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Paulinho da Viola

Paulo César Batista de Faria
12/11/1942 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Logo que entrou na Portela, em 1963, compôs "Recado", com Casquinha. Neste mesmo ano, Hermínio Bello de Carvalho, que o conhecera nas rodas de choro e era um dos incentivadores de sua carreira, o apresentou a Cartola. A partir de então, foi convidado para se apresentar no Zicartola (restaurante de Dona Zica e Cartola na Rua da Carioca, no Centro do Rio de Janeiro), tocando violão e cavaquinho, onde fez show com Zé Keti, recebendo seu primeiro cachê. Zé Kéti e Sérgio Cabral deram-lhe o nome de Paulinho da Viola. A partir de 1964 passou a dedicar-se exclusivamente à carreira musical. No ano seguinte, participou do conjunto A Voz do Morro (c/ Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Zé Kéti, Anescarzinho do Salgueiro e Nelson Sargento), gravando os LPs "Roda de samba" e "Roda de samba 2", nos quais foram incluídas suas composições "Coração vulgar", "Conversa de malandro" e "Jurar com lágrimas" (vol. I), e "Recado" e "Responsabilidade" (vol. II). Neste mesmo ano de 1965, ao lado de Nelson Sargento, Elton Medeiros, Anescarzinho do Salgueiro, Clementina de Jesus e Jair do Cavaquinho, entre outros, participou do musical "Rosa de Ouro", de autoria de Kléber Santos e Hermínio Bello de Carvalho, gravado em LP. Ainda em 1965 Elizete Cardoso, no LP "Elizete sobe o morro", interpretou suas músicas "Rosa de ouro" (c/ Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho) e "Minhas madrugadas", em parceria com Candeia. Em 1966 a Portela foi campeã com um samba de sua autoria, "Memórias de um sargento de milícias", tendo como puxadora oficial a pastora Surica. No ano seguinte, participando do grupo A Voz do Morro, gravou o LP "Os sambistas" e no LP "A enluarada Elizete", a cantora gravou "Depois de tanto amor".. No ano de 1968 lançou em parceria com Elton Medeiros o disco "Samba na madrugada", no qual despontou com o sucesso "Catorze anos", de sua autoria, além de "Minhas madrugadas" (c/ Candeia), "Arvoredo", "Mascarada" (Zé  Keti e Elton Medeiros), "O sol nascerá" (Elton Medeiros e Cartola) e ainda "Depois de tanto amor". Nesse mesmo ano, gravou mais um disco solo pela Odeon, no qual incluiu "Vai amigo" (Cartola), "Não te dói a consciência" (Nelson Cavaquinho, Augusto Garcez e Ary Monteiro), "Batuqueiro" (Candeia), "Meu carnaval" (Elton Medeiros e Cacaso) e "Maria Sambamba", de autoria de Casquinha. Ainda neste disco, apareceram futuros sucessos da carreira do compositor: "Coisas do mundo, minha nega" e "Sem ela eu não vou". Ainda em  1968 participou da "1ª Bienal do Samba", da TV Record de São Paulo, quando apresentou a composição "Coisas do mundo minha nega", classificando-se em 5º lugar. Em 1969, no LP "Elizete e Zimbo Trio balançam na Sucata", foi incluída "Sei lá, Mangueira", composta em parceria com Hermínio Bello de Carvalho. A composição tembém foi incluída no LP "A bossa eterna de Elizete e Ciro Volume 2 - de Elizete Cardoso e Ciro Monteiro", lançado pela gravadora Copacabana neste mesmo ano. Neste mesmo ano, foi o vencedor do "Festival da Record" com "Sinal fechado" e recebeu do Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro, o prêmio "Golfinho de Ouro", atribuído por sua obra composta no ano anterior. Ainda em 1969 Clara Nunes ganhou o primeiro lugar no "I Festival da Canção Jovem de Três Rios" com a música "Pra que obedecer", de Paulinho da Viola e Luís Sérgio Bilheri. Em 1970 lançou um de seus maiores sucessos, a composição "Foi um rio que passou em minha vida", que deu título ao disco. No LP despontaram também outras faixas como "Tudo se