Tratore, apresentando 11 músicas próprias, além da faixa-título: “Conversa de Lagartixa”, “Quieta”,“Buritizal”,  “De Leve”, “Ticutuco”, “Gambeta”, “Segredo das Veredas”, “Levada do Lundu”,  “Bora Lá”,  “Teiú do Jarau” e  “Mão na Jaca”.  

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