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Paulo César Pinheiro

Paulo César Francisco Pinheiro
28/4/1949 Rio de Janeiro, RJ

Crítica

O Compositor Paulo César Pinheiro costuma se apresentar como filho de Nelson Cavaquinho. Não precisa nem do teste de DNA. As identidades estão evidentes, seja naquele tom de voz de quem canta apesar de tudo, seja no talento inigualável para o trato com as palavras. O dom de escrever letras magistrais, o mangueirense Nelson direcionou quase todo para um sentimento entre a melancolia e o ceticismo que beirou o folclore e rendeu canções memoráveis. Mesmo assumindo uma herança desse porte, o “filho” Paulo César pediu passagem e foi adiante. O resultado de tanto destemor aparece em versos espalhados por mais de mil letras com parceiros tão distintos quanto o silencioso Baden Powell e o iracundo Aldir Blanc. Pinheiro sem parar, mas o faz em sentido bem diverso do que costuma jorrar da linha de montagem da indústria fonográfica.

Letrista que forjou seus primeiros versos sob a ensolarada inspiração de Angra dos Reis, Paulo César Pinheiro amadureceu a verve noitadas nos bares da vida. Que esses dois extremos não enganem o ouvinte: no caminho, desenvolveu uma rígida disciplina de trabalho. Compôs para cinema, teatro, novelas de TV. Tratou de temas como o carnaval, em especial sua Portela querida, foi às vezes lírico, às vezes certeiro como um bom Neves, dividiu 13 das 14 canções do CD “O Som Sagrado de Wilson das Neves”. E ainda ficaram de fora sambas suficientes para mais uns três discos. Que venham o quanto antes.





Pedro Tinoco

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