transformou", regravada posteriormente por Caetano Veloso. Ainda nesse ano, fez a produção do primeiro disco da Velha-Guarda da Portela, "Portela, passado de glória", do qual participaram Monarco, Cláudio, Alcides Dias Lopes (Alcides Malandro Histórico), Antônio Caetano, Vicentina, Aniceto, Manacéa, Armando Santos, Francisco Santana, Iara e Alberto Lonato, além de César Faria. Elizete Cardoso regravou "Foi um rio que passou em minha vida" no LP "Falou e disse". A mesma cantora, no disco "Elizete no Bola Preta com a banda do Sodré", interpretou três composições de sua autoria: "Sei lá, Mangueira", "Foi um rio que passou em minha vida" e "Jurar com lágrimas". Neste mesmo ano de 1970 sua composição "Simplesmente Maria" fez parte da trilha sonora da novela homônima, interpretada por Elcio Alvarez e Grande Orquestra, sendo esta sua primeira composição incluída em novela. No ano seguinte, pela Odeon, lançou o disco "Paulinho da Viola", do qual constaram, entre outras: "Lapa em três tempos" (Ary do Cavaco e Rubens) e "Vinhos finos... Cristais", parceria com Capinam. Participou da "II Bienal do Samba", em São Paulo, com "Sol e pedra", feito em homenagem ao seu  ídolo, Nelson Cavaquinho. Neste mesmo ano de 1971 lançou outro LP no qual incluiu as músicas "Cuidado, teu orgulho te mata", de autoria de Mauro Duarte e  Walter Nunes, que mais tarde ficaria conhecido como Walter Alfaiate; "Moemá morenou" (c/ Elton Medeiros) e "Para um amor no Recife". Nesse mesmo ano, a RCA e a Abril Cultural lançaram a coleção "Música popular brasileira", sendo o compositor um dos escolhidos. No LP "A dança da solidão", de 1972, interpretou algumas composições que fariam grande sucesso, "No pagode do Vavá" (homenagem ao amigo Norival Reis, conhecido como Vavá da Portela), "Coração imprudente" (c/ Capinan), "Acontece" (Cartola), "Passado de glória" (Monarco) e "Dança da solidão", regravada por Marisa Monte com sucesso. Nesse mesmo ano, Elizete Cardoso, no LP "Preciso aprender a ser só", incluiu "O pranto deste mundo" (c/ Hermínio Bello de Carvalho). No ano posterior, lançou o disco "Nervos de aço", com as canções "Sentimentos" (Mijinha), "Não quero mais amar a ninguém" (Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda) e "Sonho de um carnaval", de Chico Buarque. No ano de 1974 teve participação de grande destaque na série "MPB 100 Anos", escrito e dirigido por Ricardo Cravo Albin para o "Projeto Minerva", da Rádio MEC. Na série, transformada em oito LPs, lançados pela gravadora Tapecar, o cantor e compositor participou com metade de um LP, assim como Cartola e Luiz Gonzaga. No ano de 1975 em seu novo disco incluiu várias composições que seriam sucessos naquele mesmo ano: "Amor à natureza", "Argumento" e "Chuva", todas de sua autoria. Ainda neste LP, constaram "Jaqueira da Portela" (Zé Kéti), "Cavaco emprestado" (Padeirinho) e "E a vida continua", de autoria de Zorba Devagar e Madeira. Neste mesmo ano de 1975, ao lado de Elizete Cardoso, Benito di Paula, Gilberto Gil, Jorge Bem, Beth Carvalho, Sônia Santos, Cláudia e Quinteto Violado, integrou a delegação brasileira que participou do "Festival do MIDEM" (Mercado Internacional de Discos e Editoras Musicais), na cidade de Cannes, na França. No ano seguinte, no disco "Memórias cantando", regravou "Coisas do mundo, minha nega" e incluiu composições inéditas com o novo parceiro, o poeta e letrista Sergio Natureza. Também em 1976 a gravadora Odeon, em sua homenagem, editou uma coletânea de dez anos de carreira com alguns de seus sucessos. No ano de 1977 foi lançado o disco "Elizete Cardoso, Jacob do Bandolim, Zimbo Trio e Época de Ouro - Fragmentos inéditos do histórico recital realizado no Teatro João