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Paulo Bob


23/12/1930 Rio de Janeiro

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística no começo da década de 1950. Em 1953, gravou pela Sinter, com acompanhamento de conjunto, o fox "Ai, Maria", de Ari Monteiro e Adelino M. de Castro, e a valsa "Rodeio", de Miguel Lima e R. de Souza. Contratado pela gravadora Todamérica, gravou em 1957, com acompanhamento de orquestra, a valsa "Mariley", de Lourival Perez, Iris Soares e Elias Ramos, e a marcha "Bloco da bicharada", de sua autoria, José Carlos e Abelardo Barbosa, o Chacrinha. Em 1964, participou da coletânea carnavalesca "Carnaval é nosso", da gravadora Entré/CBS, na qual estiveram também nomes como os Risadinha, Alcides Gerardi, Ari Cordovil, Emilinha Borba, e outros, cantando a marcha "Fui no Tororó", de Aloísio Marins e A. Montenegro. Em 1966, juntamente com artistas como Emilinha Borba, Ari Cordovil, Alcides Gerardi e outros, participou da coletânea carnavalesca "Carnaval no salão" do selo Entré/CBS, cantando as marchas "Carnaval brasileiro", de Anicio Bichara, e "Sou fã da Jovem Guarda", de Luis de França, Wilson Batista e Barbosa da Silva. Esse LP seria lançado no início do ano seguinte, e foi uma das inúmeras coletâneas carnavalescas lançadas na época. Em 1967, esteve na coletânea carnavalesca "O verdadeiro carnaval" cantando as marchas "É a vez do morro", de Anicio Bichara e José Messias, e "Quem diria", de B. Barbosa e L. Peres. Nesse período, inúmeros artistas sem maiores espaços nas gravadoras, e num momento em que a música de carnaval se encontrava em plena decadência, participaram de coletâneas onde lançavam músicas para o carnaval. Em 1968, foi lançado o LP "Um novo carnaval", disco para o ano seguinte no qual cantou as marchas "Forrobodó", de Almeidinha e Carlos Silva, e "Bang-bang no salão", de Milton de Oliveira e Vicente Amar. Em 1969, gravou para o LP "Carnaval 1970" as marchas "Deixa isso pra lá", de Hilton Nunes e Sebastião Nunes, e " Levante o dedo", de Otolindo Lopes, Orlando Dias e Jota Albar. Em 1970, gravou a "Marcha da pirraça", de Walter Dionisio e Adilson Martins, que fez parte do LP "Carnaval 1971", Nos anos de 1971, 1972 e 1973, participou de outras coletâneas do mesmo gênero lançadas pelo selo Entré/CBs para as quais registrou as marchas "Rebolado da gatinha", de Almeidinha, Vicente Amar e José Silva; "Fora de série (Jóia mulata)", de Brasinha e Irene Mattos; "Marcha da Terezinha", de Aloísio Marins, Adilson Silva e Fernando Barros, e "Andei andei", de Rutinaldo e Klécius Caldas. Depois de algum tempo sem gravar, voltou aos disco em 1981, quando tomou parte em duas coletâneas carnavalescas lançadas no final daquele ano visando o carnaval seguinte: a marcha "O beijoqueiro", de sua autoria, Haroldo Francisco e Aloísio J. Silva, uma homenagem ao folclórico "Beijoqueiro" figura bastante midiática na época, incluída no LP "Carnaval do jeito que o povo gosta" da Top Tape, e a "Marcha do desempregado", com  Conceição e Dell Rosso, que fazia alusão ao grande número de desempregados no Brasil da época, e incluída no LP "Carnaval 82 - As marchinhas estão de volta" da gravadora K-Tel. Em 1982, fez parte da coletânea carnavalesca "Carnaval 83 - VOL. 1" do selo Araponga/Lança/Polygram cantando a marcha "Turma da birita", de Denis Lobo, Roberto Savalla e Toninho Lazarotti. Depois de muito tempo dedicado à música carnavalesca, deu uma guinada em sua carreira e passou a dedicar-se a outro gênero musical e em 1982 gravou a toada "Ciganinha" do compositor Horizonte, e a balada "Distância (Ela está tão longe)", de Rossini Pinto, e que fizeram parte do LP "Os guardiões da música sertaneja" da gravadora Chantecler. Em 1993, participou do LP "Canto da terra - VOL. 10" do selo Canto da Terra cantando "Sai do meu caminho", de Luis Geraldo e Rafael Treiger. Em 1994, lançou pelo selo Canto da Terra o LP "Mocinho brasileiro" com as músicas "Sai do meu caminho", "Meus parabéns", "Você foi o meu caso", e " Não dá certo", de Luis Geraldo e Rafael Treiger; "Ciganinha", de Horizonte; "Saudade de você" e "Valsa da vovó", com Aloísio Silva e Marcus Pitter; "Ai Maria", de Adelino Moreira e Ari Moreno, e "Quando o dia amanhece", de Jorge Elias e Geórgia. Em sua longa carreira dedicou-se especialmente ao repertório carnavalesco tendo participando de mais de dez coletâneas para o carnaval.

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