Caetano em 19 de fevereiro de 1968". Neste LP foi incluída sua composição "Rosa de ouro". Em 1978 lançou um novo disco com as composições "Sofrer" (c/ Capinam), "Pelos vinte" (c/ Sergio Natureza) e os sucessos "Coração leviano" e "Miudinho", esta última composição recolhida e adaptada do folclore popular por Monarco, Bucy Moreira e Raul Marques. Nesse mesmo ano, compôs o samba-enredo "Uma estória diferente" para o Grêmio Recreativo de Artes Negras e Escola de Samba Quilombo, de Coelho Neto, subúrbio do Rio de Janeiro. No ano posterior, a composição "Miudinho" intitulou uma coletânea lançada pela gravadora EMI/Odeon. Ainda em 1979, gravou o disco "Zumbido", cujo repertório incluiu "Chico Brito" (Wilson Batista e Afonso Teixeira), "Amor é de lei" (c/ Sergio Natureza), "Recomeçar" (c/ Elton Medeiros) e "Pode guardar as panelas", sucesso do compositor. No ano de 1981 lançou seu primeiro LP pela nova gravadora, a WEA, que contou com as composições "Último lance" (c/ Sergio Natureza), "Viver de amor" (c/ Capinam), "Pra jogar no oceano" e "Onde a dor não tem razão"(c/ Elton Medeiros) e "Feito passarinho", parceria com o jovem poeta e letrista Salgado Maranhão. No ano seguinte, lançou o LP "A toda hora rola uma história", no qual incluiu "Rumo dos ventos", "Só o tempo", "Não é assim" e "Cadê a razão", todas de sua autoria, e ainda outras composições, "Pra fugir da saudade" (c/ Elton Medeiros), e "Brancas e pretas" (c/ Sergio Natureza). Em 1988 lançou o disco "Prisma luminoso", no qual incluiu "Mas quem disse que eu te esqueço" (Dona Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho), "Mais que a lei da gravidade" (c/ Capinam), "Documento" (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro), "Não posso viver sem ela" (Bide e Cartola) e a faixa-título "Prisma luminoso", parceria com o poeta Capinam. Participou neste mesmo ano do disco "Cartola - bate outra vez", no qual interpretou "Amor proibido" (Cartola). Nesse mesmo ano de 1988 participou do disco "Há sempre um nome de mulher", disco duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a "Campanha do Aleitamento Materno", chegando a 600 mil cópias vendidas, apenas nas agências do Banco do Brasil. No ano seguinte, pela gravadora RCA, lançou o LP "Eu canto samba", no qual foram incluídas as composições "Eu canto samba", "Cantoria" (c/ Hermínio Bello de Carvalho) e "Um caso perdido", entre outras. Em 1991 participou do disco "Nada além", de Mário Lago, no qual interpretou "Faz de conta" (Chocolate e Mário Lago). No ano de 1994 o grupo Galo Preto o homenageou gravando um disco só com composições de sua autoria "Só Paulinho da Viola", lançado pela gravadora Leblon Records. Participou do disco "Homenagem a Mauro Duarte", pela gravadora Saci. No ano seguinte, em 1995, participou do disco "Clara Nunes com vida", homenagem à Clara Nunes, interpretando "Coração leviano" em dueto (inserido posteriormente) com a cantora. No ano de 1996 gravou o CD "Bebadosamba", cujo repertório incluiu "Timoneiro" (c/ Hermínio Bello de Carvalho), "Alento" de autoria de Paulo César Pinheiro, "Ame" (c/ Elton Medeiros), "O ideal é competir" (Candeia e Casquinha), "Peregrino" (Noca da Portela), "Solução de vida" (c/ Ferreira Gullar) e "Mar grande", esta em parceria com Sergio Natureza. Neste mesmo ano, participou do disco "50 anos", de Aldir Blanc, no qual interpretou a faixa-título, de Cristóvão Bastos e Aldir Blanc. No ano posterior, em 1997, lançou o CD "Bebadachama" ao vivo. Neste mesmo ano, sua composição "Pecado capital" foi interpretada por Sérgio Santos no disco "Prato feito", CD da oficial da "Campanha Contra a Fome no Brasil", do sociólogo Betinho.  No ano de 1999, juntamente com Toquinho, gravou o disco "Sinal aberto", CD no qual ambos interpretaram vários sucessos de suas carreiras. No ano seguinte, pela Coleção "A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes - Paulinho da Viola e os Quatro Crioulos", com produção de Pelão e Fernando Faro. Neste mesmo ano, com Monarco, Eliane Faria, João Nogueira, Cristina Buarque, Simone Moreno, Wilson Moreira, Noca da Portela e Dorina, participou do disco "Ala dos Compositores da Portela", produzido por Franco Cava, CD no qual este grupo interpretou "Hino da Velha Guarda", de Chico Santana. Em 2001 o grupo Família Roitman gravou "Coração da gente", de sua autoria. Entre seus muitos intérpretes estão Terezinha de Jesus, em "Coração imprudente" (c/ Capinam) e "Cidade submersa"; Chico Buarque ('Sinal fechado'), Clara Nunes, em "Coração leviano" e Elza Soares e Elizeth Cardoso, em "Sei lá, Mangueira", parceria com Hermínio Bello de Carvalho. No ano de 2002 Eduardo Granja Coutinho, pela Editora Uerj, lançou o livro "Velhas histórias, memórias futuras - O sentido da tradição na obra de Paulinho da Viola", no qual fez uma releitura de sua obra. Em novembro deste mesmo ano, em comemoração aos seus 60 anos, o compositor recebeu várias homenagens: um especial na Rádio 90.3 (MPB FM), com entrevista e show na emissora; dois show no Teatro João Caetano (dias 8 e 9) com a participação de vários convidados. Foi lançado também o livro "Paulinho da Viola - sambista e chorão" de autoria de do jornalista João Máximo no Teatro Delfim. Neste mesmo ano, pela gravadora Deck Disc, Teresa Cristina lançou um álbum duplo sobre sua  obra, "A música de Paulinho da Viola". Neste disco, em dueto com a cantora, interpretou "Depois de tanto amor". Também participaram do álbum duplo em sua homenagem Conjunto Época de Ouro ('Samba do amor'); Velha-Guarda da Portela ('Perdoa' e 'Pode guardar as panelas') e Elton Medeiros em "Tudo se transformou". Ainda neste disco foram incluídas "Coisas banais" parceria de Paulinho da Viola e Candeia; "Mais que a lei da gravidade" e "Coração imprudente", ambas, parceria com o poeta Capinam; e ainda, "Moemá, morenou", "Choro negro", "Responsabilidade" e "Argumento", entre muitas outras. O disco contou com a produção musical e arranjo de Paulão Sete Cordas. Ainda em 2002, ao lado de Chico Buarque, Miúcha, Ana de Hollanda, Martinho da Vila, Cristina Buarque, Márcia, Inesita Barroso e Carlinhos Vergueiros, entre outros, participou da caixa de quatro discos "Acerto de contas de Paulo Vanzolini", lançada pela gravadora Biscoito Fino, na qual Interpretou "Bandeira de guerra". No ano de 2003, Beth Carvalho, acompanhada do conjunto Quinteto em Branco e Preto, gravou o CD "Pagode de mesa 2 ao vivo", disco no qual incluiu a música "Coração leviano". Ainda em 2003, foi lançado no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, o filme "Meu tempo é hoje - Paulinho da Viola", documentário sobre sua vida e obra com direção de Izabel Jaguaribe e roteiro de Zuenir Ventura. Filmando em parte no sítio de Zeca Pagodinho, em Xerém, no Rio de Janeiro, o documentário contou com uma roda de samba reunindo personalidades como Hermínio Bello de Carvalho, Sérgio Cabral, Velha-Guarda da Portela, Walter Alfaiate, Marisa Monte, Marina Lima, Paulo César Pinheiro, Nelson Sargento, Jaguar, Lan e o anfitrião Zeca Pagodinho. O filme  teve outra pré-estreia no Cine Odeon, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Neste mesmo dia, a festa de lançamento foi comemorada no Teatro Rival Br, com show musical de Paulinho da Viola, Eliane Faria, Teresa Cristina, Velha-Guarda da Portela e Conjunto Época de Ouro. Em 2004, no disco "Daqui, dali e de lá", o grupo Toque de prima gravou de sua autoria "Ciúme da Cidinha". Neste mesmo ano a trilha sonora do documentário "Meu tempo é hoje" foi lançada em CD e contou com a participação de Nó em Pingo D'Água, Marisa Monte, Zeca Pagodinho, Amélia Rabello, César Faria, João Rabello Faria e Velha Guarda da Portela. Em 2005 a cantora Juliana Diniz (filha de Mauro Diniz e neta de Monarco) gravou a inédita "Corações aos saltos". Neste mesmo ano Elton Medeiros regravou "Dívida" no CD "Bem que mereci", disco com a faixa-título também composta pela dupla Elton e Paulinho. Ainda em 2005, no disco "Um pouco de mim - Sergio Natureza e amigos", do parceiro, teve incluídas três composições da parceria de ambos: "Pelos vinte", interpretada por Marcos Sacramento; "Vela no breu", cantada por Luiz Melodia e ainda "Brancas e pretas", em dueto de voz e violão por Amélia Rabello e Raphael Rabello. Ao lado de Wilson Moreira, entre outros, prestou homenagem ao parceiro Candeia em show no Sesc Pompeia, em São Paulo. Neste mesmo ano, no disco "Amorágio", do parceiro-letrista Salgado Maranhão, teve incluída a composição "Feito passarinho", parceria de ambos, regravada pela cantora Amelia Rabello e ainda interpretou neste mesmo CD a composição "Recato", de Elton Medeiros e Salgado Maranhão. No ano posterior, em  2006, foi lançado, pela gravadora Trama, o DVD "Paulo César Baptista de Faria - Grandes Nomes", de um especial feito em 1980, com direção de Guto Graça Melo, na TV Globo. No repertório foram incluídas composições do próprio Paulinho da Viola, entre elas "Coisa do mundo minha nega" e  "Pecado capital"). Também foram incluídas participações especiais de Zezé Motta em "Senhora liberdade" (Wilson Moreira e Nei Lopes), do flautista Nicolino Cópia (Copinha) na faixa "Numa seresta" e ainda de Elton Medeiros, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho e Anescarzinho do Salgueiro, nas faixas  "Quatro crioulos", "Rosa de ouro" e no pot-pourri "O sol nascerá" (Elton Medeiros e Cartola), "Cântico à natureza" (Nélson Sargento, Alfredo Português e Jamelão), "Água do rio" (Anescarzinho do Salgueiro e Noel Rosa de Oliveira ) e "Pecadora" (Jair do Cavaquinho e Joãozinho da Pecadora). O DVD também contou com as participações de Canhoto da Paraíba em "Forró do Xenhénhém"; Radamés Gnattali em "Sarau para Radamés" (Paulinho da Viola) e na faixa "Coração imprudente" (Paulinho da viola e Capinan); Velha Guarda da Portela "Quantas lágrimas" (Manacéia), "Recado" (Paulinho da Vila e Casquinha da Portela) e em "Foi um rio que passou em minha vida" (Paulinho da Viola). No ano de 2007 gravou nos estúdios da MTV, na Zona Oeste de São Paulo, o "Acústico MTV", CD e DVD com parte de sua obra revisitada em 24 composições, entre elas as quatro inéditas, destacando-se "Ainda mais" (c/ Eduardo Gudin) e "Talismã", em parceria com Marisa Monte e Arnaldo Antunes. Destacam-se também, no CD e DVD alguns de seus sucessos, tais cmo  "Pecado Capital", "Para um amor no Recife", "Bebadosamba", "Coração leviano", "Timoneiro" (c/ Hermínio Bello de Carvalho) e "Onde a dor não tem razão". Em 2008 foi o grande premiado no "6º Prêmio Tim de Música", apresentado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e em homenagem à obra do cantor e compositor Dominguinhos. Inicialmente foi indicado para seis categorias, ganhando em três delas: "Melhor Cantor" e "Melhor Disco" (com o CD "Acústico MTV"), ambas na "Categoria Samba" e ainda "Melhor Canção" com a composição "Vai dizer ao vento", de sua autoria. Lançado no ano de 2011 pelo Selo Discobertas, do pesquisador Marcelo Fróes,em convênio com o Selo ICCA (Instituto Cultural Cravo Albin), o box "100 Anos de Música popular Brasileira" é integrado por quatro CDs duplos, contendo oito LPs remasterizados. Inicialmente os discos foram lançados no ano de 1975, em coleção produzida pelo crítico musical e radialista Ricardo Cravo Albin a partir de seus programas radiofônicos "MPB 100 AO VIVO", com gravações ao vivo realizadas no auditório da Rádio MEC entre os anos de 1974 e 1975. Paulinho da Viola participou do CD volume 7, como convidado especial perfilando parte de sua obra e interpretando as faixas "Filosofia do samba" (Candeia), "Minhas madrugadas" (Paulinho da Viola e Candeia) e ainda participou do CD volume 8, no qual gravou as faixas "Cântico à natureza" (Jamelão, Nélson Sargento e Alfredo Português), "O sol nascerá" (Cartola e Elton Medeiros), "Mascarada" (Zé Kéti e Elton Medeiros), "Vida" (c/ Elton Medeiros), "Outra você não me faz" (Dona Ivone Lara), "Eu sabia" (Mauro Duarte), "Recado" (c/ Casquinha) e somente de sua autoria as faixas "Coisa do mundo, minha nega", "Dança da solidão", "No pagode do Vavá", "Guardei minha viola" e "Amor à natureza". Na mesma coleção também foram incluídas outras composições de sua autoria, interpretadas por Beth Carvalho (CD volume 8) "Foi um rio que passou em minha vida" e "Rosa de ouro", em parceria com Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho; Elza Soares (CD volume 8) interpretou "Sei lá Mangueira" (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho). Neste mesmo ano fez show na casa de espetáculo Vivo Rio, no Rio de Janeiro, no qual cantou algumas composições inéditas.  No ano de 2012 o escritor Vagner Fernandes criou o bloco carnavalesco Timoneiros da Viola, em sua homenagem, o qual desfilou pela rua de Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro, com a presença do compositor. Durante o carnaval deste mesmo ano o compositor apresentou-se em temporada no Sesc Pinheiro, em São Paulo. Neste mesmo ano completou 70 anos de idade, recebendo várias homenagens por todo o país, entre as quais o show "70 Anos de Paulinho da Viola", de sua filha Eliane Faria, no Centro Cultural Carioca, no Rio de Janeiro, no qual a cantora recebeu como convidados especiais Tia Surica, Ellen de Lima e a dupla de Mestre Sala e Porta Bandeira da Portela (Diego e Lucinha Nobre). Fez show na casa de show Vivo Rio, no Rio de Janeiro e ainda no Carnegie Hall, em Nova York, onde os jornais publicaram matérias com o título "O maior sambista vivo do Brasil". Porém, a maior homenagem foi a que o artista fez ao seu público, quando se apresentou em show histórico no Parque de Madureira, no subúrbio carioca de Madureira. No espetáculo recebeu vários convidados, entre os quais a Velha-Guarda da Portela, sendo os arranjos de piano de Cristóvão Bastos e os sopros de Mário Séve. Ainda em 2012 a gravadora EMI-Music lançou uma caixa com 11 de seus discos remasterizados e gravados entre os anos de 1968 e 1979, como parte da homenagem da empresa ao artista. No ano de 2014 apresentou o espetáculo "50 anos de carreira" no Vivo Rio, casa de shows da Zona Sul Carioca, logo após partindo em turnê nacional com trabalho. No ano de 2016 foi um das principais atrações da abertura do evento "Jogos Olímpicos Rio 2016", quando, acompanhado de um octeto de cordas, interpretou o "Hino Nacional" no Maracanã. No ano seguinte, em 2017, fez turnê com o show "Paulinho da Viola Encontra Marisa Monte", iniciada no Citibank Hall, em São Paulo, depois seguindo para Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Neste mesmo ano a cantora e escritora paulista Eliete Eça Negreiros lançou o livro "Paulinho da Viola e o Elogio do Amor" (Atelier Editorial), na Livraria da Travessa, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro.

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